DA MANIPULAÇÃO AO DEBOCHE

DA MANIPULAÇÃO AO DEBOCHE

Demos uma entrevista (por telefone) para jornalista Alice Maciel “O Estado de Minas”, maior jornal do estado, e ela se fez passar por uma Vereadora de uma cidade que não vou dizer qual, querendo comprar Projetos de Leis.

No outro dia, qual não foi o meu espanto, a manchete dizia:

VEREADOR PODE COMPRAR PROJETO DE LEI POR R$19,90

“O candidato a vereador nas eleições de outubro em qualquer um dos 5.565 municípios brasileiros poderá dispensar o preparo técnico, político ou administrativo. Se eleito, poderá deixar-se tomar pela preguiça. Bastará dispor de R$ 19,90 para comprar pacotes de projetos de lei pela internet e os apresentar nos Legislativos municipais como sendo seus.

Os temas em pauta vão do esporte à educação, do meio ambiente ao lazer, da proteção ao idoso à proteção à mulher. O serviço a R$ 19,90 é de propriedade do mineiro Manoel Amaral, no endereço http://www.casadosmunicipios.com.br. (JORNAL “O ESTADO DE MINAS”

Este texto foi repetido a exaustão por todos grandes jornais deste país, inclusive Revista Veja, Info, Estadão, e todos das capitais.

Um até mais engraçadinho estampou a figura (personagem da Casseta e Planeta) o Sr. Greysson, com o velho bordão: Quer ser candidato a vereador? Seus problemas acabaram! Vem aí o kit vereador! (Rondônia Empresarial) www.rondonia/empresarial.com.br/

Ai aparece o deboche do Jornal Globo News (em Pauta), com jornalista de New York, São Paulo e o apresentador do Programa comparando aquele fato a lojas de R$1,99 e davam gargalhadas e dizendo que aquilo era uma fraude. (g1.globo.com).

Foi até engraçado que o “tiro saiu pela culatra”, pois vieram autoridades declarar que aquilo era um trabalho de assessoria e não tinha nada de ilegal.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Cláudio Stábile, disse que não existe lei que proíba esse tipo de negócio. “Não há nenhum impedimento para isso, o vereador pode até contratar uma assessoria para montar seus projetos”, comentou.

Outras também se manifestaram sobre o assunto dizendo que não viam nada de ilegal naquele trabalho de assessoria. Nunca houve venda de Projetos de Leis, no meu caso, apenas as pessoas pagam uma taxa de pesquisa de R$19,90, para acessar o banco de dados com mais de 15 mil Projetos de Leis.

Mas neste trabalho de pesquisa encontrei uma pérola, que passo para vocês, meus queridos leitores: Boni, o “mago da Globo” lança livro:

MANIPULAÇÃO. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma ‘glicerinazinha’ e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula – mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco. ”Foi uma maneira, diz o executivo, de melhorar a postura do candidato junto ao espectador para que ele ficasse “em pé de igualdade com a popularidade do Lula”. “Todo aquele debate foi (produzido) – não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos. ” http://ww.exkola.com.br/scripts/noticia.php?id=58303160

Pois é, manipulação, deboche, tudo ao mesmo tempo é o que a rede pratica sempre quando não tem interesse financeiro em jogo.

Quanto a mim, estou sobrevivendo, o excesso de exposição à mídia só trouxe beneficios para o meu tipo de trabalho. A Globo deu um tiro no próprio pé.

Um conselho do velho aqui: quando alguém ligar para você dizendo que quer uma entrevista sobre determinado assunto, diga que não. Entrevista por telefone só pode dar besteira no final, ainda mais que os repórteres estão ávidos por colocar no ar as velhas picuinhas. Quem vê novela está saturado de ver isso.

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

http://osvandir.blogspot.com

OSVANDIR E A GRIPE SUINA (A)

Cap. I
A PANDEMIA
Pandemia é o nome que damos para
uma epidemia generalizada
.

Osvandir foi rápido até o aeroporto de Belo Horizonte e seguiu para São Paulo, Aeroporto de Congonhas onde seguiu para o México, City, as 13,00 horas, pela American Aierlines.

Reservou passagem de volta para o dia 15 de maio, totalizando a ida e volta o valor de R$3.335,00, parcelados suavemente.

Osvandir ficou pensando na farra das passagens aéreas, aquele “festival de pilantragens que deputados e senadores vêm promovendo com o nosso dinheiro”, nas palavras de Revista Veja de 29/04/2009.

Vários deputados viajando com filhas, esposas, netas, bisnetas, avós, primos e todos os parentes mais próximos, para paises longínquos, fazendo turismo com o dinheiro do povo. Ou então pagando contas de celulares de filhos e parentes e empregados domésticos de gabinete.

Estão confundindo o público com o privado, paises como os EUA só pagam as passagens de ida e volta a suas origens, nada mais.

E o Congresso não aprova nada de importante, por isto estão no fundo do poço, brigando ao invés de legislar.

Osvandir tirou aqueles pensamentos nefastos da cabeça, já que ele mesmo teria que arcar com o pagamento das despesas de viagem e estadia nos dias que passaria no México.

Avião vasio, quase nenhum passageiro, todas as aeromoças muito solicitas, atendendo a todos a qualquer momento. Dotado de muita modernidade, que Osvandir ainda não conhecia. Vários aparelhos de TV ligados, à disposição dos passageiros. Impossível dormir na viagem. Muitos filmes, reportagens e nada sobre a Gripe Suína, agora chamada de Gripe “A”.

Aeropuerto Internacional de la Ciudad del México, Benito Juárez, já estava a vista.
Uma longa pista de pouso refletia suas luzes e sinais. Muitos aviões cruzando o espaço aéreo.

Osvandir, de repente lembrou de um avião que teve um pouso forçado em Guadalajara, com 108 passageiros, no dia 28 de abril passado, ficou preocupado.

Mas a American Aierlines, tem um bom passado, poucos acidentes e muito bem cuidada na área de revisão dos aviões, tudo parece novo.

Apenas um pássaro passou de raspão nas turbinas, mas não teve nenhuma conseqüência maior. O pouso foi tranqüilo, sem nenhum problema para os passageiros.

Na entrada dos portões, cada um recebeu uma máscara azul para se proteger contra a temida gripe e um boletim com informações.

Osvandir seguiu para a fileira de táxis, perguntou sobre hotéis, mais próximo do aeroporto.

Mostraram-lhe um guia com vários hotéis no centro da cidade. Osvandir optou por um com linhas mais modernas, porém com preços bem baixos.

O taxista foi direto para o endereço escolhido, fez um preço especial, sem nem mesmo ser solicitado. Deve ser pela falta de passageiros.

Ao descer do veículo recebeu um cartão pessoal de Manuel, o prestimoso motorista, agradeceu-lhe as gentilezas e disse que ligaria se precisasse.

Dois carregadores de malas já estavam na porta do hotel prontos para capturar mais um turista, em tempo de vacas magras.

O número do apartamento foi meio surpreendente 313. É um número que quase ninguém gosta. No entanto já nos dizia Monica Buonfiglio que “o 13 representa o recomeço, já que é o número do sistema organizado e do término. Este número é o símbolo do determinado e particular, associado à finalização (benéfica).”
E continuava:
“O número 13 está associado a Morte e é considerada uma das mais intrigantes cartas do Tarot. O número 13 é negativo e fatalista para alguns; para outros, é um número de sorte. Sugere transformação, renovação e transmutação. Esta carta não significa necessariamente uma mudança negativa. Pode estar ligada a fatos agradáveis: casamento, nascimento, viagem para outro país.”

Mas como estava num país desconhecido e devido às circunstâncias, resolveu se precaver. Nada de extravagâncias, alimentação balanceada, muita salada, menos carnes. Muito suco e água.

Nas ruas, Mexicanos da capital ,estão todos assustados com a gripe suína. O clima da Cidade afetada pela epidemia, é desolador. Muitas escolas não têm aulas, jogos de futebol e outros esportes foram cancelados. Até cinema está proibido. Nos restaurantes não se vê viva alma, tudo abandonado. Diminuíram até os beijos.

Osvandir resolveu viajar para o interior no epicentro onde gerou a primeira morte pela gripe.

E no Jornal Diário do México uma constatação da OMS:

No exportamos influenza: OMS
Ginebra.- La Organización Mundial de la Salud (OMS) reconoció ho
que no todos los casos de influenza humana que se están reportando
son “importados” de México, pues la gente viaja por todo el mundo y se
verán casos relacionados con diferentes países. ‘No creo que
todos los casos relacionados con iajes (e influenza) provengan de México,
al menos el día de hoy nos hemos enterado de un caso relacionado con viajes a
Estados Unidos’, respondió a Notimex este martes el director adjunto de la OMS,
Keiji Fukuda. Diário do México – 06/005/2009

MANOEL AMARAL
Leia os outros capítulos:

FONTE DE PESQUISAS

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/
www.jornalotempo.com.br
www.uol.com.br
http://volperine.multiply.com/
João Vasconcelos Costa ( Portugal). Peste Suina
Atila Lamarino, Doutorado em evolução de HIV-1.
Eliana Márcia Martins Fittipaldi TORGA, www.defesacivil.mg.gov.br
Jared Diamond – Livro: Armas, Germes e Aço – Os Destinos das Sociedades Humanas

(Vejam outros livros deste autor)
Reinaldo José Lopes – Globo – Pestes Animais
Arsénio de Pina – www.asemana.cv/ – Gripe A