OSVANDIR E O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

Capítulo II

O NAVIO MISTERIOSO

“Alguns relatórios dizem que até 100 navios e aviões desapareceram na área, com mais de mil vidas perdidas. .” Lee Ann Obringer

Osvandir, munido de celular com “pen-drive” para gravação de voz e lanterna impermeável de duas pilhas, foi o primeiro a subir pela corda até à amurada do grande navio. Outros três tripulantes o seguiram, portando celulares e lanternas impermeáveis. Era necessário ser alpinista, ter muita força nos bíceps para galgar uma altura de cerca de 10 m.
Colocaram uma das pernas por cima da amurada e passaram para o convés, muito sujo e liso. Com dificuldade conseguiram segurar-se na amurada. O nevoeiro encobria a visão a uma distância maior que uns 10 m.

O piso de madeira era muito liso e sujo necessitando cuidado para não escorregar. Só se ouvia as ondas se chocarem contra o casco. Havia um silêncio de cemitério.
O que poderiam esperar ver, eram apenas ossadas humanas. Caminharam em direção à Ponte de Comando, que ficava na extremidade da popa. Os porões se estendiam desde aí até à proa da embarcação.

Por uma escada muito enferrujada, mas ainda forte, desceram em direção á proa onde estavam os porões. Não havia ninguém lá. O que era metálico estava muito estragado.Desceram e dirigiram-se ao porão por uma portinhola que saia da Ponte de Comando. Desceram como medo que os degraus quebrassem. Um terrível cheiro de mofo contagiava o ar. Não havia nenhum mau cheiro de organismo morto. Lá estava tudo morto.

Tiveram acesso a um porão muito abaixo da linha d’água e o que viram lá foram apenas aparelhos sanitários de louça, como pias, bidês, vasos sanitários, ainda embalados em tiras de madeira que por ser de boa qualidade haviam resistido ao tempo e umidade.

Na escuridão reinante, com o local sendo iluminado apenas com as lanternas que trouxeram na cintura, chegaram ao outro porão, depois de algum tempo. Havia uma quantidade enorme de bombas hidráulicas elétricas, também embaladas em tiras de madeira.

O cargueiro era muito comprido, podendo ter quase uns cem metros. O terceiro porão continha um infinidade de canos de plástico para serviço hidráulico. Parece que era um carregamento de peças para infra-estrutura sanitária.

Subiram por escadas de ferro a um nível mais alto que os porões. Lá depararam com um alojamento para dormitório com vários beliches desarrumados.Um refeitório com restos ressecados de alimentos, com talheres e pratos na mesa, como se a tripulação houvesse abandonado o recinto, às pressas. Logo a seguir estava a cozinha, também parece haver sido abandonada repentinamente pelos cozinheiros e serviçais.

O silencio reinava entre os quatro visitantes, que nada diziam, mas pensavam, e parece que o que pensavam eram as coisas piores possíveis.No fim da cozinha depararam-se com um esqueleto pequeno, de osso finos e longos. Um corpo pequeno tinha o crânio descarnado. Era triangular e grande.

Tinha órbitas ovais, mandíbula pequena e pequenos dentes. Tórax estreito, com uma faca de cozinha, comprida e enferrujada, enfiada entre as costelas. Também possuía a bacia estreita. Ossos dos braços e pernas eram longos e finos.

Viram o segundo esqueleto. Ossos carbonizados, do tamanho médio de um homem, deitado no solo em frente ao pequeno esqueleto esfaqueado. A visão deixou os quatro exploradores calados e perplexos pela visão inconcebível pela razão natural de verem as coisas corriqueiras da vida.
Osvandir parou, tentou ligar-se com o comandante John, mas o celular não funcionou. Usou o celular com pen-drive para gravar os restante da operação, uma vez que já havia feito as gravações dos parcos acontecimento da viagem até aquele local.

Ele emitiu suas opiniões pessoais sobre os fatos presenciados, mas guardou as informações para enviar pelo Fax de Miami, em forma codificada, para o CUB. Quando daria por terminada sua missão de pesquisa.A um gesto de Osvandir os três tripulantes o seguiram e em fila, segurando-se à corda do gancho, desceram já sem maiores dificuldades para bordo do “Alice”.

Imediatamente o capitão perguntou pela não comunicação do Osvandir com ele. Osvandir respondeu que os celulares não funcionavam no interior do navio. Diante dos fatos, o capitão não se admirou do fato. O que assistiu nunca mais esqueceria.

Osvandir e os tripulantes fizeram planos para rebocar aquele imenso navio para a respectiva posse.A grande névoa foi dissipando-se e todos verificaram que o cargueiro havia desaparecido, sem mergulhar no oceano. Ninguém tocou naquele assunto para não ser mentiroso. Estabeleceu-se entre eles a “lei do silêncio”.

O reboque do navio foi impossível e essa esperada fonte de renda esfumou-se como o cargueiro. Os planos para aplicar o dinheiro ficou apenas no sonho.Osvandir e os tripulantes descansaram, tomaram um banho frio e trocaram as roupas suadas por causa do grande calor existente no interior do grande cargueiro. Alimentaram-se bem, com a ração-fria e empreenderam a viagem de volta para Miami, onde o capitão e os tripulantes receberiam a metade da gorda remuneração já adrede cominada.

Na volta gastaram 35 dias, com as ondas encapeladas empurrando o barco, de leste para oeste. A embarcação elevava a proa e em seguida mergulhava para a água, para logo subir até à crista das ondas. O rebocador media uns vinte metros, mas era uma embarcação pesada, por causa dos apetrechos que ela conduzia, visando situações de emergência inesperadas.

Finalmente na manhã do dia 31 de março de 2007, o “Alice” aportou no píer de Miami. Osvandir dirigiu-se ao centro comercial daquele porto e no interior do Banco do Brasil em Miami finalizou o pagamento dos prestativos ajudantes.

Em uma agência de Xerox e emissão de Fax codificado para o CUB, Osvandir escreveu:”Encontramos o cargueiro Milton Artrides com carga de material sanitário intacta, mas havia somente um esqueleto pequeno como o de um Grey esfaqueado com faca comprida, de cozinha, por um homem que estava com esqueleto calcinado. Sei que houve desaparecimento de aviões até 1976.

Conclusão – Minha opinião que os Greys, a raça desonesta no que respeita a abduções. Suponho que os greys podem estar em estado de extinção e estão abduzindo humanos para formarem seres híbridos ou usarem órgãos para transplantes. As fêmeas deles podem estar fora da função natural de procriar. Roubam sêmem e óvulos. Pelo que eu observei esta deve ter sido uma das últimas visitas de greys, utilizando um portão comum de comunicação entre Portais Dimensionais. Devem ter fechado este Portal alarmados com o assassinato de um dos elementos de sua raça. A teoria das bolhas de Metanol, deve ser apenas uma das teorias, ou o Metano acabou-se.

Osvandir – OO8 Moura/Manoel – 28-10-08 “

OSVANDIR E O TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

Capítulo I

O TRIÂNGULO DO DIABO

O mistério do Triângulo provavelmente começou com o primeiro desaparecimento a tomar um bom espaço na mídia, em 1945, quando cinco aviões Avengers da marinha norte-americana desapareceram na área.
Lee Ann Obringer

O Triângulo das Bermudas, ou Triângulo do Diabo está situada no Oceano Atlântico. É limitado pela Flórida, Ilhas Bermudas e Porto Rico. Muitos navios e aviões desapareceram misteriosamente naquela região.

Só no ano de 1973 a Guarda Costeira dos EUA recebeu cerca de uns 8.000 pedidos de ajuda. Consta que por volta de 40 navios e 15 aviões se desapareceram na referida zona, durante o século XX.

No dia 13 de janeiro de 2007 o Centro de Ufologia Brasileira – CUB – contratou os serviços do Osvandir, agente de uma ONG brasileira, para averiguar por que desde 1976 nenhum avião ou navio haviam desaparecido no Triângulo das Bermudas. Em 1998 um cientista havia concluído que o que produzia os desastres naquele trecho do Atlântico era apenas a presença de Metanol que vinha do fundo do mar, que fazia aviões explodirem.

Ele não explicou porque alguns navios desapareciam por um lapso de tempo, mas depois eram encontrados em outros locais, com toda a carga ou valores, mas não havia tripulação. Outros desapareciam totalmente.

Isso era intrigante, pois o fenômeno não se repetiu após 1976. O CUB escolheu Osvandir por causa de sua longa experiência em pesquisa sobre UFOs e fenômenos paranormais.
Osvandir viajou de avião até a Flórida – EUA, de onde partiria rumo ao centro do Triângulo do Diabo, onde desaparecera a maioria das aeronaves e navios cargueiros ou petroleiros.

Em Miami alugou um rebocador de dois motores, o “Alice” que tinha como comandante John Smith que falava espanhol e um pouco de português. A tripulação composta por cinco homens que também falavam espanhol e português, por causa do convívio deles com sul-americanos.

A viagem poderia demorar mais de um mês por causa da grande área a ser varrida, mesmo dispondo de radar e sonar, para ouvir o fundo do oceano. A finalidade do rebocador entre a causa principal, que já era sabida por toda a tripulação era também a de rebocar alguma embarcação que estivesse à deriva no oceano, que já pertenceria a quem a rebocasse, pelas Leis Internacionais de Navegação.

Havia bastante combustível (diesel) e ração fria, bem como uma grande reserva de água potável.Alice partiu rumo às ilhas Bermudas para cumprir a missão que Osvandir tinha pela frente. Empiricamente percorreria uma distância de 300 km, até à Ilhas Bermudas, a uma velocidade média de 60 nós, que duraria cerca de 50 dias.

Ás vezes enfrentando um mar revolto ou períodos de calmaria. Um dos tripulantes era encarregado da observação com binóculos normais durante o dia e de visão noturna à noite.
Às vezes ele era auxiliado por outro tripulante na observação do horizonte, para que nada escapasse.Ao pôr do Sol do 40º. dia, 23 de fevereiro, a bombordo surgiu uma neblina sobre o oceano que ia até uma grande altura. O Radar de bordo não acusou nenhum objeto.

O capitão John colocou a proa da embarcação rumo à bruma, que estava ao norte e aumentou a velocidade.O vento estava soprando do leste p/oeste, que encrespava as ondas para o estibordo de forma que o barco balançava muito, lateralmente.

Depois de quase uma hora de viagem em direção à névoa o capitão fez tocar a sirene do barco para ser ouvido por quem estivesse por trás do nevoeiro. Não houve resposta, mas de repente uma forma gigantesca surgiu à frente do rebocador.

O comandante girou o barco para bombordo para evitar chocar-se no casco negro do imenso navio que estava parado no nevoeiro.Navegou lentamente ao redor do que aparentava ser um navio cargueiro de grande comprimento. Quando ele chegou próximo à popa da grande embarcação ele viu o nome.

Milton Artrides era o nome que quase não se podia ler na popa do imenso cargueiro. As letras em branco estavam bastante desbotadas, com muita ferrugem por baixo, mas o nome escrito era grande e ainda dava para ler com dificuldade.Osvandir conseguir decifrar o nome por ser um nome português. A imaginação completava a letra e todo o nome.

Ele havia lido sobre navios e aviões desaparecidos naquela região. Por isso ele esta ali pesquisando. Lembrou-se que aquele cargueiro estava desaparecido desde março de 1973.

Um outro navio, o Anita, cargueiro alemão, de 20.000 toneladas e uns 30 tripulantes, também havia desaparecido na mesma época, na mesma região, mas a imprensa informou que ele já havia sido localizado, sem a tripulação.Osvandir não se lembrou aonde este navio teria sido encontrado. O fato é que agora estavam diante de um navio velho desaparecido em 1973.

Toda a tripulação ficou paralisada contemplando aquele achado inesperado, misterioso e inexplicável. O rebocador deu a volta ao redor do navio e novamente viram o mesmo nome escrito na proa, com letras brancas e grandes, gastas pela ferrugem.

A corrente da âncora estava esticada para a água. O navio estava fundeado no meio do oceano, preso no leito pela âncora. A estibordo do cargueiro havia uma escada de ferro bastante enferrujada, em paralelo com o casco. Seus degraus não deveriam mais, merecer confiança.

Um tripulante tomou de um cabo grosso contendo quatro ganchos soldados em um mesmo eixo, na outra extremidade. Segurando o cabo com a mão esquerda e girando com sua mão direita um raio de corda de uns 2 m, após uma grande velocidade angular feita pelo gancho ele soltou a corda, pela tangente e gancho quádruplo passou por cima da amurada do cargueiro. Estava feita a preparação para a abordagem.

Esse dispositivo serviu para que Osvandir e os tripulantes aproximarem-se do casco do navio. Amarraram uma ponta da corta no rebocador e imitando alpinistas, subiram com dificuldade pela corta esticada até chegar à amurada do navio.