OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo III
A VIAGEM
“Você vai encontrar muitos inimigos em seu caminho,
mas também vai encontrar amigos,
poucos, mais verdadeiros.”Harry Potter

Tudo estava preparado para a grande viagem a maior cidade brasileira.
Harry iria conhecer um grande centro urbano, mas também apreciar as matas, córregos, rios e a natureza enfim.

Seguiriam para a capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, onde de avião chegariam rápido a São Paulo. Mas na última hora resolveram ir de carro, para parar quando fosse preciso, atendendo as prioridades do visitante.

A distância bem longa, cerca de 500 km, umas seis horas de viagem, rodando devagar para apreciação das paisagens, uma exigência do ilustre passageiro.

O roteiro bem planejado com paradas nas principais cidades apenas para tomar um cafezinho ou uma leve refeição.

Deveriam passar por Carmo da Mata, Oliveira, Lavras, com parada estratégica em Varginha para almoço. Nesta cidade foi passada ao nosso herói a famosa história do ET, difícil foi explicar-lhe o que seria um Extra Terrestre como este, de saliências na cabeça e de cor marrom.

Outra parada em Pouso Alegre, ainda em Minas, para um cafezinho rápido e observação da paisagem.

Finalmente, depois de mais de seis horas de viagem, ver carros e mais carros na estrada. Acidentes por todo lado, foi interrogado pelo Harry:
__ O que são estas latarias velhas na beira da estrada?
__ São resultado da imprudência, meu caro! O motorista quer passar um dia na praia e acaba passando o resto da vida no cemitério.

O assunto estava ficando fúnebre, então uma música para animar o ambiente. O DVD foi ligado e muitas imagens e emoções foram passadas para aquele jovem ávido de informações sobre o nosso povo.

Aproximando da grande cidade, o movimento aumentando mais ainda. O hotel escolhido foi bem no centro da capital. A ideia era visitar os pontos principais, algumas atrações turísticas. Chegar na Av. Paulista numa sexta-feira, de manhã, aquele movimento todo. Barracas por todo lado. Turistas comprando tudo que encontravam pela frente. Um espetáculo que nenhum visitante poderia perder.

Acomodados num bom hotel, que curiosamente estavam dando um desconto de cinqüenta por cento de desconto para quem ficasse hospedado por mais de três dias.

Lá do alto do edifício, Harry e Osvandir olhavam a paisagem e o primeiro ficava extasiado com tantas construções e o movimento nas ruas. Chegou até a comentar sobre o assunto, mas logo esqueceram, pois o garçom avisara que estava na hora do almoço.

A dificuldade maior de sair com HP era que ele queria comprar muitas coisas, sem saber preços nem nada. Ia só pegando e Osvandir pagando com o Mega Card de Ouro. No fim das contas, no hotel já tinham uma mala cheia só de compras. As jóias eram as preferidas, depois cinturões de couro, sapatos, tênis, camisas, calças e até um blusão muito moderno, com escudo e tudo mais. Comprou algumas roupas de mulher, dizendo que eram para a sua amiga Hermione Granger. Como ele iria levar isto tudo para casa já era outra história.

Estava separando tudo de acordo com seus principais amigos. Ele disse que achava muito prática as sacolas de plástico, que lá no seu pais eles usam mais as de papel, Osvandir que tinha verdadeira aversão ao produto, explicou-lhe que a origem da maior parte da poluição da terra e das águas do Brasil, estava nestas inocentes sacolas de supermercado.

Visitaram museus, livrarias, foram ao teatro, cinema e até divertiram muito num grande parque. Queria entrar em todos os brinquedos, até no trem fantasma. A montanha russa assustou-o um pouco. Levou um grande choque na hora em que estavam fazendo o loop.

Quando estavam saindo pela última vez, daquele centro tumultuado, perto da Praça da Sé, sentiu pela primeira vez o efeito de um “arrastão”, os bandidos levaram quase tudo que eles tinham comprado. Harry e Osvandir tentaram reagir, mas foram avisados por outras pessoas que não se deve fazer nada porque aqueles bandidos estão sempre bem armados. Osvandir não compactuava com estes pensamentos, mas não falou nada. Saíram dali o quanto antes.

Com a sua estadia ao fim, Osvandir procurou pagar as contas do hotel. Recebeu um livreto-guia com todos os locais mais importantes de São Paulo. Ele achou engraçado, não deveriam dar este folheto na chegada do hóspede?

De carro, ainda, seguiram para o Rio de Janeiro.

Manoel Amaral

OSVANDIR E O UFO DE ITAÚNA

O UFO DE ITAÚNA
Foi em 2006, em Itaúna, quando estávamos no seminário sobre ufologia, um ufo apareceu para o Paulo Aníbal e o Rafael Amorim, bem no centro da cidade.
Era discóide, branco, não expelia fumaça e nem fazia barulho. Ia tranqüilo de Leste para Oeste, em linha reta, sem nenhuma alteração.
De posse de um possante binóculo Paulo Aníbal vasculhou o espaço a procura de mais detalhes e foi logo dizendo:
__ Ele está passando agora entre aqueles dois fios do poste, mas muito alto, agora foi coberto por uma nuvem. No momento aproxima-se da Serra mais alta da cidade.
Ia por aí descrevendo os mínimos detalhes do objeto voador que atravessava a cidade.
Fomo ouvir as palestras de Dra. Lígia, do Pepe Chaves, do Márcio Mendes e o ufo foi esquecido, mas Aníbal ficou lá…
Saltando para a data atual, vimos pela TV e Jornal Estado de Minas, que a Prefeitura de Belo Horizonte, acaba de aprovar Lei proibindo o uso de sacolas plásticas no Município.
Em Cuiabá já existe tal lei desde 2005, no Rio de Janeiro também, nos EUA, no Japão e alguns países da Europa já existe esta proibição há muito tempo.
A cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, tornou-se a primeira metrópole americana a proibir o uso de sacolas de plástico em grandes supermercados e farmácias.

O plástico é elemento altamente poluidor do meio ambiente, estimando-se em décadas a sua decomposição.Acrescente-se a isto o fato de contribuir enormemente para o entupimento das galerias de água pluviais, provocando inundações e investindo negativamente contra o bem estar da população.

Em Belo Horizonte a notícia agradou ambientalistas, mas recebeu críticas de empresários e de pessoas mais conservadores, que desconfiam das políticas de esquerda da cidade.
As sacolas plásticas são difíceis de reciclar, poluem parques e rios e ocupam cada vez mais espaço em depósitos de lixo. Os plásticos entopem o sistema de esgoto das cidades e contribuído para um aumento em inundações.

Alguns se preocupam, no entanto, com a possibilidade de que os supermercados adotem sacolas de papel, que afetariam o meio ambiente de outra forma, já que mais árvores teriam de ser cortadas para atender à demanda.

O único recipiente “ecológico” disponível atualmente é a sacola de plástico oxibiodegradável. Ela é produzida da mesma forma que a tradicional, a partir de derivados do petróleo, mas contém um aditivo que acelera a deterioração. Em vez de se decompor em até 400 anos, leva de três a 18 meses para se esfarelar. A diferença é que o material se desintegra em milhares de pequenas partículas, em vez de continuar inerte. “Na prática, espalha-se com mais facilidade e pode contaminar rios e plantas”, afirma a gerente do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), órgão do governo paulista, Eloisa Garcia.
Secretário-executivo da organização não-governamental Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), dedicada à promoção do reaproveitamento de resíduos, André Vilhena esclarece que o aditivo – uma espécie de catalisador – contém metais pesados, como chumbo e cadmio. “Por isso, esse tipo de sacola pode ser ainda mais tóxica”, diz, acrescentando que a solução mais adequada é estimular o consumo consciente das embalagens e aumentar o percentual reciclado no país.
A intenção é sinalizar para o comércio a necessidade de adotar embalagens que causem menos impacto à natureza.
Osvandir, lendo isto tudo lembrou dos velhos tempos de seus pais e tios em Goiás e disse:
__ Se a intenção é causar menos impacto à natureza que tal voltar a usar as sacolas de papel e de tecido? O plástico é terrível, aonde o homem ainda não chegou, ele já está lá!
Voltando a 2006, Paulo Aníbal, com toda sua sabedoria ufológica descobriu os segredos do Disco Voador:
__ Trata-se de uma sacola plástica inflada pelo vento. Só descobrimos porque ela caiu ali perto da linha de trem de ferro.

Manoel
= = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = = =
Temos o modelo do Projeto de Lei sobre proibição das sacolas plásticas, caso alguém se interesse pelo assunto, é só contatar-nos: manoel.amaral@gmail.com