BANDIDOS MODERNOS

BANDIDOS MODERNOS


Mais um banco foi explodido, R$50 milhões foram levados. Essas notícias nem repercutem mais. Os Bandidos usam as armas, os carros, as motos e até aviões modernos.


Enquanto a polícia não tem condições de enfrentá-los. Falta tudo: gasolina, pneus, carros novos e armamento. Elementos bons eles têm, mas o Governo não supre as suas necessidades.

Todos os dias, vemos novos assaltos a bancos em cidades pequenas, os bandidos levam todo o dinheiro e fica tudo por isso mesmo.

Fizeram até uma imitação do grande assalto ao Banco Central de Fortaleza, há alguns anos, quando levaram mais de 140 milhões. Eles alugaram uma casa velha anexa ao banco e num feriado derrubaram uma parede da agência e carregaram tudo que tinha lá dentro.

Num outro caso usaram até uma pá carregadeira para destruir a entrada do estabelecimento bancário. Em todos os casos tudo foi muito bem planejado: polícia imobilizada, população assustada. Explosão de madrugada e o dinheiro some no ar. Se recuperam alguma coisa, não passa de 10% do total, isso quando a importância é revelada.

As estratégias são as mesmas: rodovias desimpedidas para fuga, carros dando todo apoio. Atiram para todo lado para intimidar o povo. Fazem barreiras com carretas ou outros obstáculos que ninguém pode ultrapassar.

Num desses casos, em cidade pequena, tiveram a audácia de quebrar os cadeados e colocando novos impedindo a polícia de sair com as viaturas para perseguição. Sem contar os pregos “miguelitos” que são sempre usados.

Em casos mais difíceis entram por estradas de terra e a seguir por rodovias asfaltadas.

Explodem carros-fortes com a maior facilidade. Levam tudo e até cofres inteiros.
Costumam sequestrar pessoas para garantia de fuga segura e depois as abandona em postos de gasolina ou mesmo no meio do caminho.

Eles agem com esperteza e rapidez não dando tempo para ninguém revidar.

Suas quadrilhas são grandes e cada setor trabalha na sua área, ignorando o serviço do outro, mas tudo muito bem controlado.

São assim os bandidos modernos.

Manoel Amaral
http://www.casadosmunicipios.com.br/blog/

FICHA SUJA

FICHA SUJA
Imagem Google

A ficha policial era grande, dava para atravessar a rua e atingir o outro lado do quarteirão.

Já tinha feito de tudo: roubado, assaltado, matado, bebido, fumado, cheirado e espalhado o terror por aquelas bandas.

Era mesmo um “mau elemento”. Preso, não ficava na delegacia, entrava numa porta e saia pela outra. E logo estava assaltando as pessoas ou então planejando jogar dinamite nos caixas eletrônicos dos bancos do centro da cidade.

Ele nascera na periferia, mas gostava de fazer os seus trabalhos bem no centro da cidade. E fazia mesmo, era o maior bandido da região.

Gostava de trabalhar sozinho; bebia todas, fumava alguns, mas não era bobo, viciado nem pensar. Todo dia aparecia nos jornais.

Há muito que vinha planejando dar um golpe maior, queria ficar rico.

Conseguiu dinamites, encomendou os pregos chamados “miguelitos”.

De posse das armas partiu para a cidade vizinha com mais três colegas.

Em lá chegando de manhãzinha, foram direto para a delegacia e colocaram os pregos com a finalidade de perfurar os pneus dos carros da polícia.

Numa das entradas explodiram um carro velho para chamar a atenção para aquele lado. Com o barulho, muitos vizinhos foram para aquela região para saber o que estava acontecendo.

Lá no centro, entraram em dois bancos simultaneamente e colocaram as bananas de dinamite nos caixas e acenderam os pavios.

Assim que houve a explosão, eles foram entrando e apanhando o dinheiro liberado dos cofres pelo impacto.

A polícia tentou segui-los, mas com a falta de gasolina e os pneus furados, ficou muito difícil.

Comunicaram o assalto para a cidade mais próxima que montou barreira em todo o trecho da BR, até a cidade vizinha.

Com muito tiroteio e bandidos feridos, conseguiram prender a quadrilha. Um fugiu o que estava transportando o dinheiro.

O jornal anunciou que fora preso pela milésima vez Tonin, o chefe da quadrilha, com apenas onze anos

Com eles a polícia encontrou dez armas, incluindo uma submetralhadora .45, três pistolas 9 mm, três pistolas 380, duas pistolas .40 e um revólver calibre 38. Também foram apreendidas 400 munições de calibres diversos, quatro coletes à prova de balas, luvas e quatro “balaclavas”, aquele gorro que encobre o rosto.
O banco não revelou o valor roubado… Como sempre acontece.
Manoel Amaral
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VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS
Imagem Google

Não se sabe o porquê do espanto. Só no Norte de Minas? Não! No Brasil inteiro. Desde que criaram as tais verbas indenizatórias, há alguns anos, em quase todos os municípios brasileiros há este tipo de fraude.

Foi investigado só agora, por que estava atingindo a Receita Estadual por sonegação fiscal, do contrário estariam lá a cada mês pegando o seu dinheirinho.

Desde que as Câmaras começaram a criar as tais verbas indenizatórias, tomando de exemplo as Assembleias Legislativas, que de tudo foram aparecendo: Nota Fria, Nota Quente, Nota Branca, Notinha, Notão, Gasolina, Supermercado, Mercearia, Farmácia, Cultura (nada!).

Contabilizado a quantidade de gasolina de um mês daria para os carros das Câmaras rodarem um ano, já fizeram estas contas. Num município, que não vou dizer o nome, as notas estavam tão altas que dava para ir a lua e voltar umas três vezes.

Como os Senhores Vereadores e Contadores estavam viajando, rodavam dia e noite, noite e dia. Era nota de tudo, menos bebidas, que era proibido, mas mesmo assim enchiam o carrinho de cervejas, os mais puros vinhos do Chile e até cachaças de Salinas, produzidas ali mesmo no Norte de Minas, mas na notas saia outra coisa, tudo bem secretinho, para ninguém descobrir a fraude.

Está tudo esclarecido em vários processos, que acabam dando em nada, eles fingem que devolvem e fica por isso mesmo e continuam dilapidando o erário público, todos sabem disso.

Sem contar os Executivos que desviam até da merenda escolar, da saúde, educação, em tudo. Está nos jornais, todo dia.

O povo doente, sem remédios e Prefeituras enterrando caixas cheias de medicamentos vencidos. Por quê? Compras em excesso em licitações fraudulentas.

Eles conseguem fazer de tudo para entregar  aos seus capachos os resultados de uma licitação fraudada, marcada, sei lá mais o que. Levam uns trocados (também os Servidores) e fica por isso mesmo.

Estava indo tudo bem até que apareceu a “Operação Caximanha” (que nome mais estranho)  e alguns Vereadores de Bocaiúva, não percebendo a “manha”, naquela manhã, foram todos pegos de surpresa.

O próprio nome da operação pode ter diversos significados: 1) Expressão “caxa” designa ou situação muito favorável ou benéfica; satisfação;  já “Manha” 1. Macete, técnica – 2. Malícia, esperteza e outro resultado que nem vou dizer, é melhor vocês mesmos verificarem no dicionário. “Caximanha” então deve ser Caixinha da Esperteza, mas neste caso a Polícia foi mais esperta.

Como disse no início, não se assustem desde que foram criadas as tais Verbas Indenizatórias que existe este tipo de coisa e não é só na área municipal, também na área estadual.

A nível estadual os Deputados usam mais a verba indenizatória para gastos com serviços de divulgação, serviços de gráfica, alimentação parlamentar (seja lá o que for isso), combustíveis, alugueis e principalmente consultorias, pesquisas e estudos técnicos. Dá mais dinheiro, são caras. Gostaria de ser um Consultor de Pesquisas e Estudos Técnicos, se fosse não estaria aqui ralando para escrever estas linhas.

A Assembleia (de Goiás) também não exige esses documentos dos parlamentares e efetua o pagamento da verba mediante uma simples folha de papel, onde se relacionam essas despesas de modo genérico.

“A verba indenizatória é considerada unanimemente, no Brasil, como uma excrescência, dentre as muitas que se multiplicam no interior dos Poderes Legislativos federal, estadual e municipal “, já dizia  Welliton Carlos, no Diário da Manhã, em 24;03;2013.

Uma tonelada de “caximanhas” para todos.

Amanhã o bicho vai pegar, vamos falar sobre as Fraudes nas ONGs. Aguardem. (Antes de escrever o artigo já estou recebendo ameaças). Podem ficar tranquilos, não vou citar nomes, só os municípios. Está bem, nem vou citar os municípios…
Manoel Amaral

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B. CASSIDY & S. KID – I


B. CASSIDY & S. KID – I

Os bandidos do New-West

Cassidy e Kid estavam sempre juntos naqueles assaltos a bancos, carros fortes e suas intermináveis fugas pelas montanhas daquele país.

Já tinham passado pelas Gerais onde procuravam as cidades menores, a caraterística principal destes assaltantes.

Faziam um levantamento inicial, contratavam alguns extras para vigiar as entradas.

Provocavam um acidente para chamar a atenção para outro lado, enquanto dinamitavam os bancos ou os caixas fortes.

Dominavam quartéis, delegacias e fóruns levando todas as armas.

Chegaram a comprar até uma metralhadora antiaérea e antitanque, adquirida no Paraguai, vários carros, celulares e uma infinidade de outras armas e equipamento para arrombar cofres. Nunca se esquecendo das caixas de dinamite, um artefato explosivo à base de nitroglicerina.

Cassidy vivia bolando os mais incríveis planos para atacar as cidades.
Certa vez estavam planejando um assalto a uma mina de ouro na Venezuela que renderia uns  50 milhões, mas houve muitas prisões e eles tiveram que desistir do plano.

Um dos assaltos mais espetaculares que realizaram teve um planejamento de aproximadamente um mês.

Alugaram uma casa próxima a um banco. Fizeram um túnel, sem que ninguém desconfiasse de nada e num feriadão levaram todas as joias e dinheiro ali depositado. Foi preciso uma pá-carregadeira para transportar tanto dinheiro.

Os 40 milhões foram distribuídos entre os participantes e os coitados caçados por todo país.

Outros compraram carros, casas, fazendas e até iates. Com mulheres e farras foi uma ninharia.

A partir daí o seu bando foi quase dizimado. Houve extorsão, assalto a assaltantes e vários assassinatos de familiares dos bandidos. Mas isso foi há muito tempo.

Agora eles contentam com pequenos roubos a carros fortes e assalto a bancos de pequenas cidades.

THE NEW WEST – III CORRUPÇÃO

THE NEW WEST – III

CORRUPÇÃO

“A reeleição é um poço de corrupção”

(Osmair – Tio do Osvandir)

No caso da corrupção os larápios limpam os cofres da “viúva” e voltam sempre para conferir.

A Casa da Moeda e a comissão de 25 milhões de dólares, foi uma das notícias que mais me entristeceu neste fim de semana.

Na era Collor foi o caso PC Farias, para os jovens que não lembram do assunto: O PC passava o chapéu nos empresários que ajudaram a eleger o Collor, umas duas ou três vezes por ano. E a arrecadação era muito grande, dólares e mais dólares. O seu caso de amor não foi bem resolvido e nem a sua morte, muito suspeita.

Na época do FHC foi a privataria. Uma turminha do núcleo do poder ganharam mais poder e mais dinheiro.

O pior da corrupção é que ela é maior, proporcionalmente, nos municípios. Esse ano houve muita luta contra os altos subsídios dos vereadores (os de BH desistiram do aumento).

Todos os poderes estão enlameados. Empresas públicas estão apinhadas de servidores não técnicos, capachos, impostos pelos partidos, no tradicional loteamento de cargos. Olha que não salva nenhum partido.

A corrupção entrou na área pública de cabo a rabo (êpa!)

Partido já nasce “partido”. Tem que começar com a letra “P”. A ditadura (1964) acabou com todos os partidos políticos. Foram criados apenas dois: ARENA – Aliança Renovadora Nacional e MDB- Movimento Democrático Brasileiro. Depois vieram as sublegendas, a pior instituição que já inventaram na política: tinha Arena 1, 2 ou o tanto que comportassem as facções políticas. Daí voltamos a era atual que tem tantos partidos que o eleitor nem sabe de qual pertence o seu candidato.

Os políticos também são culpados disso tudo, mudavam de um lado para o outro sempre que se sentia ameaçado em sua reeleição. E por falar nisso é outra merda que inventaram na política.

A reeleição favorece a corrupção.

Veja abaixo alguns casos mais recentes de corrupção:

CPI do Banestado – 2004

“Comissão Parlamentar de Inquérito pediu 91 indiciamentos de pessoas acusadas de envolvimento em esquema de envio de remessas ilegais para o exterior. A comissão investigou o envio de cerca de R$30 bilhões, por meio das chamadas contas CC-5.” (Revista Veja)

MENSALÃO – 2005

“A prática já existia e consistia no pagamento de uma “mesada” para deputados votarem a favor de projetos de interesse do governo Lula, mas a palavra apareceu pela primeira vez na “Folha de S. Paulo”, em entrevista do deputado Roberto Jefferson. “ (Revista Veja)

DINHEIRO NA CUECA – 2005

“José Adalberto Vieira da Silva, assessor do deputado estadual José Nobre Guimarães (PT-CE), irmão do então deputado José Genoino, foi detido com US$100 mil escondidos sob a cueca e outros R$200 mil numa maleta.“ (Revista Veja)

ANTONIO PALOCCI – 2006

O então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi afastado do cargo depois da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da “República de Ribeirão Preto”. (REvsista Veja)

Operação Sanguessuga – 2006

“A Operação Sanguessuga, deflagrada em 2006 pela Polícia Federal, ilustra à perfeição como a dependência dos municípios em relação às verbas federais e a atuação dos intermediários que transportam recursos de uma esfera para a outra fomentam a corrupção. A operação desbaratou um esquema de superfaturamento na compra de ambulâncias que estava disseminado em dezenas de municípios.” (Revista Veja)

RENAN CALHEIROS – 2007

“Em maio, a revista “Veja” revelou que o presidente do Senado, Renan Calheiros, recebia recursos da empreiteira Mendes Júnior, por meio do lobista Cláudio Gontijo, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.” (Revista Veja)

Ministro Rondeau e Construtora Gautama – 2007

“O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, pediu afastamento do cargo após ter seu nome envolvido num esquema que fraudava licitações para a realização de obras públicas pela construtora Gautama.” (Revista Veja)

OPERAÇÃO SATIAGRAHA – 2007

“Policiais federais cumpriram 24 mandatos de prisão em São Paulo, Rio, Brasília e Salvador, como resultado de investigações da Polícia Federal sobre crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.” (Revista Veja)

Manoel Amaral

THE NEW WEST – II – O CAVALO VOADOR

THE NEW WEST – II
O CAVALO VOADOR

“Quem mata um homem é chamado de assassino,
quem mata milhares é chamado de herói.” Charles Chaplin

Hoje as grandes quadrilhas andam num só cavalo voador, o avião.

Podem marcar assaltos em vários pontos estratégicos do país ao mesmo tempo.

Recolhem grandes quantias de cada vez, que nunca mais são encontradas.

Haja vista o maior assalto a banco de nosso país: O Banco Central de Fortaleza, em 2005, de onde 36 ladrões levaram R$ 164.755.150,00 dos cofres, dos quais, até o momento, apenas uns 20% foram encontrados.

O mais impressionante é que cavaram um túnel subterrâneo de 80 metros de comprimento, por 70 cm de diâmetro, uma verdadeira obra de engenharia.

O dinheiro, em notas de R$50,00, previamente selecionadas, sem numeração, pesava 3 toneladas. Usaram uma empilhadeira para recolher o dinheiro.

Este foi o segundo maior assalto a banco do mundo. Não foi descoberto até agora quem foi o mentor principal do grande assalto e a ligação com alguém do banco. Desconfiam de altas autoridades.

Usaram avião, carreta e outros meios para transportar o dinheiro para vários estados do país.
Alguns bandidos presos, foram chantageados, sequestrados e outros acabaram mortos.

Como o assunto é muito interessante já foram produzidos um filme, um livro e vários documentos sobre o assunto.

Livro: Toupeira: A História do Assalto ao Banco Central” de autoria de Roger Franchini
Filme: Assalto ao Banco Central. Direção: Marcos Paulo. Com os atores: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte.

Encontrei um excelente slide na internet:
http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/assalto-ao-banco-central/

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

THE NEW WEST – I – Os Cowboys do Asfalto

THE NEW WEST – I

OS COWBOYS DO ASFALTO

“Mais que de máquinas, precisamos de humanidade.”

Charles Chaplin


Eles chegam em seus velozes cavalos mecânicos, portando equipamentos eletrônicos de alta geração.

No lugar de máscaras usam capacetes, com viseiras rebaixadas tornando-os assim irreconhecíveis.

Usam calças e blusões de couro negro, botas especiais e luvas.

Numa aceleração constante, no meio daquele trânsito caótico, atingem qualquer local com muita facilidade.

Andam sempre em dupla. O cavalo do velho oeste carregava apenas um assaltante; hoje, o mecânico, leva dois.

Visam a vítima, param no local escolhido. Um desce e faz a coleta do dinheiro dos postos de combustíveis.

O outro fica ali a espera do colega, para a fuga desenfreada no meio da rua.

A Polícia vai atrás, quando é alertada a tempo, mas dificilmente consegue prender os assaltantes.

Estamos no “Novo Oeste”, onde assaltar e matar são coisas corriqueiras.

Cidades do interior não tem mais sossego. As pequenas agências ou postos bancários são assaltados com mais facilidade.

Eles chegam, amarram e prendem os funcionários (geralmente mulheres) nos banheiros.

Abrem o cofre com muita agilidade, recolhem o dinheiro, limpam também as gavetas dos guichês de atendimento e ainda têm a audácia de assaltar os clientes do banco.

Muitas vezes dinamitam os caixas eletrônicos levando tudo, quando não levam os ditos.

Quando são presos, um sempre escapa e o dinheiro roubado não aparece.

Tempos modernos, como diria Charles Chaplin.

Manoel Amaral

http://osvandir.blogspot.com

O BANDIDO ATRAPALHADO

O BANDIDO ATRAPALHADO

Tem coisas que só acontece mesmo neste nosso país. Onde já se viu um bandido ir assaltar um banco e dar um tiro no próprio pé?

E o pior, saiu do assalto mancando e foi parar (o idiota), num posto de saúde nas proximidades do local do assalto.

Foi preso com o resto do bando e como sempre um fugiu, mas desta vez o dinheiro foi recuperado.

Tudo isso se passou em Guapirama, interior do Paraná.

Pior que este caso só o de Canoas, Rio Grande do Sul, em 2010, quando um bandido, assustado, atirou no próprio comparsa durante o assalto.

Mas outros casos interessantes pipocam por aí: tem o caso do Papai Noel ladrão, que ficou preso numa chaminé e foi resgatado pelos bombeiros. Esse é de Minas.

No dia 14 de janeiro deste ano, uns idiotas tentam roubar o caixa eletrônico num posto de combustível, na Grande S. Paulo, mas deu tudo errado, o dinamite não foi suficiente para abrir o cofre e os criminosos fugiram sem levar nada.

Outro bandido atrapalhado cai de um telhado, altura de 6 m e quebra a perna. Ele fugia de um assalto frustrado a uma oficina em SP.

Este outro ladrão atrapalhado estava tentando assaltar uma Padaria mas o pente de sua submetralhadora caiu e ele acabou preso. Quase foi linchado pelas vítimas do assalto.

Olha só a coragem deste bandido idiota que teve a coragem de voltar à loja em Votuporanga-SP, para pegar uma pasta, com documentos pessoais, que havia esquecido num balcão, durante o assalto. Resultado: foi preso pelo dono da loja.

Chega de tanta idiotice.
Por hoje é só.

Manoel Amaral

OSVANDIR E O BANDIDO TATUADO

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
(Chico Buarque)

Hoje mesmo, em Minas, um usuário de maconha denunciou a si próprio, indicando à polícia uma plantação de maconha no seu sítio. Ele esteve na Delegacia e informou que plantava a erva para consumo próprio, há mais de 20 anos.

E por falar na dita, a que foi encontrada, num lote vago, em Barbacena-MG, em 2009, e arrancada pela PM, não era a “Erva do Diabo”, mas pura e simplesmente uma plantinha qualquer.

Tem aquele outro ladrão que ficou entalado na chaminé da lanchonete. Pensou que era Papai-Noel, mas não conseguiu entrar por aquele buraco tão estreito.

Um outro bandido, acostumado a roubar equipamentos de som de veículos na garagem de prédios, recolheu todo o material que conseguiu naquela noite e colocou num dos carros. Cochilou, dormiu e se deu mal, quando acordou estava nas mãos da Polícia.

Uns ladrões de bancos se deram mal. Tiveram o trabalho de fazer um buraco na caixa eletrônica 10 x 15 cm, com maçarico, mas algo não estava previsto; o fogo do equipamento acabou queimando o dinheiro. Fugiram numa camionete e foram presos. Alguns populares viram só as cinzas na carroceria do veículo.

Estes fatos inusitados acontecem diariamente, basta prestar um pouco de atenção. Vejam só este outro que aconteceu ontem em Minas: Um carro seguia normalmente pela estrada, num posto policial solicitaram sua parada. O motorista enfiou o pé no acelerador. Não adiantou, foi preso. O carro estava cheio de maconha…

Este outro depois de roubar uma casa lotérica com uma arma de
brinquedo, deixou cair no chão um currículo, que tinha até mesmo foto.

No Rio, um assalto foi frustrado pelos latidos de uma cadela. O dono da casa acordou com o barulho e imobilizou o bandido, que era franzino e mudo. Ele gostava de roubar cuecas. Na prisão a polícia descobriu que estava usando calcinha.

Num dia desses, num município do interior, tivemos notícia que uma quadrilha de encapuzados, estava assaltando o comércio local. E ainda ameaçavam os proprietários, que se denunciassem, fariam qualquer coisa com as pessoas da família.

Os comerciantes estavam ficando amedrontados. Um dos bandidos era baixinho e muito bravo, era exatamente quem comandava os outros quatro. Seu apelido: Gigante!

Foi numa destas incursões pela noite, todos encapuzados que algo diferente aconteceu; alguém que não tinha medo de ladrões e muito menos de Gigante, resolveu enfrentá-los. Ficou de vigia em seu comércio até tarde, quando eles chegaram disparou alguns tiros e os bandidos saíram em disparada.

No dia seguinte quando estava tudo muito tranqüilo, um carro preto parou na porta de seu comércio e cinco mascarados entraram. Levaram tudo que queriam e ainda fizeram ameaças. Sô Chico não teve como reagir, pois foi amarrado no balcão de sua mercearia. O chefe da quadrilha, como era muito exibido, voltou lá antes de partir e colocou o braço direito na testa e gritou: __ Eu sou o Gigante!

O comerciante levantou a cabeça e fixou bem os olhos numa tatuagem que o bandido tinha no braço direito.

O tempo passou e houve um período de calmaria, tudo indicava que eles estariam roubando em outros povoados.

Mas o comerciante não esqueceu aquelas palavras gravadas no braço direito do bandido. Procurou a Polícia e relatou o fato. Como o município era pequeno, foi muito fácil por as mãos naquela quadrilha que assustava a região.

O que estava escrito na tatuagem? – Perguntou Osvandir.

__ O idiota do bandido gravou no seu braço direito: José da Cidinha.

Manoel Amaral

OSVANDIR E A TERCEIRA (RODO)VIA

“A solidão é companheira quase inseparável do caminhoneiro”.
(João, motorista de carreta)

“O homem me deu vários tiros, felizmente, só um acertou-me.
Hoje era para estar morta, mais uma vítima do destino.”
(Patrícia, Garota de Programa)

João, motorista, que não largava nunca seu caminhão, nem para refeição. Comia ali mesmo, na boleia, nem descia para tomar banho e para as suas necessidades fisiológicas. Mandara instalar um banheiro completo na cabine dupla.

No meio do trânsito, contava história para o acompanhante, repórter de um jornal argentino, que pesquisava o uso e tráfico de drogas, naquela região.

Dificilmente levava caronista. Já sofrera com uma linda mulher que foi plantada no seu caminhão como “isca”, lá no meio do cerrado, longe do mundo, foi assaltado, só não levaram o caminhão. Todo o dinheiro evaporou-se, num piscar de olhos.

Não descia, o João, daquela cabine já velha. No posto de abastecimento de combustível comprava o que precisava.

O pessoal já conhecia o “João Sentado”, apelido que recebera naquela região, por estar sempre no caminhão.

Ele rodara o Brasil inteiro, de norte a sul, por estradas asfaltadas e de terra. Terras perigosas e terras de fartura. Lugares de muita chuva e outros de puro deserto. Beira-mar e até mato-a-dentro, subia e descia morro, por entre buracos e areia.

Nunca desgrudara daquele volante, a não ser num desastre que ficou conhecido nacionalmente, onde o motorista não quis sair da cabine.

Viu naquelas estradas muita amargura: assaltos, roubos de carga, matanças.

Já estava ficando velho naquele volante. Com 65 anos, não animava mais a ir muito longe, mas ficava na sua região rodando de empresa em empresa para pegar o seu serviço. Levava milho para um lado e transportava feijão para outro.

Aquele carregamento de açúcar foi o mais pesado que já pusera na carroceria de seu caminhão. Partira de Mato Grosso do Sul e seguiria para o grande Porto de Santos.
Tudo traçado, dinheiro do carreto já na mão, era só ganhar a estrada.

Acontece que começou a chover muito no estado de São Paulo, principalmente no litoral. Várias cidade estavam debaixo d’água. O povo sofrendo horrores. Muita gente perdera tudo que tinha conseguido juntar até aquele dia.

Para proteger a sua carga, ficara vários dias num posto de gasolina.

Muitos motoristas achavam engraçado ver o João ali na cabine sem descer nunca. Almoçava, jantava, dormia e nada de sair do seu caminhão.

O tempo melhorou, seguiu viagem, parou em vários pontos que já conhecia e outros pela primeira vez. As cidades cresceram muito naquela região.

Estava até entusiasmado, num posto de combustível, alguém conferira os pneus e dissera:
— Tudo OK!

Faltando 50 km para o destino final, a chuva começou, parou no acostamento, mas ela continuou pelo dia inteiro.

Recebeu notícia, pelo rádio, que uma ponte havia caído, mas não ficou sabendo em que região.

Olhou aquele mundão de água pela estrada. Seguiu em frente.

Num rio, já bem escuro, pensou em parar, mas pisou no acelerador e cortou aquelas águas.

Sentiu uma friagem por todo corpo. O caminhão afundou e foi levado por aquelas águas barrentas.

Os dias se passaram e nada de encontrarem aquele caminhão.

Um sitiante, procurando o seu gado, encontrou o caminhão, com o João grudado no volante.

Se algum dia, ouvir o barulho de um velho caminhão, mas não ver nada na rodovia, pode ter certeza que é o João Sentado, viajando por estas estradas de nosso país.

MANOEL AMARAL