Osvandir sobre Manoel Amaral


Osvandir sobre Manoel Amaral
Escrito por: Guilherme Maia Amaral
Letícia Maia Amaral
Maria Luíza Santos Amaral
Terezinha Cleusa Maia Amaral
(Em ordem alfabética para não dar briga ;] )
Vim aqui hoje para falar sobre um grande camarada. Assim como eu, ele adora ufologia. Acorda de manhã, lê o jornal do dia e vai para o computador escrever. Muito sábio esse jovem, é até membro da Academia Divinopolitana de Letras e já escreveu vários livros. Meio impaciente, às vezes – na verdade, muitas vezes -, mas muito engraçado. Inventa os melhores apelidos para as mulheres da casa, como Ratinha Bobinha, Bebé, Joana… É muito orgulhoso de sua netinha, de 11 anos, escritora. Orgulha-se também de sua linda filha de 18 e dos seus três meninos de – mais ou menos – 30 anos bem vividos. Ama sua esposa e adora bater um papo com sua inteligente nora. Os colegas de sua filha acham que ele tem a cara feia, que é bravo, mas quando o conhecem o adoram.
Ele é um cara maneiro, gosto dele para caramba. Assiste séries e filmes com seu filho e explica, caso ele não entenda algo. O cara manja de qualquer assunto. Sempre que pode ajuda seus filhos, mesmo que o assunto não seja dinheiro (risos).
E esse cara é tão foda que tem até um personagem dos Simpsons em homenagem a ele – a única diferença é que ele não é careca:

Mas voltando ao assunto, ele é tão foda que consegue fazer amizades com pessoas que estão ao lado dele, em qualquer lugar. Ele é muito inteligente e tem resposta para quase tudo (porque ninguém é perfeito, né?!). Mas para o texto não ficar maior do que já está…
Esse parceiro é o Manoel. Parabéns! Desejo-lhe tudo de bom nesse dia. Que tenha muita paz, saúde, muitos anos de vida e que continue sempre escrevendo suas histórias criativas. Espero que fique muitos anos por aqui para compartilharmos grandes momentos juntos ainda.
Grande abraço, 
Osvandir.

O UFO LUMINOSO

EMBUS (DAS AR) TES

Imagem Google
“Os drones representam o que há de mais moderno em

aeronaves não tripuladas de finalidade estratégica militar

em países cujas forças armadas utilizam os recursos

de tais artefatos.” (Fábio Bettinassi)

Osvandir foi para São Paulo, mais precisamente para a cidade de Embu das Artes. Notícia dos jornais, da TV e internet chegavam ao seu conhecimento. No seu e-mail pipocavam comentários do mundo inteiro.

Seria uma nova onda de aparecimentos? Uma invasão? Ia começar tudo de novo? A INVASÃO DOS MARCIANOS? O susto de 1950 estaria voltando? Orson Welles estaria certo?

Estas perguntas toda giravam na cabeça do pobre Osvandir. Ninguém sabia direito o que era.

– Seria um drone?
Que é um considerado um drone?

Já num fórum na internet discutiam:
“–Eu não acredito que seja drone pelos seguintes motivos:
* O objeto foi filmado em Embú das Artes e não num país de primeiro mundo onde esses brinquedos são vendidos e a população possui um poder aquisitivo capaz de adquirir um dispositivo como esse.
* O objeto ficou muito tempo em pleno voo inclinado num angulo de 45 graus sem mostrar instabilidade, aparelhos rádio-controlados são instáveis.
* o operador teria muitas dificuldades em mantê-lo estático com o aparelho voando em alta altitude.
* Supondo que seja um drone, como o seu proprietário conseguiu pousá-lo sem contato visual, já que as luzes apagaram com ele em voo?
* Alguém arriscaria quebrar esse brinquedo só para fazer as pessoas pensarem que se trata de uma nave extraterrestre?”

“–Seria o objeto de Embu das Artes um aeromodelo?”

“–O vídeo de Embu das Artes é muito claro, contudo não temos maiores informações a respeito do paradeiro do objeto (Caíu? Voou para longe? Desapareceu?)”.

“–Seria este OVNI meramente um aeromodelo, ou seria mesmo algo mais espetacular, como uma aeronave experimental, ou até mesmo um veículo alheio à nossa cultura terrestre?”

Outro mais exaltado já afirmava: “–Basta eu dizer que é fake e é fake mesmo. entendeu???? Este video é fake e dos piores. aqui não há ovni nem ovet. simplesmente é uma brincadeira de alguém querendo gozar com nossa cara.”

– KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

“–Possibilidade de ser balão está descartada pra mim, pois o balão não possui estabilidade e o vento o desloca facilmente.”

“–Na minha opinião, de acordo com o vídeo mais os relatos das testemunhas o objeto avistado não seria um drone.”

Mesmo que este objeto for um aeromodelo, um balão, ou coisa similar, e não uma nave extraterrestre, se ele ainda não foi identificado, então deve ser sim considerado como OVNI.
Estes comentários todos fez Osvandir lembrar-se do “O Caso Roswell” tão divulgado na internet e nas revistas de ufologia no mundo inteiro.

“O Caso Roswell, ou Incidente em Roswell diz respeito a uma série de acontecimentos ocorridos em julho de 1947 na localidade de Roswell, Novo México, EUA.” (Wikipédia).
Pela tentativa de acobertamento de alguns e mencionarem logo que tratava-se de balão, como aconteceu no caso acima.

Tanto barulho por nada, na realidade o famoso ufo de Embú era um balão noturno, com bateria de celular e leds coloridos.

Manoel Amaral

Fonte: www.viafanzine.jor.br/ufovia
Vídeo: http://ovnihoje.com/2011/07/disco-voador-filmado-em-embu-das-artes-sp-brasil/

Untitled

OSVANDIR E O FENÔMENO SIDERAL

Capítulo I
Mistério no céu do Tauá

Ao abrir o jornal eletrônico Diário do Pará, de vários dias atrás, notou as seguintes manchetes:

Aparição de ÓVNIS assusta quatro comunidades
Ufólogos visitam Tauá para investigar ÓVNIS
Ufos em Santo Antônio do Tauá
Mistério no céu do Tauá

Pegou o primeiro avião para Belém, solicitou uma reserva no seu hotel preferido, através da internet. Procurou ler uma revista, um livro, nada estava bom. Parecia muito preocupado. Queria chegar mais rápido possível. Mas a viagem era longa, muitos quilômetros a serem vencidos sobre a floresta.

O seu colega ao lado, falava muito e repetia que entre Mato Grosso e Amazonas tinha um ponto onde os aviões caíam com mais freqüência. Ninguém sabia por quê. Era uma espécie de Triângulo das Bermudas, no meio da floresta.

Aquela conversa não agradou ao Osvandir que queria dormir, mas não conseguia. Resolveu então bater um papo com o colega. Apresentou-se:
– Meu nome é Osvandir, sou ufólogo, trabalho em pesquisas de fenômenos estranhos…

O cidadão ficou tão empolgado que foi logo interrompendo:
– Sou Juvêncio, engenheiro de minas, vou para Santo Antônio de Tauá, Pará.
– Mas que coincidência amigo, eu também vou para lá.
– O que pretende estudar naquele fim de mundo, Osvandir?

Naquele instante Osvandir sacou de sua maleta o seu note book e mostrou as manchetes nos jornais eletrônicos de Belém.
– Havia esquecido, você está atrás dos Ufos.
– Não! Procuro um fenômeno maior por trás disso tudo…
– Como assim; não entendi?
– Você talvez possa ajudar-me. Fiquei sabendo que no Norte do Estado do Pará existe uma ocorrência muito grande de vários minerais valiosos.
– É verdade, naquela região tem ouro, manganês, alumínio e cobre (associado a molibdênio, prata e ouro) e urânio.
– Você vai direto para Santo Antônio assim que chegar a Belém?
– Não, devo entrar em contato com a empresa onde trabalho. Irei no dia seguinte.
– Então está combinado. Iremos juntos. É até bom, nesse meio tempo visito uns amigos de Belém.
– Tudo combinado então. Olha só, já estamos chegando. Em qual hotel você está?
– No Plaza, procure-me que vou deixar recado na portaria.

Osvandir saiu do aeroporto direto para o hotel. Não teve tempo nem de subir para o quarto e encontrou um amigo.
– O que fazes por estas bandas, Osvandir?
– A procura dos fenômenos…

Foram almoçar juntos, era o seu amigo Waldemar de Souza, escritor de vários livros sobre ufologia. Ele estava ali para recolher dados de várias testemunhas sobre avistamento recente, para seu novo livro.

Osvandir falou que ia para Santo Antônio na manhã seguinte.
– Que coincidência eu também vou para aquele local, então poderemos ir juntos.

– De Belém até lá tem cerca de 60 km, passando pela Rodovia Federal BR-316 e pela Estadual PA-140, num bom carro gastaremos mais ou menos uma hora de viagem – disse Osvandir.
– Poderemos fretar só um carro e dividir as despesas.
– Vou ter que esperar um outro amigo que também vai pra lá, um tal de Juvêncio, engenheiro de minas, que trabalha para uma multinacional – disse Osvandir.

Manoel Amaral

Leia a continuação:

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_25.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_26.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_27.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_28.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_29.html

OSVANDIR, OS LOBISOMENS E OS VAMPIROS

Capítulo II
A AURORA
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem
anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King Jr)

Tudo correu, no seu ponto de vista, maravilhosamente bem. Acordou com fôlego redobrado.

Calçou o tênis, vestiu uma camiseta, o seu calção e saiu para uma caminhada. Os pássaros, nos seus ninhos chilreavam por todo lado. O sol levantava-se preguiçosamente no horizonte.

Osvandir foi até o lago, lavou o rosto e pode notar um ser diferente na floresta. Esgueirava-se por entre as árvores. Parecia um cachorro, hora uma pessoa. Magro e pele quase branca, com pelos dourados.

Aquilo mexeu com os nervos do rapaz. Correu até a cabana, queria dizer para Joanna o que vira. Ela não estava na cama. Olhou por todos os lados e nada encontrou.

Onde estaria a sua amada? Enquanto estava envolvido com estes pensamentos viu alguém abrir a porta. Era Joanna. Interrogada, disse que vinha do quintal. Falou que estava a procura de um bom frango que queria matar para o almoço. Mas ninguém viu frango nenhum naquela cabana…

Fatos estranhos: o semi-animal na floresta, a ausência de frangos naquele local. As histórias não estavam conferindo com a realidade.

Naquele meio tempo, alguém bateu na porta, assustado Osvandir foi ver do que se tratava:
__ Bom dia meu Senhor, – cumprimentou Osvandir.
__ Bom dia nada! Mau dia! Perdi alguns animais.
__ Mas o que aconteceu? Disse Osvandir.
__ Um animal estranho atacou meu rebanho de cabras e matou três.
__ Comeu os animais?
__ Não. Apenas sugou o sangue!
__ Mas que coisa mais estranha. Eu vi um animal esquisito atravessar a floresta quando estava fazendo caminhada, hoje de manhã.
__ Como era esta criatura? – perguntou o sitiante.
__ Tinha algum pelo comprido, dourado e dava para notar a pele clara. Tive a impressão de tratar de uma pessoa, no entanto parecia um animal.
__ Por aqui nunca aconteceu uma coisa dessas.
__ Pode ter certeza que se aparecer mais algum fato novo levo ao conhecimento do Senhor. Onde moras?
__ Fico agradecido. Moro ali do outro lado do lago, próximo da estrada, ao lado de uma árvore de aroeira, bem velha, carcomida pelo tempo.
__ Então até breve. Ah! Como é o nome do Senhor?
__ Chamo José, mas todos por aqui me conhecem por Zezito das cabras. E o seu nome?
__ Sou conhecido como Osvandir, o ufólogo.

Manoel Amaral

Participe de nossa Antologia de poesia e prosa: osvandir.ovni@gmail.com

OSVANDIR E LUZES NO MORRO

Após aquele tiroteio todo e cada um tomando o seu posto, o Professor mandou chamar Osvandir para continuar a conversa sobre as luzes.

De volta para junto do Chefe, passou a ouvir suas histórias:

“Eu já morei lá em baixo, sou filho de classe média alta, estudei até o 2º ano de engenharia. Meus pais preocuparam muito comigo, hoje eles não preocupam mais”. E o Professor contou uma interessante história, a sua história:

“Naquele tempo eu era jovem, cheio de fantasias e aqui no morro imperava um ditadura de dois irmãos: o Zé Baixinho e Branquelo. Eu namorava uma linda garota de 21 anos. Um dia o Branquelo se engraçou com ela e pediu ao Zé Baixinho para me matar. Acontece que o serviço foi terceirizado, arranjaram dois garotos da parte mais baixa do morro. Era mais ou menos 19,00h, tempo chuvoso e frio. Eles roubaram um carro e me colocaram no porta-malas. Andaram uma meia hora e fizeram uma parada. Fiquei apreensivo, abriram as portas, ouvi um barulho de chave no porta-malas. Assim que foi aberto, saí correndo e escondi-me numa moita. Estava muito escuro, eles vieram procurando e dando tiros de revólver. Num dado momento saí em disparada e os dois dando tiros atrás. Encenei uma queda cinematográfica e rolei pela ribanceira. Fui parar perto de um córrego e fiquei lá quietinho, para ver o que acontecia. Um deles falou: __ Está morto! Vamos embora!”

__ Mas você tomou algum tiro?

__ Não, apenas alguns arranhões. Escondi-me por certo tempo, em outro morro. Pintei o cabelo de preto, passei a usar óculos e deixei a barba crescer.

__ Voltou para cá?
__ Fiquei mais de um ano fora. As coisas mudaram por aqui e os dois irmãos foram assassinados por outras quadrilhas. Foi aí que fui chamado para fazer a contabilidade e aplicar as táticas que sabia.
Com o tempo fui tomando conta de tudo, com o consentimento dos colegas. Era o mais habilitado para o cargo.

__ E a namorada?

__ Ela morreu no ano passado, num confronto com a polícia… Mas chega de história triste! Vamos investigar o que são estas luzes que estão aparecendo por aqui. Você tem alguma idéia?

__ Olha, Professor, pode ser muitas coisas: novos equipamentos militares de observação, dirigíveis por controle remoto ou mesmo pequenas bolas, inteligentes, vindas, sabe-se lá de onde, que ficam por aqui espantando o povo. Preferem locais onde existe muita água; que não é o seu caso ou locais onde extraem minérios ou mesmo onde tem geradores de energia.

__ De onde vem essas coisas? Já li sobre ufologia mas tem muito tempo. Hoje imagino que as coisas mudaram.

__ Alguns acham que são do espaço extraterrestre, outros já dizem que são daqui da terra mesmo. O certo é que tem vários nomes: Mãe do Ouro, Sondas, Bolas de Luz ou Periféricos. Prefiro utilizar o termo “Sondas”.

__ Uma destas bolas, ou melhor dizendo; sondas, seguiu meus passos por mais de meia hora.

__ Quando foi isso?

__ No mês passado. Eu ia para o lado onde já teve uma extração de pedras e quando olhei, ela estava atrás de mim, parou e depois me ultrapassou, ficou subindo e descendo, de repente foi embora numa rapidez impressionante, sem fazer qualquer barulho.

__ Vamos ver se conseguimos visitar este local e bater algumas fotos.

Na manhã seguinte, quando tudo parecia tranquilo, umas crianças chamaram o Professor e disseram que as bolas de luz voltaram.

Osvandir seguiu o Professor e conseguiu fotografar alguma coisa no céu. Elas estavam girando uma atrás da outra, uma maior no centro; ao seguirem para o Sul tomaram o formato de um “V”.

Não era pássaro, avião, balão ou qualquer coisa parecida.

MANOEL AMARAL