OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA IV

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA IV
Capítulo IV – Final

O TESOURO ENTERRADO
Osvandir trazia um prospector de mineração, importado dos EUA. Comprou através de um colombiano. Estava novinho, era a primeira vez que iria usá-lo.
Ligou o aparelho, toda a área, com 30 metros de profundidade, era registrado na tela. Quando havia a presença de qualquer metal o aparelho dava um sinal.
Havia um multi-sensor integrado que oferecia as imagens em 3D, em alta resolução, aquele equipamento era de última geração, moderníssimo.
Um GPS estava acoplado ao aparelho para registrar o local exato dos metais. Tudo era registrado naquela diminuta tela digital.
Com o seu tablet (leitor de livro digital) de 10 polegadas, Osvandir ia fazendo as anotações registradas e acompanhando todos os detalhes das representações gráficas.
Um sinal no sensor, uma parada, e ali naquela tela estava registrado qualquer coisa interessante.
Mais um pouco para direita, esquerda e pronto. Era mesmo onde tudo estava enterrado.
Agora era escavar com todo cuidado.
Pararam para um pequeno lanche e depois um longo trabalho de tirar terra. Parece que tudo estava enterrado a mais ou menos 5 metros de profundidade.
Senhor Olívio, muito emocionado, não conteve as lágrimas. Depois de muita pesquisa estava quase chegando ao tão falado tesouro do Garimpo das Duas Serras.
O primeiro que apareceu foi uma sacola de couro, cheio de pedras brutas, mas muito brilhantes ao sol. O velho garimpeiro foi logo dizendo:
―São diamantes e dos redondos. Que maravilha! Devem valer uma fortuna.
Osvandir olhou aquelas pedras, se fosse ele o garimpeiro nem reparava que elas valessem tanto.
Foi até a sua mochila, apanhou uma pequena lupa, examinou e disse:
―São muito puras, sem nenhum trinco ou qualquer mancha.
Olívio, naquele momento sentiu um batida forte no coração e caiu no meio daqueles cascalhos.
Quando Osvandir colocou a mão sobre a sua boca, tocou a veia jugular, notou que ele esta morto!
E agora? O que fazer com aquele tesouro todo? Como impedir que aquele local sofresse uma invasão de garimpeiros e outras pessoas?
Osvandir continuou a cavar mais um pouco e encontrou um vidro de um litro cheio de pepitas de ouro. Algumas bem grandes.
Fez prospecção mais abaixo, mas não encontrou mais nada.
Pegou tudo que havia encontrado, guardou em lugar seguro.
Foi até a aldeia dos índios Cinta Fina, comentou os fatos com o cacique. Este não entendeu direito a proposta de Osvandir.
Ele queria passar para tribo todo ouro e diamantes encontrados na caverna.
Não queriam de maneira alguma aceitar aquela riqueza toda, achavam que Osvandir deveria ficar pelo menos com 10% do total de tudo.
Para não haver confusão, aceitou aquela oferta, pediu ao cacique que isolasse o local, apagasse todas as pistas e enterrasse o corpo do garimpeiro Olívio.
Chegando ao povoado, colocou fogo em todos os documentos relacionado com aquela aventura.
No dia seguinte, viajou para a capital e finalmente em casa pode resolver o que fazer com os diamantes e parte das pepitas que recebeu dos índios.
Depois de muito pensar fez a doação para o Museu do Ouro e Pedras Preciosas, de uma grande capital do país.
No local onde Olívio vivia, lá na mata, um astuto garimpeiro, encontrou num buraco, um mapa de pele humana, envolvido em vários tecidos…

Manoel Amaral

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA III

OSVANDIR E O MISTÉRIO NA FLORESTA III

Capítulo III
O GARIMPO ABANDONADO

Olívio então soltou uma gargalhada e disse:
― Como pude ser tão ingênuo. Estava tão próximo do local, viajei tantos quilômetros para descobrir o óbvio.
― Pois é, as coisas são assim mesmo. Mas temos muitos segredos a descobrir ainda.

Os dois pagaram as contas, pegaram um avião monomotor, Cessna-208, Caravan e partiram para o local de onde Olívio havia saído.

Munidos de equipamentos de sobrevivência na selva, uma boa câmera digital, rádio, GPS para marcar as coordenadas.

Osvandir com poucas horas de observações pode notar que aquele desenho num papel menor seria uma anotação referente a algum garimpo. Visitou vários e não conseguiu identificar nenhum parecido com aquelas anotações.

Com a permissão dos índios entrou na reserva e guiado por um deles foi visitando os garimpos abandonados.

Próximo de duas serras achou vestígios de escavações, pelo minério exposto ao tempo, na beira do rio, verificou que haveria grande possibilidade de ser garimpo de diamante.

Os índios informaram que aquilo ali havia sido abandonado há muito tempo. Foi uma mineração que não deu certo. Não havia diamante nenhuma naquelas redondezas.

Mas Osvandir, insistentemente, seguiu rio abaixo e encontrou outro local abandonado recentemente.

Havia até uma cabana com pertences dos garimpeiros. Um chapéu foi reconhecido por Olívio, que disse tratar-se de um conhecido seu, que fora assassinado naquele dia que também mataram o rapaz da tatuagem.

Não havia dúvidas, o local era aquele. Mas e as duas serras? Olhando para o Norte não havia nada, para o Sul muito menos. Mas ao olharem para o leste, já no fim do dia, avistaram duas serrinhas que quase não apareciam, coberta que estavam pela floresta.

O local era aquele mesmo! Restava saber se o morto guardara alguma coisa por ali. Pesquisaram o local e encontraram três cavernas.

Olhando no outro papel verificou que tudo coincidia. Havia uma cruz vermelha bem na caverna do meio.

Agora era só pesquisar o local…

Manoel Amaral

Texto faz parte do Livro “Antologia I – Blog do Osvandir”

A BOTIJA E A COBRA GRANDE

Autor: Marleno de Paula Moura
O cearense Moura nasceu no ano de
1935 em Fortaleza-CE, onde reside.
Osvandir recebeu um telefonema do seu primo Zeca. Este disse ter sonhado com um homem velho, barbado, que lhe pediu para desenterrar um pote cheio de utensílios de ouro, como cálices, castiçais, pulseiras, anéis, moedas etc. O homem o enterrou na fazenda dele, a uns dez passos a partir do tronco de uma mangueira velha, na direção leste, nos fundos da fazenda. O velho pediu para ir à meia noite e não levar ninguém, como companhia. Este sonho se repetiu por 3 noites seguidas. O homem velho disse que queria descanso para seu espírito.
Zeca lembrou-se do seu primo Osvandir.

Capítulo I

A VIAGEM

Aceitou o convite do primo, apesar dessa viagem ser dispendiosa e com lucro muito duvidoso. Foi vacinado contra malaria para poder estar algum tempo em qualquer região úmida, cheia de muriçocas ou carapanãs.
Comprou passagem até Manaus. Deixou em Goiás todos os seus negócios imobiliários em dia.

Arrumou uma pequena maleta, contendo 3 mudas de roupa, Cartão de Crédito e algum dinheiro em cédulas. Iria passar poucos dias. Partiu de avião, para Manaus de onde iria de embarcação para Manacapuru; distante uns 90 km, subindo pelo rio Solimões.

Quando lá chegou, Zeca já o esperava no porto com um largo sorriso e de braços abertos. Se abraçaram sorrindo.

O primo era agricultor e criava pirarucu em curral. Ele conduziu Osvandir no seu Fuscão-95, para sua fazenda em Matões, distante uns 5 km de Manacapuru, mas margeando e subindo pelo rio do mesmo nome.

Osvandir não era dotado de cupidez, mas sentiu a atração pela aventura e via uma oportunidade para pesquisar mais um fenômeno paranormal.

Conversaram durante o trajeto trocando idéias de como agiriam. Chegando na fazenda, Osvandir foi apresentado à simpática esposa e seus dois filhos menores de idade. Jantaram e deitaram-se cedo para despertarem às 23h, conforme a aparição havia exigido.

Osvandir carregava uma alavanca e uma pá. Zeca levava uma enxada e uma lanterna de 4 pilhas. A noite estava úmida, mas não estava fria. Depois de caminharem uns 20 minutos chegaram à grande e antiga mangueira de uns 30 metros de altura. Zeca já havia marcado 15 passos a partir do tronco da árvore em direção ao leste, conforme a instrução do homem.

A marca foi feita durante o dia por meio de estaca enfiada no chão. Começaram a cavar ali, terra macia e negra. Zeca começou a cavar mais ou menos um metro e tocou em alguma coisa sólida. Abriu mais a largura do buraco para melhor ver a tampa de argila do pote.

Osvandir quebrou a tampa com a ponta da alavanca e havia milhares de baratas fervilhando no seu interior. No mesmo instante os dois ouviram o rosnado de um cachorro. Um frio desceu pelas suas respectivas espinhas. Viraram-se e viram um cão preto com olhos em brasa saindo do pé da mangueira vindo em direção deles. Soltaram tudo no chão e correram em direção à casa do Zeca.

Moura