OSVANDIR NO CEARÁ VIII

Capítulo VIII

DISCO VOADOR

— Adeus Osvandir! Até na próxima, disse o Moura,
olhando para um avião que voava no céu azul de Fortaleza.

Continuou na estrada de pedras que a seguir foram rareando e a estrada foi se tornando cheia de lombadas íngremes, com descidas e subidas, curvas em seqüências para ambos os lados da estrada. Osvandir viajou os quilômetros restantes, a baixa velocidade com a marcha 4L, reduzida engatada, o que permitia maior aderência no terreno.

A baixa velocidade o permitira fazer curvas fechadas e inesperadas. Aquela pista fora feita para acabar com carros ou com os motoristas. Atingindo o ponto final, que era uma clareira no mato, com um alpendre espaçoso, viu uma oficina mecânica e alguns jipes, bikes e MotoCross, bem arrumados, enfileirados lado a lado. Um dos ajudantes avisou à estação de partida, que Osvandir tinha chegado, por um HT, ( Habd -Talk” – transceptor portátil, em FM) e que não havia ruído de outros carros atrás dele. Osvandir informou que os outros três estavam atolados na pista.

Osvandir sentiu-se pouco satisfeito, porque não houve disputa com campeões, mas adorou fazer o que gostava.Entraram no hotel e viram algumas das moças, colegas de excursão. Cuidaram da higiene pessoal e sentaram-se à mesa para o almoço. Trocaram informações a respeitos dos lugares visitados pelos três grupos.

Osvandir aproveitou seu tempo escrevendo o seu diário no notebook.A tarde a guardiã loura, avisou que todos iriam visitar a Serra do Estevão, onde poderiam ver os principais pontos turísticos.

Depois de mais ou menos uma hora, chegaram ao município de Dom Maurício. As pessoas se dividiram e foram visitar os locais indicados pela guardiã.

Osvandir resolveu ir até ao Pico da Torre que estava a uns 760 m de altitude, para ver melhor a panorâmica de Quixadá e a Pedra da Galinha Choca. Pedalou sua bike por uns 5 km subindo lentamente uns 300 metros a ladeira. De longe avistou as torres de repetição equipadas com pequenas antenas parabólicas apontando para várias direções.

Ele estava com sua mochila conduzindo o que era necessário, como máquina fotográfica digital, binóculos, faca de mato etc. Sua pistola estava nas costas entre a calça e o lombo.

Seus olhos não saiam da figura da Galinha Choca, que era admirada pelas formas perfeitas. De repente, vindo do sul, viu um objeto com o perfil de um prato virado contra o outro, cor de alumínio, brilhando no sol. Atravessou lentamente o Complexo Rochoso, por trás da Galinha Choca. Muito nervoso e apressado retirou imediatamente sua câmera digital da mochila, que estava sobre suas pernas e já estando preparado para foco infinito, ligou, apontou e clicou por várias vezes. O objeto veio para mais perto e mergulhou de vértice por trás da Pedra da Galinha Choca, ocasião em que viu que o objeto era discóide.

O aparelho desapareceu no mergulho sobre a montanha de pedra.Tudo foi fotografado, não conseguiu acreditar que um objeto voador entrasse em uma serra de pedra, sem haver abertura. Conferiu as fotos de sua câmera e novamente viu o aparelho mergulhar na rocha, sem abertura alguma.
— Ganhei na Loteria e agora posso voltar para Fortaleza, disse Osvandir em voz baixa, só para ele.

Os visitantes foram chegando aos poucos e guardando suas bicicletas no alpendre, onde um empregado as examinava rapidamente.

Todos chegaram, subiram na van e esta desceu a serra em direção ao hotel em Quixadá.
— Srta. Elizabete, lamento informar, que apesar de estar gostando do passeio e do bom trato, tenho que voltar urgente para Minas, disse Osvandir.
— Nós lamentamos muito sua ausência, mas como há urgência, não há outro jeito.– Obrigado pela compreensão. Poderia me dar o endereço da estação rodoviária?- Sim, depois do almoço chamarei um táxi para levá-lo até lá.

Osvandir levantou-se e despediu-se de cada componente da excursão, bem como da guardiã. Voltou para seu quarto, onde apanhou as duas malas e o notebook.

Já no hotel, em Fortaleza, antes de deitar-se completou seu diário no notebook, ressaltando seu avistamento incrível. Transferiu as fotos da máquina para seu notebook.

Agendou um encontro com seu amigo para aquele mesmo dia:
— Moura, passei aqui para despedir-me e mostrar-lhe o que consegui em Quixadá, veja a seqüência de fotos na minha câmera!

Moura manejou a máquina fotográfica para ver as fotos. Na primeira ele logo reconheceu o perfil de um disco voador, muito distante sobre umas montanhas. No final chegou a foto em que o aparelho mergulha para dentro da rocha por trás da Galinha Choca.
— Osvandir, acredito porque estou vendo a foto e não houve tempo para você praticar qualquer truque. Vem a pergunta. Eles vêm do céu ou do centro da Terra?
— Acho que ninguém sabe. Ufologia é um terreno cheio de ilusões para nossos sentidos. Só nos baseamos neles, pois são os detectores das nossas realidades. O que pode ser realidade para uma pessoa, pode não ser para outra. Passou daí, só há conjecturas, lendas que são acreditadas, na falta e outras realidades. De qualquer forma estou muito satisfeito com o que consegui, respondeu Osvandir.

Final
Moura – Fortaleza – CE – 6 / 9 / 2008

OSVANDIR NO CEARÁ II

Capítulo II

OS CASOS UFOLÓGICOS

O Brasil é o país mais rico do mundo.
Roubam à noite e no dia seguinte ele está novamente rico.
É o Milagre Brasileiro.” (Moura)

Moura olhou para cima procurando se lembrar de alguma coisa:
— Vou falar sobre o que eu me lembro, pela imprensa e do que vi na Internet:
“No início deste ano um médico de Quixadá fotografou, por acaso um Disco Voador, bem alto, por trás das serra, além da Galinha Choca. Lá aparecem Discos Voadores e Bolas de Fogo. Já aconteceu um avistamento, presenciado pelas pessoas que estavam presentes a um comício, nas vésperas de eleições. Todos correram da pracinha. Não me lembro o ano, mas foi um dos maiores avistamentos. Antes disso houve o caso de um homem de meia-idade que viu um disco voador e recebeu um facho de luz no rosto. Desde esse tempo ele foi enfraquecendo, passou a viver em uma rede e a mente dele involuiu e dizem que ficou com a idade mental de uma criança de 9 anos. Ele faleceu há mais ou menos 5 anos atrás. Não tenho mais certeza das datas.”

— Lembro muito bem deste caso, retrucou Osvandir

Moura continuou contando: “O agricultor Antônio disse que viu um disco sobre a Pedra da Galinha Choca, ao lado do Açude Cedro, neste ano, por volta das 21/22 horas.
”As aparições são comuns, para Tadeu, funcionário aposentado do Banco do Brasil. Ele garante que já viu vários ÓVNIS em sua fazenda, que fica próxima de Quixadá.”

“O músico Dudu, disse que já foi perseguido OVNIs . Disse que seu conjunto saía de um show e foram seguidos por uma esfera grande com luzes piscando, de cores variadas. O carro parou sozinho e
ficaram na estrada. Depois disso uma bola gigante voou em alta velocidade para o poente.”

Osvandir ouviu tudo atentamente e depois, curioso, perguntou:
— Moura você já teve avistamentos?
– Já tive cinco, mas nunca vi um disco voador, só esferas ou sondas, sendo três com luz própria.

Osvandir perguntou:
— Gostaria de saber as suas opiniões a respeito de UFOs?
Moura respondeu:
— Minhas opiniões a esse respeito são muitas e nenhuma. Não sei de nada. Talvez poucas pessoas saibam a verdade, pois o campo é muito vasto. Existe muito acobertamento pelos governos.

Deu 12 horas e Da. Conceição anunciou que a mesa estava posta.
Foi um almoço frugal. Constou de filé ao “molho madeira”, feijão preto temperado com carne do sul e lingüiça, arroz branco, purê de batatas, macarrão talharin, salada de verduras. Serviram refresco de cajá e creme de abacaxi na sobremesa.

– Não tenho Don Perignon, pois sei que você gosta de vinho. Aqui só tenho o suco de uva, que não é a mesma coisa, disse o Moura, como a se desculpar pela ausência de um bom vinho.

Terminado o almoço, Moura e Osvandir demonstravam preguiça e prazer, pela barriga cheia. Voltaram a sentar-se nas cadeiras do alpendre arejado, para conversarem mais.
– Moura, devo que estar no hotel bem antes do carro da agência chegar. Ainda tenho que tomar banho.
– Fique à vontade, disse o Moura, já lamentando a ausência de “um bom papo”, com o Osvandir.

O táxi foi chamado e veio logo. Começaram as despedidas, desejos de boa viagem e muita sorte na excursão.

Na manhã seguinte Osvandir serviu-se do café, com variedades, pagou a diária e desceu para a entrada. Mais ou menos às 9 horas a Van da Agência de Turismo parou em frente ao Othon Pálace Hotel.

— Estamos aqui para conduzi-los até Quixadá. Podem entrar, colocar as malas na traseira do veículo, por favor.

O veículo vinha apanhando as pessoas nas residências ou hotéis.
Osvandir colocou suas duas malas na van e subiu no veículo se acomodando em um dos bancos, sentando junto a uma janela. Estava com seu Notebook a tiracolo. Também retirou a mochila das costas onde havia pertences que poderiam precisar a qualquer instante.

Começou a viagem de uns 170 km, rumo a Quixadá. Após umas 4 horas de viagem, chegaram ao Hotel Monólitos, onde ficariam hospedados, no centro da pequena cidade.
Continua…
Moura e Manoel