OSVANDIR, OS LOBISOMENS E OS VAMPIROS

Capítulo II
A AURORA
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem
anunciar a aurora de uma grande realização.
(Martin Luther King Jr)

Tudo correu, no seu ponto de vista, maravilhosamente bem. Acordou com fôlego redobrado.

Calçou o tênis, vestiu uma camiseta, o seu calção e saiu para uma caminhada. Os pássaros, nos seus ninhos chilreavam por todo lado. O sol levantava-se preguiçosamente no horizonte.

Osvandir foi até o lago, lavou o rosto e pode notar um ser diferente na floresta. Esgueirava-se por entre as árvores. Parecia um cachorro, hora uma pessoa. Magro e pele quase branca, com pelos dourados.

Aquilo mexeu com os nervos do rapaz. Correu até a cabana, queria dizer para Joanna o que vira. Ela não estava na cama. Olhou por todos os lados e nada encontrou.

Onde estaria a sua amada? Enquanto estava envolvido com estes pensamentos viu alguém abrir a porta. Era Joanna. Interrogada, disse que vinha do quintal. Falou que estava a procura de um bom frango que queria matar para o almoço. Mas ninguém viu frango nenhum naquela cabana…

Fatos estranhos: o semi-animal na floresta, a ausência de frangos naquele local. As histórias não estavam conferindo com a realidade.

Naquele meio tempo, alguém bateu na porta, assustado Osvandir foi ver do que se tratava:
__ Bom dia meu Senhor, – cumprimentou Osvandir.
__ Bom dia nada! Mau dia! Perdi alguns animais.
__ Mas o que aconteceu? Disse Osvandir.
__ Um animal estranho atacou meu rebanho de cabras e matou três.
__ Comeu os animais?
__ Não. Apenas sugou o sangue!
__ Mas que coisa mais estranha. Eu vi um animal esquisito atravessar a floresta quando estava fazendo caminhada, hoje de manhã.
__ Como era esta criatura? – perguntou o sitiante.
__ Tinha algum pelo comprido, dourado e dava para notar a pele clara. Tive a impressão de tratar de uma pessoa, no entanto parecia um animal.
__ Por aqui nunca aconteceu uma coisa dessas.
__ Pode ter certeza que se aparecer mais algum fato novo levo ao conhecimento do Senhor. Onde moras?
__ Fico agradecido. Moro ali do outro lado do lago, próximo da estrada, ao lado de uma árvore de aroeira, bem velha, carcomida pelo tempo.
__ Então até breve. Ah! Como é o nome do Senhor?
__ Chamo José, mas todos por aqui me conhecem por Zezito das cabras. E o seu nome?
__ Sou conhecido como Osvandir, o ufólogo.

Manoel Amaral

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OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo VIII
OS FEITIÇOS DE HARRY
“Não vale a pena mergulhar nos
sonhos e esquecer de viver.”
Harry Potter em
O Prisioneiro de Azkaban

Lá numa cabana Harry abriu sua mala e pegou a sua inseparável vassoura e disse uma palavra mágica “Accio vassoura“, a vassoura partiu em sua direção.

Foi aí que ele resolveu testar as outras palavras mágicas: Pegou a varinha e apontou para si mesmo e disse: Desilusio e ficou completamente invisível.

Então ali tudo tinha voltado ao normal, quem sabe ele estava próximo de casa?!

Falou logo a Osvandir sobre seus poderes, os dois saíram pela ilha, mais precisamente pela praia. Muitos peixes pulando na água. Uma canoa abandonado e com parte da madeira quebrada, logo que a viu foi dizendo:
__ Praia da Canoa Quebrada, este nome não me é estranho, disse Osvandir.
__ Seria alguma praia de seu País?
__ Sei não Harry. Deve ser, é uma associação que veio à minha cabeça.

Engraçado, apesar de saberem que ali era uma ilha fluvial, dava a impressão que estavam em alto mar. Não dava para enxergar o outro lado do rio.

Resolveram adentrar na floresta a procura de uma água mais limpa para beber.

Um urso polar, branco, vinha em desabalada carreira, quando encontrou Harry e Osvandir, perto de uma grande árvore. Os dois subiram rapidamente naquele grosso tronco, para fugir da fera.

Harry pegou a sua varinha mágica e gritou: Eks-Peli-Ármus, o urso deu um pulo para trás e foi parar muito longe.
__ Que animal é esse?
__ É um urso polar. Já fui atacado por animal parecido com este. Tenho até hoje os sinais de suas garras em minhas costas.
__ Vou tentar transforma-lo num animal amigo. Apontou a varinha para aquela fera e gritou: Expecto Patronum.

Uma fumaça preta tomou conta do local, não dava para enxergar nada. Parecia que algo estava se movimentando próximo da árvore.
__ Que é isso? Assustado, gritou Osvandir.
__ É um animal amigo, da minha terra da magia, trata-se do hipogrifo, ele poderá tirar a gente daqui deste local.
__ Mas como? Ele voa? É muito grande, tem a cabeça de uma enorme águia e o corpo de cavalo, nunca vi nada igual! Falou espantado, Osvandir.

Desceram os dois daquela árvore e fizeram uma pequena reverência demonstrando boas intenções. O hipogrifo retribuiu a reverência, indicando que os dois poderiam aproximar-se.

Assim que caminharam em direção do fabuloso animal, um Dementador apareceu, surgindo no meio de uma fumaça preta e jogou Osvandir ao chão e estava tentando sugar toda a sua felicidade. Aquele ser maligno é representante da depressão, dos maus pensamentos e da aflição.
Harry apontou a varinha mágica para aquela figura e gritou uma palavra que não foi compreendida por Osvandir.

Aquele vampiro de alma saiu do corpo do Osvandir e sumiu na mata.

A paz voltou a reinar naquele local, encontraram a água que procuravam e levaram o hipogrifo para o acampamento, recomendando a todos que não se aproximassem do animal.

Os náufragos ficaram maravilhados com o estranho cavalo com cabeça de águia e duas possantes asas.

O Dr. Jack, líder do pessoal que caíra do avião estava tentando entrar em contato com algumas autoridades, através de um aparelho de rádio que conseguiram nos destroços de um avião, mas só um barulho muito estranho é o que se ouvia.

Estava faltando comida, Osvandir disse para o pessoal que tinham encontrado uma fonte de água potável próximo dali, cerca de dois quilômetros.

Mediante o inusitado da situação e daquelas figuras malignas que estava aparecendo no local Harry resolveu sair dali através do hipogrifo.

Conversou com Osvandir, perguntando o que ele achava, este concordou. Os dois montaram no animal voador e saíram, primeiro em voo rasante, para ver se ele agüentava os dois rapazes.
Como a ave voou normalmente, resolveram despedir do pessoal e dizer que iriam mandar socorro quando chegassem numa cidade qualquer.

Assim foi dito e cumprido. Quando Harry e Osvandir encontraram a primeira cidade, desceram, esconderam o animal numa toca e dirigiram a Delegacia da cidade, notificaram ao Delegado e pediu que avisasse ao Prefeito e demais autoridades sobre o desaparecimento do avião 518.

Ninguém acreditou neles, achavam que estavam querendo publicidade.Retornaram ao local onde tinham escondido o hipogrifo não o encontraram. O que teria acontecido?

MANOEL AMARAL