ELEIÇÕES NOS EUA

ELEIÇÕES NOS EUA

E o candidato que ninguém esperava ganhar a eleição nos EUA surpreendeu todo mundo.

Foi uma candidatura muito parecida com a de Kalil, candidato a Prefeito de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Também foi uma das disputas mais acirradas dos últimos anos.

Disse que não governaria com velhas raposas políticas.

Chegaria à reta final com poucos pontos de frente, conforme os prognósticos da maioria das empresas de pesquisas.

“Você vai para a urna sabendo o que quer: saúde, educação, transporte e segurança. Mas no seu caminho vão tentar te entregar muito ódio e mentira pra deixar você em dúvida. Olhe pra frente, pense se você quer continuar sentindo vergonha dos políticos do Brasil, envolvidos nas Lava Jatos da vida. Você não precisa escutar mais mentiras. Mas pode votar em quem nesta campanha só falou a verdade, mesmo quando foi atacado covardemente.”  (Alexandre Kalil, PHS, Candidato à Prefeitura de Belo Horizonte)

A maioria dos institutos de Pesquisas de opinião indicavam uma vitória da Democrata Hillary, mas ao final da apuração tiveram uma surpresa: o republicano Trump  ganhou em quase todos estados americanos.

Trump fez uma campanha violenta prometendo construir um muro na fronteira com o México, contra o livre comércio, deportar imigrantes, rever vários acordos internacionais, combater o Estado Islâmico, geração de empregos, contra controle de armas, etc.

Já Kalil, empresário, obtém sucesso com discurso de críticas a caciques e legendas.

Os dois desacreditados quando lançaram as suas candidaturas, mas com uma campanha contra o sistema político vigente, conseguiram chegar à vitória.

Frases de
DONALD TRUMP

“Quando o México manda seu povo para os EUA, não está mandando as melhores pessoas, mas cidadãos com muitos problemas. Eles estão trazendo drogas, crimes. São estupradores. Alguns, eu acho, são boas pessoas.”
(No lançamento da campanha, em julho de 2015)


“Se você não fica rico ao lidar com políticos, há algo de errado com você.”

(Durante discurso na Carolina do Sul, em julho de 2015)

“Aquilo (não pagar impostos) faz de mim alguém esperto.”
 
(Durante debate com Hillary. Questionado sobre suas declarações de imposto de renda)

“Ninguém tem mais respeito pelas mulheres do que eu. E as mulheres têm respeito por mim e quero dizer-vos que eu vou tornar o nosso país seguro, vamos ter fronteiras no nosso país, coisa que não temos agora.”

(Durante debate com Hillary. A pergunta era sobre o vídeo no qual ele fala sobre a forma como se aproveita sexualmente de mulheres)

“Se vencer, darei instruções ao procurador-geral de Justiça para que nomeie um procurador especial para que investigue a sua situação porque nunca houve tanta mentira e tanta coisa oculta. “

(Durante debate com Hillary Clinton)

“Eu poderia parar no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém, e não perderia nenhum eleitor, ok?”

(Em evento durante a campanha presidencial)

“Na Guerra Fria, tínhamos um teste de verificação ideológica. Já passou da hora de desenvolvermos um novo teste.”
(Durante um comício, em agosto de 2016)


Manoel Amaral

O CANDIDATO QUE GANHOU A ELEIÇÃO

O CANDIDATO QUE GANHOU A ELEIÇÃO


Candidato: palavra que vem do latim, “cândido,
ou seja, puro, sem pecado, desprovido de ganância e
maldade que visa o bem comum e não pessoal.”
Feliz está o candidato que ganhou a eleição. Foi tanta emoção, tanto apoio (forçado), que quase morreu do coração.
Trabalhou tanto. Nem vamos falar nos cafés vencidos, biscoitos duros, conversas fiadas, pedidos dos eleitores, dinheiro gasto, campanha contra o tempo, outros concorrentes e tudo mais.
Vários cabos eleitorais ajudando em todos os bairros, interessados na partilha de cargos.
Vereadores rasgando a sola do sapato para elegê-lo e ficar na lona, sem nada. Aguardar a próxima. Quem sabe uma migalha na Prefeitura para servir de consolo.
Nem vamos falar da decepção com os eleitores de duas caras, que mostram uma e depois aplicam a outra. Prometem votar em todo mundo e não votam em ninguém. Às vezes nem títulos têm, ou são analfabetos, votam errados em números que não existem.
Candidato a Prefeito é bem mais fácil que Vereador. Todos ajudam quem tem ou não tem interesse.
As coligações e aquele batalhão de pessoas tentando convencer outro batalhão de indecisos.
As pesquisas (compradas) são despejadas em todos os lugares, convencendo até poste a votar no dito cujo.
Em cidade pequena é ainda melhor, poucos são os que votam e muitos os que ajudam.
Os candidatos de primeira viagem são logo orientados pelos experientes chefes de campanha (!).
As mulheres, não acostumadas, sofreram várias cantadas e quebraram muitos saltos de sapatos. As rasteirinhas deram uma verdadeira rasteira nelas, mas chegaram à reta final, ilesas.
No início, os santinhos não chegavam, era aquela ansiedade, quando chegavam tinham muito erros. Eram distribuídos assim mesmo, não havia tempo para correção. As gráficas todas cheias de promessas não cumpridas.
O programa photoshop ajudou muitos candidatos. Uns ficaram até irreconhecíveis. Algumas plásticas aqui, outras acolá. Botoque no cantinho dos olhos. Sobrancelhas levantadas, cílios e pelos das sobrancelhas arrancados e uma porção de truques levaram os candidatos à vitória.
Os prometidos patrocínios chegaram rápido e canalizado para a sua candidatura. Os candidatos a Vereadores ficaram a ver navios.
Os apelidos não ajudaram em nada, pelo contrário, atrapalharam. Hoje as urnas eletrônicas não querem saber de nome, sobrenome ou apelido, só engolem números e vomitam resultados.
Muitos eleitores não sabiam em quem votar devido ao grande número de papéis na cidade. Partidos então, um montão. Nem sabemos para que tanto partido. Três ou quatro já seriam ótimos.
Os bons, os maus e os que não tinham a menor ideia de nada, estavam ali, sendo malhados pelo povo, como se palhaços fossem.
Santinhos, cartazes, eram todos massacrados, rabiscados, amarrotados e jogados no lixo. Sem contar os bigodinhos, óculos, dentes de vampiros, chapéus e outros nomes impublicáveis, eram acrescentados em tudo que era distribuído ao eleitor.
Todos queriam um candidato perfeito. Não existe candidato perfeito, todos têm os seus defeitos e qualidades.
Era uma festa! Agora só papel, papel e mais papel. E nem serve para rascunho, está escrito dos dois lados.
Muitos candidatos inexperientes distribuíram páginas inteiras nas ruas. Não adianta o povo não lê. Quanto menos texto melhor. O que vale são as imagens. Jornal tem que ter muitas fotos e um texto pequeno. No caso da internet, quanto menor o texto, melhor.
Ah, ia esquecendo. E alguns candidatos que largaram a rua e enveredaram na internet. Ficaram só facebookando, tuitando, youtubando e internetando. Pura bobagem, em cidade pequena não surtiu efeito nenhum. Também curtir, sair seguindo alguém, vendo pequenos e horríveis vídeos caseiros ou pesquisando site e blog de candidatos não quer dizer voto garantido.
Ainda bem que os vencedores deram um basta ao Facebook, coisa de quem não tem o que fazer. Ora pois, pois; ficar clicando a noite inteira não traz nenhum eleitor para as urnas.
Muitos ficaram pelo meio do caminho: assassinados, enfartados, sequestrados, “acidentados”, tudo por paus-mandados.
E depois das eleições, a posse e finalmente as contas para pagar.
Manoel Amaral
Veja o “Candidato que perdeu as eleições” no link abaixo:
http://osvandir.blogspot.com.br/2012/10/o-candidato-perdeu-eleicao.html