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OSVANDIR E A CRISE MUNDIAL

“O fim do mundo começou…” Avô do Osvandir

Estamos no ano de 2012, um grande planeta aproxima-se da terra. Isto fora previsto há uns 30 anos atrás, mas ninguém dera ouvidos para o fato. Não tomaram medidas para alterar o curso do astro.

A lua saiu da sua rota, o cataclismo alterou os pólos da terra, O pólo Norte estava em outro lugar, grande choque na crosta terrestre. As calotas polares derreteram e aumentou o nível das águas do mar. As cidades litorâneas desapareceram. Minas Gerais virou mar, lindas praias apareceram por todo lado, crianças inocentes brincando na praia, alheias aos acontecimentos.

Vários eventos acontecendo: bolas de fogo caindo por toda parte, sol soltando labaredas de milhares de quilômetros, clima insuportável.
Ninguém saberia dizer se faria sol ou chuva. Chuva de granizo por todos os cantos da terra.

Os vulcões, gêiseres, maremotos e terremotos agitavam os continentes.
Até vulcão extinto voltou a soltar fumaça de quilômetros e lava correndo para o mar.

Na China, Japão e em toda Ásia não passava um dia sem um terremoto. A população em polvorosa, um desastre difícil de narrar. Ondas gigantes destruindo cidades inteiras, milhares de mortos por todos os lados.

A crise financeira mundial viu bancos quebrando, empresas falindo, comércio retraindo e empregos sumindo. O Dólar e o Euro sofriam desvalorização diária. Os países ricos, de repente se tornaram pobres. Por incrível que pareça o Real continuava como a única moeda estável. O emprego moderno desapareceu, muitos voltaram para a zona rural, praticando aqueles trabalhos de seus avós.

O Presidente que daria solução para o mundo, não estava agüentando tantos problemas.

As doenças chegaram em todos os países, cada vez mais fortes. Gripes desconhecidas, sarampo, febre, alergia, AIDS, vaca louca, um vírus novo, criado na internet atacava quem ficava muito tempo no teclado e uma série de males para atormentar o povo, já quase sem esperança.

A mudança climática já se fazia notar em toda parte. Bactérias causando temporais de chuva ácida espalhando o terror pelo planeta.

Na África grandes incêndios queimando milhares de quilômetros quadrados, deixando para trás um calor arrasador e um chão completamente limpo, sem nenhuma vegetação, só cinzas. Centenas de pessoas desaparecidas e animais completamente torrados.

Na América do Sul grande perda com a produção agropecuária ameaçada pela seca mais grave dos últimos 50 anos, cujo prejuízo chegou a bilhões de dólares, causando conflito entre produtores e Governo. O que sobrou, veio a chuva e levou.

Intensa onda de calor que atingiu a Ásia e a Austrália, provocando caos total, deixando sem eletricidade milhões de pessoas, afetando a circulação dos trens e o trânsito em geral.

Grande parte do mundo já sentia as conseqüências da falta de água doce. A Amazônia já estava suprindo o resto do mundo. Navios de vários países vinham aqui buscar água.

A internent virou um mundo a parte. Os spans enchiam as caixas dos internautas e ninguém sabia de onde vinham, aquilo virara um inferno, tudo cruzando na tela do computador. Os atuais foram engolidos por outros softs maiores e melhores, dos próprios governos. Cada qual queria alcançar o internauta primeiro. A era do “olho que tudo vê” havia chegado. Chegamos a tal ponto que tudo girava em torno do computador. Todos recebiam uma senha e começava pelo número 666.

A guerra agora era praticada na rede. Não precisava de exército, tanques, soldados e nem canhão. Os hackrs mandavam foguetes para onde queriam, uma espécie de Guerra do Golfo, ampliada, alcançando o mundo inteiro. Era um Apocalipse Total!

As grandes agências mundiais de espionagem não precisavam mais viajar, pesquisar, estava tudo na internet para quem quisesse ver.

Um brasileiro de 14 anos, inventou um simples programinha que engoliu os grandes softwares financeiros. Ele tinha a capacidade de retirar de cada banco e cada conta bancária um valor predeterminado e transferir para outras contas indicadas. O menino ficou bilionário.

As grandes profecias dos Maias sobre o ano de 2012, Nostradamus e dos Profetas Bíblicos se cumpriram. A terra estava um verdadeiro inferno, um Juízo Final!

No meio de tanta desgraça, Osvandir resolveu consultar um Profeta do Cerrado de Mato Grosso. Pegou o carro elétrico, pois não existia mais gasolina como combustível, seguiu para uma pequena cidade do interior e lá estava o Profeta falando para o povo.

Aguardou até que ele terminasse o discurso e foi perguntar-lhe o que seria do mundo.
__ Quando teremos uma pausa de tanto sofrimento pelo mundo?
__ Haverá uma reunião para a Nova Ordem Mundial entre os grandes líderes e aí aparecerá o Grande Irmão (Big Brother), um fato novo será anunciado e todos os povos terão paz.
__ Mas quem é este Grande Irmão?
__ Ele não é deste mundo. Ele virá para trazer a tranqüilidade para o povo.

Osvandir saiu dali pensando: seria o Grande Irmão um ET? Foi consultar no computador mais próximo. Clicou no buscador e lá saiu: O “Grande Irmão” (ou “Irmão Mais Velho”, em inglês: “Big Brother”) é um personagem fictício no romance 1984 de George Orwell.

Não satisfeito pesquisou em vários sites e chegou a conclusão que o Grande Irmão era o Google, que tem os dados de todas as pessoas do mundo e sabe o que todos querem comprar ou vender, namorar, casar ou enrolar. Sabe de tudo da vida de cada cidadão.

De repente, quando estava chegando a esta conclusão conclusiva, sentiu uma coisa pesada cair em sua testa. Assustou-se. Acordou.

Estava debaixo de um pé de jaca, próximo de uma igreja, no interior de Minas, onde pesquisava o aparecimento de um estranho Disco Voador em formato retangular, que aparecera em um canavial.

Por via das dúvidas levantou-se, entrou na igreja e foi rezar.

Manoel Amaral

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OSVANDIR E A PALESTRA

Osvandir ia viajar para fazer uma palestra para um grupo de ufologia, numa pequena cidade do sul de Minas.

Pegou o carro, conferiu os detalhes: pneus, óleo, extintor de incêndio, limpador de pára-brisas, lanternas, documentos e tudo mais.

Poderia viajar descansado, não seria barrado na estrada por um guarda irado e nem receberia multa por uma lâmpada queimada ou por outro qualquer detalhe.

Seguia assim tranqüilo, depois de passar por Itapecerica, um pouco antes de chegar em Campo Belo viu uma mocinha pedindo carona na estrada. Estava um pouco longe, não deu para distinguir direito, mas tinha alguém junto a ela.

Ao aproximar-se viu uma velha magrinha e banguela, cabelos enrolados no alto da cabeça e fixo com muitos grampos.

O que fazer? Dar carona para as duas? Assim foi feito. Abriu as portas de seu carro e o seu azar foi tanto que a velha assentou-se no banco da frente, ao lado do motorista.

Conversa vai, conversa vem, elas informaram que ficariam ali bem próximo, a distância de um tiro de espingarda.

O carro rodou, rodou e nada da chegar onde iriam descer as forasteiras.
Será que já teria passado do local? Resolveu interrogar as duas.
__ Como é o nome e a entrada para onde vocês vão, tem alguma referência?

A mais nova foi logo dizendo:
__ Tem uma grande árvore de pequi e algumas palmeiras na estrada.
__ É antes ou depois de Campo Belo?
__ Bem antes…
__ Então já temos um problema, já ultrapassamos esta cidade.
__ Eu falei pro Senhor que era da distância de um tiro de espingarda…

E agora o que fazer?
__ Posso voltar para deixá-las na rodoviária de Campo Belo, de lá vocês seguirão para onde moram.
__ Muito bom, seu moço, pode deixar a gente por aqui mesmo, neste posto de gasolina.

Resolveu parar também para tomar o seu café com um pedaço de queijo Araxá. Estacionou o veículo próximo de uma carreta e foi para o bar.
Quando estava quase esquecendo das duas, viu pela janela que elas entravam num caminhão carregado de telhas.

Conversando com um motorista resolveu contar a história da velhinha e da mocinha. O motorista riu e disse que não se preocupasse com elas pois ficavam sempre por aquele trecho indo de um lado para outro e nunca chegavam ao destino. Coisas de beira de estrada.

Passou Alfenas, Machado e Poços de Caldas, não contando os lugarejos esquisitos, bares com instalações precárias, muitos cafés frios, chegou ao local da palestra.

Uma rápida olhada pela pequena cidade, estava um pouco tarde, resolveu almoçar. Perguntou para um velho de cabeça branquinha, onde poderia encontrar um restaurante.
__ Restaurante mesmo você não vai encontrar por aqui. Tem um bar ali na esquina que serve uma comidinha caseira, coisa aqui da região.

Satisfeito com a alimentação Osvandir resolveu dar mais uma olhada na cidade. Saiu procurando o endereço complicado. Viu várias pessoas aglomeradas próximas a um salão e concluiu: deve ser aqui mesmo!

A palestra estava marcada para 19,30 horas, era um pouco cedo. Procurou um local para descansar e achou logo adiante uma velha pensão familiar de nome até sugestivo: Pensão da Vovó.

Repassou os principais temas da palestra: ufologia e religião. Tirou o notebook da mochila, digitou algumas palavras e passou para o papel um texto do Profeta Ezequiel.

“Enquanto eu olhava os seres viventes, vi uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, dos quatro lados. O aspecto das rodas e a sua obra era semelhante à cor do crisólito (topázio, turquesa, berilo). E as quatro tinham uma mesma semelhança; a sua aparência e a sua obra eram como roda no meio de roda. Quando andavam, moviam-se para os seus quatro lados; não se viravam quando andavam. E os seus aros altos e espantosos, e cheios de olhos … Às rodas, ouvi eu, gritavam-lhes: Roda! E quando os seres viventes andavam, as rodas andavam entre eles; e quando os seres viventes se levantavam da terra, as rodas se levantavam.“

Osvandir lembrou logo das rodinhas dos carrinhos de supermercados que giram pelos quatro lados, mas aquela palavra também poderia ser traduzida como círculo, disco, esfera, etc.

Rodas cheias de olhos poderiam ser janelas da nave espacial e roda dentro da roda era uma coisa que intrigava.

Deu os últimos retoques, preparou tudo e desceu a rua apressado, já estava na hora.

Chegando ao local viu o parlatório e para lá se dirigiu, deu uma olhada nos participantes e achou alguma coisa estranha. Normalmente nestes encontros ufológico comparecem poucas mulheres e ali tinha muitas, inclusive crianças.

Tomou um pouco da água que lá estava e começou a falar. Discorreu sobre os discos voadores na bíblia e todos prestavam muita atenção.
Encerrou a palestra falando sobre o Profeta Ezequiel. Deu a sua opinião pessoal. Despediu-se de todos e ficou impressionado como tantas pessoas vinham abraçá-lo.

Saiu direto para a pensão onde hospedara. Alguém estava a sua espera, jovem e muito falante.

Osvandir conversou bastante e daí a pouco o rapaz disse que o horário da palestra foi remarcado para 21,00 horas, pois ficaram sabendo que devido um acidente, vários veículos ficaram aguardando a liberação da estrada.
__ Mas o Senhor não disse o seu nome? Disse o rapaz.
__ Sou Osvandir. Será que houve um engano? Acabei de falar sobre ufologia, naquele salão ali embaixo, nesta mesma rua.
__ Mas ali é o salão da igreja Santa Cruz e neste horário estão celebrando missa ou fazendo reunião da paróquia! O Senhor foi convidado para falar em outro local.

E lá se foi o ufólogo, para outro local e desta vez falar para as pessoas realmente interessadas em ufologia.

Manoel Amaral

Pesquisa de texto e imagem:http://ovni.do.sapo.pt/principal/OVNISTORIA/ovnistoria_pt/ezequiel.htm