MULHER FOI ABDUZIDA

MULHER FOI ABDUZIDA

Desenho de Luíza Lima


Aquela mulher bonita, casada, de repente virou manchete no Brasil inteiro.
É que todos estavam saturados de tanto petrolão, confusão, mensalão, aí a história diferente cativou a todos.
A ideia era ir para praia com o marido durante o carnaval.
O com a demora da amada, sem saber de nada, acionou a polícia que logo encontrou o carro na beira da estrada.
As malas da esposa não estavam e as do marido ficaram no porta-malas.
Na quarta-feira de cinzas a mulher apareceu no mesmo local em que desapareceu e não encontrando o carro que havia sido rebocado para o pátio da delegacia; fez uma ligação para o marido buscá-la.
Como estava com algumas escoriações pelo corpo o seu parceiro quis saber sobre o seu desaparecimento.
Ela disse que um fato estranho aconteceu: quando passava pela rodovia teve o carro parado por uma luz, era uma nave espacial.
E que homenzinhos verdes e com estatura baixa, a levaram para nave espacial de cor prata.
Ela informava ainda que estava com medo de estar grávida devido as várias experiências que os Ets fizeram com ela.
O delegado está investigando, mas achou uma coisa muito estranha: os Ets deixaram um cheiro muito forte de cerveja nas roupas da moça.
Mas ninguém saberá os resultados desta investigação! A notícia é falsa e também a foto utilizada, como muitas que povoam os blogs e páginas do Facebook.
Manoel Amaral

O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU

O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU


Capítulo I
O RAIO AZUL
“Muita luz é como muita sombra: não deixa ver.”
(Carlos Castaneda)
Um lindo raio azul cobriu aquele céu cheio de nuvens brancas. Tudo parou de funcionar. Os aviões pousaram em locais improvisados, apenas os pássaros permaneceram no espaço. A energia elétrica desapareceu.
As águas do mar ficaram revoltas, alguns vulcões voltaram a jorrar aquela lava, derretendo tudo a sua frente. Algumas ilhas afundaram, outras apareceram, mudando o Mapa do Mundo.
Novas Ordens foram criadas, maneiras antigas ressuscitadas. Gostos e desgostos em discussão. Ascidades ficaram quase vazias. Não tinham o que fazer por ali, sem energia elétrica. Os bancos voltaram a utilizar aquelas velhas máquinas Facit de calcular, resgatadas dos museus e porões.
As máquinas de escrever Ollivetti ou Halda ficaram valorizadas. Os papéis diminuíram e muito caros. Todos os rascunhos foram aproveitados. Papel carbono, para cópias, era raro no mercado. No comércio em geral, passaram a utilizar o jornal velho para embrulhar as coisas.
As feiras de verduras se tornaram grandes feiras de troca. Tinha de tudo, até relógio de pulso movido a corda.
Os celulares eram abandonados nas mesas dos bares e serviam de brinquedos para crianças. Tinha até um jogo premiava quem atirasse o seu mais longe, no meio do brejo. Um artista plástico criou uma casa só destes aparelhos e gabinetes de computadores.
As bebidas fortes como cachaça, que não dependia da energia elétrica para a fabricação, voltaram ao mercado. O açúcar saiu da praça e entrou a rapadura no lugar. O café até ficara mais gostoso. Saíram os pães, roscas; as padarias estavam vendendo apenas biscoitos de polvilho e bolos de fubá do legítimo moinho d’água.
Aos poucos, os carros foram parando, quando acabava a gasolina.
Aqueles mais modernos, nem chegaram a funcionar, por causa dos circuitos elétricos. Estava até engraçado, os carros antigos valiam mais que os novos. Os Jipes ficaram,  muito raros e caros, só os grandes fazendeiros os possuíam. Os antigos “Ferros Velhos” transformaram-se em “Ferros Novos”.
Criaram um óleo de mamona que fazia os veículos a diesel funcionarem perfeitamente, até os tratores.
Os jovens, agora sem internet, sem nada para fazer, sem shopping para visitar, foram plantar horta nos lotes vagos e acharam até divertido a nova distração. Os campos de futebol viraram currais para criação de ovelhas ou cabritos. Voltou o futebol de campinho de várzea.
Os astrônomos, ufólogos, jornalistas e outros correlatos foram plantar batatas ou fazer coisa melhor para sobreviver. Sobraram poucos cientistas, as profissões perderam o valor. Os professores estavam muito requisitados, mas o ensino era bem diferente.
(Continuará, se eu sobreviver…)
Manoel Amaral
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Escrito em setembro/2009
  

Capítulo II
JERICO
O termo “ideia de jerico”, seria uma má ideia. Ideia tola. 
Na Região Nordeste do Brasil, jerico é o mesmo que mula. 
Ou seja, seria o mesmo que ideia de burro, de mula.
O certo é que a comunidade de JERICO (sem assento no “o”) estava bem mais desenvolvido que muitos outros, então Osvandir resolveu ir para aquele local. Levou seu assessor, porque depois da luz azul, os escritores não tinham valor. Todos foram plantar ou colher cebolas. Outros mais rebeldes foram enviados para as plantações de canas, para combustível, no setor de capina. Só quem conhece sabe o sacrifício que é!
Viajaram cerca de 300 km e chegaram a terra prometida. Um portal de concreto na entrada, com letras grandes, JERICO. Poucas casas boas, a maioria simples e muitos barracões.
A casa do Prefeito, como sempre, era a maior de todas. Deveriam encontrar com um tal de Jeq,(pronuncia-se “Jeque”), o rapaz que estava sempre tomando decisões. Osvandir pensou logo em “Jegue”, aquele jumentinho, que também é chamado de Jerico. Seria por causa dele o nome da comunidade?
Ele mostrou para os visitantes o que já tinham conseguido sem auxílio da energia elétrica.
Monjolos, engenhos, moinhos, todos funcionando com a água. Algumas peças foram retiradas de aviões velhos onde a abundância de alumínio é maior.
Existia uma fundição de alumínio e outra de ferro, que não ficamos sabendo como era o funcionamento devido o sistema de segurança ser muito bem controlado.
Gostamos dos moinhos de vento, onde a energia eólica era transformada em energia mecânica, utilizada na moagem de grãos ou para bombear água.
Por estarem próximo ao mar, num local onde secara um lago, encontraram sal, estavam fazendo grande negócio com ele. Utilizavam os antigos sistemas de retirada. Vendiam o sal grosso ou em barra e já estavam preparando um moinho para o refino.
Tudo estava correndo as mil maravilhas se não fosse a grande quantidade de malandros que estavam sempre chegando e saindo do Comunidade de Jerico (sem acento no “o”).
Jeq era filho do Prefeito, uma pessoa boníssima, já bem velho. Os jovens do local tinham uma ocupação normal dos adultos. Ninguém ficava sem trabalho. Criaram até uma moeda própria, mas o comércio funcionava mesmo era a base de troca.
Osvandir ficou sabendo, conversando com alguns membros da comunidade, que Jeq sumira por uns tempos e ninguém soube direito por onde ele andara.
Procurara saber dele próprio por onde andara e só ficou sabendo coisas esparsas, o que aumentou mais o mistério.
Uns diziam que ele vira uma nave espacial lá no pasto da fazenda de seu pai. Outros foram mais incisivos e informaram que ele fora raptado por um disco voador.
Com estas informações contraditória, Osvandir resolveu convidá-lo para uma pescaria. Tudo preparado, barraca, lanterna, binóculos, facas, anzóis e minhocas.
Acontece que Jeq não era dado a ficar quieto, estava sempre em movimento, o que prejudicava a pescaria. Largaram tudo e foram conversar. Osvandir contou-lhe que já fora levado por um disco voador e mostrou-lhe os três pontinhos negros atrás de sua orelha esquerda, que sempre  acusava a presença de Óvnis.
Jeq ficou impressionado e quis saber outras histórias de sua viada.  Perguntou se ele passara pelo FBI e pela CIA. Osvandir fez um pequeno relato do que já tinha vivido e suas andanças pelo mundo procurando Ufos, mas nunca tinha trabalhado para aquelas entidades. Sabia muitos truques por eles utilizados, mas não chegara a frequentar o meio.
O jovem inquieto acabou confessando que esteve na guerra do Iraque e que fora contratado por empresas não muito confiáveis, para trabalhos temporários.
Os dois tiveram uma vida mais ou menos parecida, só que Jeq ainda tinha os pais e Osvandir perdera os seus quando ainda era criança.
Voltaram ao Comunidade, sem peixe nenhum, mas com várias informações de ambas as partes.
Estavam almoçando quando um rapaz veio correndo avisar que a comunidade estava sendo invadida por um grande número de famigerados bandidos.
(Continuará, se sobrevivermos)
Manoel Amaral
Setembro/2009
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O DIA QUE A INTERNET ACABOU

Capitulo III
A TOMADA DE JERICO
“Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas;
ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado,
e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade,
cada qual para o lugar que lhe ficava defronte,
e tomaram a cidade” Js 6:20.
Os estranhos eram selvagens, atacavam em grupo e tudo destruía. Tocaram umas cornetas feitas de chifres de carneiro, como nos tempos do Primeiro Testamento.
Não sabemos se por milagre ou por dinamite, a verdade é que ao tocarem aqueles instrumentos, os muros e o portal de entrada da comunidade desabaram.
Aqueles bárbaros foram invadindo tudo e tomando conta dos alimentos.
Barulho se combate com barulho. Sem demonstrar nenhum medo, dois habitantes de Jerico seguiram para o meio do grupo e puseram a tocar, em som altíssimo, seus instrumentos (um pistom e um saxofone). Atraídos pelo som que não conheciam, eles foram para a rua principal. Um saiu tocando por um lado e o outro por outra rua, assim aqueles bárbaros foram logo divididos em dois grupos.
Com muito custo, com a ajuda das ideias de Jeq e da astúcia de Osvandir, aquele povo foi dominado e enviado de volta para sua região.
Após a partida deles, o muro foi reconstruído, bem como o portal. Tomaram a precaução de agora em diante, ficarem de sobreaviso para caso de invasão.
Jerico estava num lugar privilegiado, entre montanhas, não tinha campo de aviação. Não recebeu quase nenhuma visita de estrangeiros. Estava muito longe dos grandes centros. Por esta razão evitaram a contaminação pela gripe A. Os raros casos que aconteceram foram com pessoas que por ali passaram e seguiram em frente, levando aquele vírus maligno.
Noutras comunidades a Gripe Suína chegava e se instalava aproveitando a debilidade da população.
Porém após o Raio Azul, as coisas complicaram muito e outras doenças apareceram: varíola, catapora, gripe comum, piolhos, sarna e por aí. O pequeno Posto de Saúde estava cheio de pessoas com uma infinidade de sintomas. Cada grupo que chegava trazia um tipo de doença, que era debelado com muito custo.
Com a chegada de Osvandir, alguma coisa foi melhorada. A população foi devidamente informada sobre este novo vírus da Gripe. Os funcionários do Posto de Saúde queriam saber mais e foram orientados de acordo com vários prospectos que trazia na mochila.
Ali naquela Comunidade de pouco mais de 10.000 habitantes as necessidades eram bem menos que outros grandes centros.
Produção de alimentos até que existiam por todo lado, porque as terras não foram afetadas, mas o difícil era o transporte. Para uma viagem de 50 km gastava-se dois dias com o carro-de-bois. Às vezes as verduras e legumes estragavam com a viagem, sendo uma tremenda perda de tempo.
Por esta razão os comerciantes preferiam transportar a carne, os grãos e o sal.
Como Jerico já tinha resolvido muito sobre como moer os grãos (milho para o fubá), triturar o sal e tirar a casca de arroz e café, o seu comércio era muito grande com outras comunidades. Passaram até a fabricar linguiça, queijos, carne seca, gordura de porco, farinha, fubá, pó de café, óleo de mamona (combustível para veículos e lamparinas de iluminação) para remessa a outras localidades mais distantes.
Os problemas maiores eram os custos da segurança para remessa dos produtos. Os assaltos sempre constantes nas estradas impediam viagens sem planejamento.
Quando Osvandir e o seu grupo preparavam-se para partir uma estranha luz apareceu no céu, bem próxima dos moinhos de vento. Ficou girando, como se fosse um torvelinho. O povo ficou olhando aquele espetáculo raro.
De repente um telefone de orelhão começou a tocar e uma luz acendeu num poste…
Continua…
Manoel Amaral
Setembro-2009
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O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU

Capítulo IV
A VOLTA
“E tudo voltou como d’antes no castelo de Abrantes”
(Sábio Velhinho de Jerico)
O povo em polvorosa, gritando:
__ A energia elétrica chegou! Os rádios e TVs estão funcionando!
__ Mas o que estão falando sobre a estranha luz, perguntou Osvandir.
__ Nada ainda, respondeu Jeq.
A TV da sala da casa do Prefeito e a do bar da praça, estavam funcionando. Ora vinha a imagem de um militar, ora de um homem parecido com o Presidente.
A viagem do Osvandir foi adiada até segunda ordem. Precisava saber mais alguma coisa.
Foi com Jeq até a sua sala de trabalho e tentaram ligar o computador.
Só aparecia uma tela vazia e sem cor. Internet não estava conseguindo acessar.
Quando eles conversavam uma imagem apareceu na tela, que não parava de girar. Algumas letras foram completando o texto:
_________________________________________
A página não pode ser exibida
A página que você procura não está disponível no momento.
Talvez o site esteja passando por dificuldades técnicas ou
você precise ajustar as configurações do navegador.
_____________________________________________________________
Que navegador? Não tinha nenhum para usar. Mas qualquer coisa já estava começando a funcionar.
Os nerds de garagem já estavam bolando planos para novos programas.
Google não existia mais, nem yahoo, muito menos UOL e Gmail. Funcionava muito mal um tal de Yagoo…
Os programas do Bil Gates foram para o beleléu… Uma vantagem grande foi que os vírus desapareceram.
Alguns joguinhos, simplezinhos, já estavam funcionando.
Os nossos arquivos foram todos deletados. Alguns processadores de textos foram entregues ao público gratuitamente.
Só os Militares estavam usando a internet fluentemente. O povão dependia das Companhias de Telefonia, Satélites, um inferno sem fim…
Um grupo de programadores estava trabalhando rápido para colocar à disposição do povo uma série de programas.
Um buscador já funcionava a todo vapor: Busk. Um navegador também começava a dar as caras: Jangada. O melhor processador de textos até o momento era o ÁgilStar.   Neste campo de programação, os brasileiros estavam levando a melhor. Novos programas de e-mail: Carta e Recado.
Os blogs começaram a surgir, assim meio acanhados e os principais provedores de blogs eram: Valentepress, AsilBR. Todos os domínios passaram a ter números, ao invés de ponto com. O do Brasil era 666.
Os computadores estavam muito valorizados, porque a maioria foram abandonados e inutilizados. Senhor José, dono de grandes galpões de peças velhas de informática estava faturando bastante.
Foi aí que a China começou a vender aquelas porcarias bem baratinhas que todo mundo podia comprar. Os parentes de Bill Gates lançaram no mercado o Windows 3.0, limpinho, sem aquelas bobagens que pareciam árvore de natal, com presentinho dependurado por todo lado. Só processador de texto, mais nada. Pagava-se apenas uma pequena taxa de uso. O mercado reagiu, eles ficaram bilionários novamente.
As empresas fabricantes de anti-vírus, colocaram maliciosamente no meio, os seus vírus. O comércio eletrônico voltou a funcionar normalmente. Só o povo que estava um pouco atrasado com os assuntos da área.
O barateamento do CPU garantiu a aquisição de PC por muitas pessoas, o caminho seguido desde o ano de 2011 era o de simplificação.
Todos os programas eram “baixados” apenas para uso pessoal. Ninguém precisava mais comprar qualquer tipo de software. Estavam todos disponíveis na internet. Isto significa que os computadores eram usados apenas para a conexão. Ninguém precisava fazer dowload e nem comprar aquelas placas caríssimas.
Filmes? Vídeos? Fotos? Livros? Música? Estava tudo lá, bem guardadinho, como se você fosse procurar na locadora ou biblioteca.
A TV, o PC e o DVD finalmente estavam unidos num só aparelho.
Grandes espaços eram reservados na rede para os arquivos, cerca de 15 giga por pessoa física, para guardar o que quisesse, sem custo algum. Só as pessoas jurídicas pagavam um preço mensal.
Os Celulares começaram a gritar por todo canto e o petróleo do pré-sal, esquecido nas profundezas, voltou a jorrar e este país a funcionar. Funcionar?
“E tudo voltou como d’antes no castelo de Abrantes!”

FIM
Manoel Amaral
Escrito originalmente em setembro de 2009
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O DESAPARECIMENTO DO JOVENS

OSVANDIR E O DESAPARECIMENTO DOS JOVENS
Imagem Google
Naquela cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, num bairro distante, de repente os jovens começaram a desaparecer.
Muitas teorias foram aventadas: abdução por ETs, trabalho escravo, sequestro para retirada de órgãos, aliciamento para prostituição.
Osvandir esteve estudando as possibilidades de cada uma:
ABDUÇÃO
Abdução Alienígena é o nome que se dá ao sequestro e as vezes abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço exterior.”
O mais conhecido caso de abdução no Brasil é o do Antônio Villas-Boas. Diz ele ter entrado em contato com uma nave espacial que o levou até um aposento onde manteve relações com uma jovem ET.
Depois encontramos o longo caso de Ermínio e Bianca onde o casal mineiro mantiveram vários encontros com extraterrestres, que lhes passaram vários ensinamentos de cunho ocultista.
O Caso Barney e Betty Hill, nos EUA, só revelaram mais detalhes através de várias sessões de hipnotismo.
O Caso Elias Seixas, Rio de Janeiro, este é um interessantíssimo contato com Irmãos do Cosmos que afirmaram a ele terem vindo da estrela Ursa Menor.
O filme “Fogo no Céu” focaliza um interessantíssimo caso de abdução de um americano: O Travis Walton.
TRABALHO ESCRAVO
O mais comum neste caso são os trabalhadores contratados no Nordeste para trabalharem em lavouras em São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
O golpe é aplicado da seguinte maneira: Um “gato” (aliciador) contrata os trabalhadores, eles vêm de ônibus ou caminhões em longas viagens, correndo todos os riscos. Veículos velhos, pneus carecas, sem freios e sem nenhuma fiscalização.
Vivem em condições degradantes, em alojamento sem a mínima condição de higiene, alimentação muito ruim e sem transporte para o trabalho.
O que é pior, quando vão acertar o que sobra dos descontos recebem uma espécie de Vale, que só serve para comprar na mercearia do Patrão.
Eles ficam em péssima situação financeira não conseguindo retornar ao seu lar. Cada dia que passa estão devendo mais aos patrões.
SEQUESTRO PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS
Muitas histórias são conhecidas sobre este assunto, tem até na internet.
Algumas são falsas, outras são verdadeiras, basta fazer uma pesquisa
que, encontrará várias.
ALICIAMENTO PARA PROSTITUIÇÃO
Todos os dias vemos nos jornais casos de menores aliciados para prostituição. Sem contar que muitas garotas de 12 a 15 anos, estão na estrada por contra própria, vendendo o seu corpo.
A Polícia Federal está atenta, já conseguiu retorno de várias mulheres para nosso pais, vindas da Europa e EUA.
Mas este é um assunto complicado, às vezes têm que resolver caso a caso.
CONCLUSÃO
Os jovens podem desaparecer mesmo de várias maneiras. Alguns simplesmente fogem de casa onde estão sendo espancados. Outros em companhia de amigos e nunca mais são vistos. Vão morar nos grandes centros e podem até cair nas drogas. Uns retornam sem nada, poucos são os que têm sucesso!
Os pais não podem e nem devem fazer da vida dos jovens uma prisão. Quando eles quiserem ir, que o seu caminho esteja bem preparado
Confiram abaixo alguns dos casos de abduções citados:
Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

COMO COLOCAR TÍTULOS EM SUAS HISTÓRIAS

Imagem Google

Seria bom escrever todo o texto e só depois pensar no título, mas pessoalmente sempre faço o contrário primeiro coloco o título e só depois vou pensar na história.

Nas crônicas deve ter tudo a ver com o assunto, já nos contos deve ser bem chamativo, do contrário, não conseguirá nenhum leitor.

Nestes tempos de internet o título também deve ser curto, no máximo umas três palavras.

Em Portugal os títulos, quase sempre, são muito longos.

Seja criativo, mas não deixe de ver os jornais, as manchetes chamam os leitores, principalmente os jornais mais populares. E agora com os eletrônicos, os títulos tem uma importância enorme.

Se você está escrevendo uma história infantil é muito importante prestar atenção ao título, do contrário não venderá o seu livro.

Isso é muito interessante, mas já tenho visto uns títulos idiotas que mesmo assim vendem (deve ser à custa de muito marketing).

Tem um conto meu com o seguinte título: A personagem que matou o 
autor.

O SUBTÍTULO

Veja algumas capas de livros e verá que abaixo do título vem um texto, é o subtítulo. É para ajudar a chamar mais a atenção do leitor e complementar o título.

Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br

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OSVANDIR E O FENÔMENO SIDERAL

Capítulo VI

The Rainbow

– Esquecemos de dizer que depois do susto, olhamos para o local, um arco-íris subia para o espaço. Foi muito bonito, disse a Jovem, de 15 anos, que sofria de rins.

Os demais confirmaram, mas disseram que observaram que a largura dele era muito maior, dava umas três do arco-íris comum, não tinha nuvem de chuva. As cores, disseram ser as mesmas: violeta, anil, azul, verde, amarelo, alaranjado e vermelho.

O médico disse aos três que cuidou dos pacientes com muita atenção, em alguns as queimaduras eram maiores, nos demais apenas um vermelhidão na pele. Fez todas as anotações nas fichas de cada um, tomou a precaução de fotografá-los. Pediu que todos fizessem novos exames. O velho que tinha problemas na arcada dentária foi examinado por uma dentista.

– Recomendei a todos uma dieta, sem açúcares, bastante verduras, legumes, saladas, cereais, alimentos integrais e muito suco de frutas todos os dias; uma caminhada, de preferência à tarde.

Osvandir examinou as fotos, as fichas, copiou algumas, fotografou os pacientes e já ia seguindo para pousada quando foi chamado pelo Dr. até o seu gabinete.
– Venha aqui, chame seus colegas, vou mostrar-lhes agora os exames realizados neste final de semana.

Osvandir chamou Juvêncio e Waldemar para ver os exames.
– Olha este aqui da mulher de câncer, os tumores sumiram, não tem mais nada. Exames de sangue estão normais.
– Como pode ser!
– Não sei Osvandir, mas aconteceu! Aquele velho de setenta anos, com problemas na arcada dentária, aconteceu uma coisa muito mais estranha ainda: está nascendo um dente, vejam a foto e podem verificar com ele, ainda hoje. A arcada dentária não tem mais nenhum problema.
– Incrível, nunca vi um caso assim, – disse Juvêncio.
– Aconteceu só um caso semelhante, de terceira dentição, na Argentina, na década de setenta, – comentou Waldemar.

– A mulher que era estéril, está com ovulação normal, tudo indica que poderá procriar. A mulher que tinha diabetes não tem mais nada, conforme confirmam os exames. A menina com problema de rins, examinei os raios-X hoje, não tem mais nenhuma pedra.
O senhor de tuberculose, ainda apresentou algumas pequenas manchas nos pulmões, mas parece que vai sarar.
– Mas isto é fantástico! Não existe nenhum caso como este na ufologia mundial! Mas falta um, o caso do rapaz com AIDS.
– Este deixei para o final por que é mais complexo. Ele está reagindo bem, vai demorar um pouco, mas a sua recuperação parece estar garantida. Os exames de sangue estão caminhando para a normalidade. A doença está desaparecendo progressivamente. Como aconteceu tudo isso eu não sei explicar.
– Caro Doutor, este foi o caso mais interessante que participei até hoje e acredito que com o Waldemar aconteceu o mesmo.
– É verdade pessoal, jamais participei dum caso como este.
– Vou solicitar ao amigo Jacinto, que me envie as cópias dos exames, antes e depois, bem como fotos de quando chegaram ao posto. Vou passar-lhe o meu cartão.

Passado alguns dias chegaram pelo correio o material solicitado e uma cartinha do médico, dizendo que estava muito feliz pois o rapaz do caso da AIDS estava praticamente curado. Foram feitos outros exames suplementares em Belém e não deu nada.

Depois de alguns dias Osvandir imaginou que aquelas curas poderiam até estar relacionadas com a cromoterapia. As cores do Arco-Íris: Vermelho com doença de rins; amarelo com diabetes; verde e o câncer; azul benéfico para úlceras na boca e nova dentição e assim por diante.

E você leitor, o que acha?

Manoel Amaral

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OSVANDIR E O FENÔMENO SIDERAL

Capítulo I
Mistério no céu do Tauá

Ao abrir o jornal eletrônico Diário do Pará, de vários dias atrás, notou as seguintes manchetes:

Aparição de ÓVNIS assusta quatro comunidades
Ufólogos visitam Tauá para investigar ÓVNIS
Ufos em Santo Antônio do Tauá
Mistério no céu do Tauá

Pegou o primeiro avião para Belém, solicitou uma reserva no seu hotel preferido, através da internet. Procurou ler uma revista, um livro, nada estava bom. Parecia muito preocupado. Queria chegar mais rápido possível. Mas a viagem era longa, muitos quilômetros a serem vencidos sobre a floresta.

O seu colega ao lado, falava muito e repetia que entre Mato Grosso e Amazonas tinha um ponto onde os aviões caíam com mais freqüência. Ninguém sabia por quê. Era uma espécie de Triângulo das Bermudas, no meio da floresta.

Aquela conversa não agradou ao Osvandir que queria dormir, mas não conseguia. Resolveu então bater um papo com o colega. Apresentou-se:
– Meu nome é Osvandir, sou ufólogo, trabalho em pesquisas de fenômenos estranhos…

O cidadão ficou tão empolgado que foi logo interrompendo:
– Sou Juvêncio, engenheiro de minas, vou para Santo Antônio de Tauá, Pará.
– Mas que coincidência amigo, eu também vou para lá.
– O que pretende estudar naquele fim de mundo, Osvandir?

Naquele instante Osvandir sacou de sua maleta o seu note book e mostrou as manchetes nos jornais eletrônicos de Belém.
– Havia esquecido, você está atrás dos Ufos.
– Não! Procuro um fenômeno maior por trás disso tudo…
– Como assim; não entendi?
– Você talvez possa ajudar-me. Fiquei sabendo que no Norte do Estado do Pará existe uma ocorrência muito grande de vários minerais valiosos.
– É verdade, naquela região tem ouro, manganês, alumínio e cobre (associado a molibdênio, prata e ouro) e urânio.
– Você vai direto para Santo Antônio assim que chegar a Belém?
– Não, devo entrar em contato com a empresa onde trabalho. Irei no dia seguinte.
– Então está combinado. Iremos juntos. É até bom, nesse meio tempo visito uns amigos de Belém.
– Tudo combinado então. Olha só, já estamos chegando. Em qual hotel você está?
– No Plaza, procure-me que vou deixar recado na portaria.

Osvandir saiu do aeroporto direto para o hotel. Não teve tempo nem de subir para o quarto e encontrou um amigo.
– O que fazes por estas bandas, Osvandir?
– A procura dos fenômenos…

Foram almoçar juntos, era o seu amigo Waldemar de Souza, escritor de vários livros sobre ufologia. Ele estava ali para recolher dados de várias testemunhas sobre avistamento recente, para seu novo livro.

Osvandir falou que ia para Santo Antônio na manhã seguinte.
– Que coincidência eu também vou para aquele local, então poderemos ir juntos.

– De Belém até lá tem cerca de 60 km, passando pela Rodovia Federal BR-316 e pela Estadual PA-140, num bom carro gastaremos mais ou menos uma hora de viagem – disse Osvandir.
– Poderemos fretar só um carro e dividir as despesas.
– Vou ter que esperar um outro amigo que também vai pra lá, um tal de Juvêncio, engenheiro de minas, que trabalha para uma multinacional – disse Osvandir.

Manoel Amaral

Leia a continuação:

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_25.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_26.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_27.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_28.html

http://osvandir.blogspot.com.br/2010/11/osvandir-e-o-fenomeno-sideral-capitulo_29.html