PETRÓPOLIS DESBA MORRO ABAIXO

PETRÓPOLIS DESABA MORRO ABAIXO
“Lembrei-me de outra crônica que escrevi no ano passado:”
Ligo a TV, notícias ruins, só notícias ruins. Os crimes passionais aumentaram. Agora os motoqueiros chegam com metralhadoras e matam todo mundo. Sabem que não vai acontecer nada. Não serão pegos, nem processados e nem julgados.
E ainda dizem: – É o Brasil!
Nos anos anteriores a gente ficava puto da via com tanta morte por bala perdida. Mas ela matava apenas uma pessoa. Hoje os bandidos estão tirando a vida de muita gente. A maioria sem culpa nenhuma. Estavam ali na hora errada.
Mas a nossa intenção era falar de outra notícia ruim. As chuvas no Rio de Janeiro, mais precisamente sobre Petrópolis. Os morros desabam, casas, prédios, hotéis e pousadas são soterrados e junto o ser humano.
Não há o que fazer a não ser chorar os mortos. 
Verbas são destinadas para obras de contenção de barrancos, construção de casas dos que perderam as suas. Mas muitos ali ainda permanecem, não tem para onde ir.
Milhões e milhões, desaparecem no meio do barro da administração pública. Ninguém sabe onde foi parar tantas verbas públicas.
É o problema da Reeleição, o Prefeito entra pensando na próxima eleição. Tem que inaugurar muitas obras no naquele ano. É um defeito da legislação eleitoral que deveria ser extirpada o mais rápido possível. O prejuízo é enorme para a população.
Distribui obras no quarto ano de mandato visando a reeleição. Deixam a cidade toda cheia de buracos. Gastam mundos e fundos e quando se reelegem tem que ficar de chapéu na mão indo e voltando a Brasília para ver se consegue alguma verba para a cidade.
Tem que haver prevenção. O Prefeito deve sempre eliminar as construções beira rio, junto aos córregos ou em barrancos perigosos. Construir a “sua casa sua vida”, com a ajuda da Caixa, com prestações baixíssimas. Mesmo assim tem muita gente devendo, vendendo e pintando o sete com as construções.
Pensam que era como antigamente, quando a Prefeitura construía por conta própria em lugares impróprios, aquele pombal, sem nenhuma estrutura, sem água, luz, calçamento ou qualquer outro equipamento de bairro. Aí pegavam a casa de graça e daí alguns meses já estava negociando por uma ninharia. A seguir entrava em nova lista de pedido de moradia. Conheço bem o assunto.
Hoje se você não pagou, vai a leilão; se vendeu para outro ilegalmente está sujeito a processo judicial e quem comprou pode sofrer, também, as consequências.
No meio disso tudo leio uma notícia hilariante:
“Concurso para a Polícia Civil da Bahia pede comprovação de virgindade”.
Logo nos tempos que tem mulheres rifando a virgindade na internet.
Manoel Amaral

VOCÊ É UM FELIZ GANHADOR DE UM MILHÃO DE DÓLARES

– Recebi um e-mail me avisando…

– Você acreditou nessa? Como? É puro trambique. Fraude. Ninguém ganha um milhão de dólares sem fazer nada.

– E aquele caso da Iphone, pedindo para clicar aqui e ali…

– Pedindo também para mandar 15 e-mails para seus amigos? Meu amigo Severino, nunca existiu isso.

– Mas recebi mesmo um e-mail falando que amigos tais e tais já ganharam também?

– Outra bobagem maior, ligue para eles e veja a mentira que estão tentando passar-lhe.

– Este outro e-mail pede para passar adiante que ganharia do Bill Gates uma fortuna para testar um novo programa de computador.

– Pois é meu amigo, não acredite nestas mentiras, são golpes que pretendem lesar você.

– Outro dia recebi uma mensagem de um amigo de Angola, falando de uma herança, muito dinheiro, que poderia receber no Banco, era só mandar um número de minha conta no Banco do Brasil, pesquisei e o banco angolano existia.

– O Banco de Angola realmente existe mas trata-se de outro golpe antigo.

– Outro dia veio notícia que ganhei um notebook da Dell, fiquei feliz, mas tinha que preencher um cadastro enorme…

O nosso sistema selecionou aleatoriamente o seu endereço de e-mail de um total de 50.000 utilizadores para que possa ganhar de forma gratuita um destes 3 produtos da Apple:
– Mas você não se emenda, estes são os mais velhos golpe da internet, se preencher este cadastro vão comprar tudo em seu nome e tem mais a Dell já avisou que não tem este tipo de promoção.

– E aquela Loteria de Londres que queria enviar-me cinquenta mil euros…
– É outro golpe antigo, não caia nestas bobagens.

– Tem uma corrente de dinheiro que as pessoas recebem mesmo muitos reais.

– Que coisa gente, isto é pura pilantragem, vem antes do computador e internet. Mandavam cartinhas para a gente, lembra? Pois é, trata-se de outra picaretagem.

– Mas Zé, você está sendo severo demais. Outro dia recebi uma comunicação sobre uma menininha que sequestraram…

– Este também é coisa velha, a menina já é moça, foi encontrada há mais de 5 anos, em Brasília.

– E aquela outra, doentinha que pedia uma ajudazinha para trocar o coração por um novo?

– Golpe! Golpe! Severino, quando é que você vai aprender, meu filho?

– Zé,  me disseram que ganhei três casas no Projeto Minha Casa Minha Vida.

– Uai, este golpe é novo! Não conhecia, vou pesquisar…

Mais novo ainda, desta semana, o golpe da TELEFREE, veja só o jornal Globo de  12/03/2013: 

 

Empresa no ES é investigada por golpes disfarçados de investimentos.

Investigação apura suposto esquema de pirâmide financeira na Telexfree.

Promessa de dinheiro fácil enche os olhos das pessoas”, diz a delegada
titular da Defa, Gracimeri Gaviorno,
E tem razão, hoje aqui na minha cidade mais uma pessoa caiu naquele golpe:  — Você foi sorteado no Programa X e vai receber um carro novinho, mas para isso precisa efetuar um valor de R$1.500,00 para despesas de transporte do veículo.
Coitada da velhinha, caiu que nem uma patinha, ficou sem o dinheiro…
Chega!!!
Manoel Amaral

OSVANDIR E A VIAGEM DE SEUS SONHOS

OSVANDIR E A VIAGEM DE SEUS SONHOS

Osvandir procurou a Agência CBB, os preços estavam ótimos, cerca de 50% de desconto, contratou uma viagem marítima entre Santos-SP e Salvador-BA, com partida no sábado do Porto de Santos, no domingo estaria no Rio de Janeiro, na segunda um passeio pelos pontos turísticos e na terça estariam em Salvador num fantástico roteiro como anunciava o próprio panfleto da empresa.

Mas o que aconteceu não foi nada agradável. Tudo deu errado. Um vírus do tipo B da Influenza atacou os passageiros logo na chegada ao Rio de Janeiro. O navio Imperador Peruano, o maior da frota da empresa, robusto, moderno e suntuoso e em todos os seus ambientes, mas quis o destino que alguns passageiros não passassem daquele local, morreram ali mesmo. Nem chegaram a ser levados até a um hospital.

Os outros passageiros saíram do navio e ficaram pelas ruas do Rio de Janeiro, vendo o desfile carnavalesco, mas muito tristes com os acontecimentos.

De volta ao grande navio que com todas as Luxuosas acomodações, amplas áreas sociais e muitas atividades nas áreas de lazer e entretenimento, é o que espera por você a bordo deste fabuloso navio. Alegria, descontração e muita diversão são os itens que agregam ao fantástico roteiro, visitando Rio de Janeiro, Salvador e Búzios. Todo este conforto fica muito mais saboroso, com o exclusivo sistema de “tudo incluído”, com todas as refeições, bebidas, shows e entretenimento a bordo.” conforme dizia o impresso distribuído na agência de viagens, não era mais o mesmo. Tudo estava sombrio.

Seguiram para Salvador, outra complicação se apresentava para o Comandante: rajadas de 100 km/h de vento, vindos do Sul, especialmente em regiões elevadas, estavam atingindo o navio.
Ele balançava de um lado para o outro. Algumas alertas foram dadas aos navegantes. Algo não ia bem naquele elefante marinho. Ele estava beirando demais o continente, parece que estava fora da rota.
Algumas ilhas já estavam à vista nos visores das cabines.
Um barulho se fez ouvir, parecia um grande esbarrão com material mais resistente que o fundo do navio.
Ele foi tombando de mansinho, como uma criancinha caindo da escada. Ninguém pode fazer nada.
Um enorme buraco foi encontrado, por um ajudante da casa de máquinas, naquele casco que era de aço puro.
Alguém até disse, parodiando o acidente com o Titanic:
–Só Deus poderia interromper esta viagem!
E a viagem estava interrompida. Vários salva-vidas foram distribuídos aos passageiros. Barcos foram içados ao mar, cheio de pessoas. Primeiro os velhos, crianças e mulheres.
Muitos homens ajudando, como se fossem da tripulação.
Procuraram o comandante, ele não foi encontrado. Havia abandonado o navio havia meia hora antes. Todo o barco estava inclinado. Parece que queria virar de cabeça para baixo.
O sonho do Osvandir foi por água abaixo. Nem Rio de Janeiro, nem Salvador. A Marinha foi comunicada. Um Comandante em terra estava nervosíssimo, pedia ao Comandante do navio que retornasse ao seu posto.
Nada do homem voltar a sua posição de direção. Os funcionários é que estavam salvando o povo.
Já pensaram? Duas mil pessoas, todas tentando sair daquele monstro marinho? Era um barulho ensurdecedor. E a cada momento ele afundava mais um pouco. Chegou numa posição constrangedora para todos. Os aposentos todos cobertos pelas águas. Tudo perdido.
Osvandir conseguiu salvar só os seus documentos pessoais e um binóculo que trazia ao pescoço.
Tudo perdido, alguns nadando direto para umas pequenas ilhas ali por perto, nem esperaram os barcos que não davam para todos.
Só morreu um casal de velhinhos, que não conseguiu sair dos aposentos.
O vírus tirou a alegria de todos no início e a gora no fim da tarde de terça-feira estava tudo acabado.
Vários ônibus foram alugados pela empresa e seguiram direto para o aeroporto. Cada um foi para sua casa, sem passeio, só tristeza. Foi um duro golpe para todos.
Manoel Amaral
http:Osvandir.blogspot.com

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo III
A VIAGEM
“Você vai encontrar muitos inimigos em seu caminho,
mas também vai encontrar amigos,
poucos, mais verdadeiros.”Harry Potter

Tudo estava preparado para a grande viagem a maior cidade brasileira.
Harry iria conhecer um grande centro urbano, mas também apreciar as matas, córregos, rios e a natureza enfim.

Seguiriam para a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, onde de avião chegariam rápido a São Paulo. Mas na última hora resolveram ir de carro, para parar quando fosse preciso, atendendo as prioridades do visitante.

A distância bem longa, cerca de 500 km, umas seis horas de viagem, rodando devagar para apreciação das paisagens, uma exigência do ilustre passageiro.

O roteiro bem planejado com paradas nas principais cidades apenas para tomar um cafezinho ou uma leve refeição.

Deveriam passar por Carmo da Mata, Oliveira, Lavras, com parada estratégica em Varginha para almoço. Nesta cidade foi passada ao nosso herói a famosa história do ET, difícil foi explicar-lhe o que seria um Extra Terrestre como este, de saliências na cabeça e de cor marrom.

Outra parada em Pouso Alegre, ainda em Minas, para um cafezinho rápido e observação da paisagem.

Finalmente, depois de mais de seis horas de viagem, ver carros e mais carros na estrada. Acidentes por todo lado, foi interrogado pelo Harry:
__ O que são estas latarias velhas na beira da estrada?
__ São resultado da imprudência, meu caro! O motorista quer passar um dia na praia e acaba passando o resto da vida no cemitério.

O assunto estava ficando fúnebre, então uma música para animar o ambiente. O DVD foi ligado e muitas imagens e emoções foram passadas para aquele jovem ávido de informações sobre o nosso povo.

Aproximando da grande cidade, o movimento aumentando mais ainda. O hotel escolhido foi bem no centro da capital. A ideia era visitar os pontos principais, algumas atrações turísticas. Chegar na Av. Paulista numa sexta-feira, de manhã, aquele movimento todo. Barracas por todo lado. Turistas comprando tudo que encontravam pela frente. Um espetáculo que nenhum visitante poderia perder.

Acomodados num bom hotel, que curiosamente estavam dando um desconto de cinqüenta por cento de desconto para quem ficasse hospedado por mais de três dias.

Lá do alto do edifício, Harry e Osvandir olhavam a paisagem e o primeiro ficava extasiado com tantas construções e o movimento nas ruas. Chegou até a comentar sobre o assunto, mas logo esqueceram, pois o garçom avisara que estava na hora do almoço.

A dificuldade maior de sair com HP era que ele queria comprar muitas coisas, sem saber preços nem nada. Ia só pegando e Osvandir pagando com o Mega Card de Ouro. No fim das contas, no hotel já tinham uma mala cheia só de compras. As jóias eram as preferidas, depois cinturões de couro, sapatos, tênis, camisas, calças e até um blusão muito moderno, com escudo e tudo mais. Comprou algumas roupas de mulher, dizendo que eram para a sua amiga Hermione Granger. Como ele iria levar isto tudo para casa já era outra história.

Estava separando tudo de acordo com seus principais amigos. Ele disse que achava muito prática as sacolas de plástico, que lá no seu pais eles usam mais as de papel, Osvandir que tinha verdadeira aversão ao produto, explicou-lhe que a origem da maior parte da poluição da terra e das águas do Brasil, estava nestas inocentes sacolas de supermercado.

Visitaram museus, livrarias, foram ao teatro, cinema e até divertiram muito num grande parque. Queria entrar em todos os brinquedos, até no trem fantasma. A montanha russa assustou-o um pouco. Levou um grande choque na hora em que estavam fazendo o loop.

Quando estavam saindo pela última vez, daquele centro tumultuado, perto da Praça da Sé, sentiu pela primeira vez o efeito de um “arrastão”, os bandidos levaram quase tudo que eles tinham comprado. Harry e Osvandir tentaram reagir, mas foram avisados por outras pessoas que não se deve fazer nada porque aqueles bandidos estão sempre bem armados. Osvandir não compactuava com estes pensamentos, mas não falou nada. Saíram dali o quanto antes.

Com a sua estadia ao fim, Osvandir procurou pagar as contas do hotel. Recebeu um livreto-guia com todos os locais mais importantes de São Paulo. Ele achou engraçado, não deveriam dar este folheto na chegada do hóspede?

De carro, ainda, seguiram para o Rio de Janeiro.

Manoel Amaral

OSVANDIR E OSVALDIR NO RIO

Capítulo I
COPACABANA PALACE

Ainda rememorando as aventuras por que passou no meio da floresta Amazonas, com o dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi, de Luiz Caldas Tibiriçá na mão, onde lia algumas palavras mais pronunciadas naquela região, veio-lhe na mente alinda imagem de Caá-Potyra, a “Flor do Mato”, morena de olhos azuis, com aquela meiguice de índia ainda não aculturada.

O avião moveu-se para cima e depois para baixo, qualquer coisa não ia bem. Uma fumaça saía de um lado da asa direita. Passageiros em polvorosa. As máscaras de gazes caíram, dando a impressão que a coisa era mesmo grava. Mas já estávamos próximo ao aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro.

Naquela segunda-feira, uma névoa intensa cobria a região, não se avistava ninguém, nem nada, a partir de uns 50 metros de distância.

Ao apanhar as malas notou um motorista de táxi de bigode fino, olhos castanhos, magro, de uns 30 anos, nem bonito nem feio, aquele tipo de pessoa que qualquer um pode reconhecer na rua. Ali estava OSVALDIR, motorista de táxi, típico carioca, com aquele linguajar característico, soltando o “s”, contador de histórias.
__ Olha só quem eu encontro no Rio, falou Osvandir.
__ Sim Senhor, para onde vai?
__ Para Copacabana.
__ Vou levar o Senhor para um bom hotel, pode deixar.

No trajeto, Osvaldir começou a contar uma história, mas Osvandir estava com sono e não ouvia muita coisa. O motorista aproveitou-se para dar umas voltas, enquanto o velocímetro rodava, rodava e os valores iam subindo. A corrida teve seu preço triplicado.

Ele pegou a Via Perimetral, virou na Av. Presidente Vargas, passou pela Praça da República, virou a esquerda e já estava saindo do centro.

Uma parada acordou Osvandir, um barulho de metralhadora pipocou no ar. Eram as quadrilhas em constante luta pela posição de comando nas favelas. Estávamos atravessando a Favela Dona Marta.
__ Já estamos quase chegando doutor, pode ficar tranqüilo.

Agora sim, ele contornara uma rua estreita, naquela escuridão e voltara para o local indicado: Copacabana.

Passou pelo túnel André Rebouças seguiu direto beira mar, pegando a Av. Atlântica e algumas quadras depois deixou Osvandir no Copacabana a, aquele lindo hotel que os chineses estão tentando construir uma réplica lá em Pequim.
__ Osvaldir, quando foi inaugurado o Copacabana Palace?
__ Em setembro de 1923, considerado o mais suntuoso edifício do gênero que possui a América do Sul e um dos mais lindos do mundo.O hotel tornou-se um ponto de convergência da alta sociedade carioca e turistas do mundo inteiro. Tenho trazido para cá pessoas dos EUA, França, Alemanha, Rússia, são tantas que nem lembro mais.

Ao descer do veículo Osvandir dirigiu-se a portaria do hotel para confirmar sua reserva.

__ Apartamento Luxo Clássico, com vista para a praia de Copacabana e sala de estar. Falou o atendente.
__ “Rio, Cidade Maravilhosa”. Temos atrações incríveis como museus, igrejas e prédios históricos e com suas belezas naturais como o Pão de Açúcar, o Corcovado, o Jardim Botânico e o Parque Lage o Rio é uma cidade incomparável! O carregador de malas não cansava de explicar.

Osvandir cansado, dirigiu-se ao apartamento para uma soneca.
Uma hora depois desceu para o café da manhã no Restaurante Pérgula, próximo à piscina.

Naquele primeiro dia iria visitar o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, na parte da manhã.
Ligou para o Osvaldir, o celular não atendia. Aguardou alguns instantes e tornou a ligar.
__ Alô, é o Osvaldir? Aqui é o Osvandir, lembra-se, de ontem, quando você levou-me até o Copacabana Palace Hotel.
__ Onde você está?
__ Estou na portaria do Hotel.

Meia hora depois chegou o motorista de táxi, apavorado, dizendo que tinha sido assaltado pela terceira vez neste mês.

Explicou onde queria ir e seguiram rápido, primeiro para o Cristo Redentor, aquela estátua maravilhosa de onde pode avistar-se grande parte da cidade maravilhosa. Várias pessoas e paises diferentes estavam ali aos pés de uma das maravilhas do mundo.

Seguindo para o Pão de Açúcar, uma pequena parada para tomar água de coco e devorar aquele churrasquinho de camarão.

__ Osvandir, o bondinho do Pão de Açúcar é considerado um dos mais seguros do mundo. As atuais linhas são dotadas de dispositivos de segurança, com alarme em todos os pontos. O percurso é todo programado e controlado por equipamento eletrônico.
__ Sei disso Osvaldir, são três estações – a da Praia Vermelha, Morro da Urca e Pão de Açúcar – interligadas por quatro bondinhos.
__ Você vai subir comigo?
__ Não! Tenho medo de altura!

Enquanto nosso amigo subiu da Urca até o Pão de Açúcar o Osvaldir ficou por ali, batendo papo com turista e se metendo em confusão.

Do bondinho podia-se ver a Praia Vermelha e adjacências.

De volta para o hotel, Osvandir resolveu ler os jornais do dia.
Pegou o Estadão e a primeira manchete que viu foi a seguinte:

Globo pode encerrar programa “Faça Sua História”

A seguir tecia uns comentários sobre a audiência do programa que não ia bem, não atingindo nem 20 pontos no Ibope.

Faça Sua História” é o programa do taxista Osvaldir, estreado em 06 de abril de 2008, na Rede Globo de Televisão.

(Continua)Manoel