A MORTE VEIO DO ESPAÇO

A MORTE VEIO DO ESPAÇO
CAPÍTULO I
O SATÉLITE LOUCO
Imagem Google
Aquele satélite militar sob o número 12.12.12 fora lançado há alguns anos, numa daquelas operações sigilosas da NASA, muito dinheiro investido no projeto, vindo das polpudas verbas secretas recebidas do orçamento da união.
Trabalhou muitos anos a serviço da CIA, do FBI, e muitos outros órgãos federais de segurança.
No começo deste ano, uma informação estranha chegou aos mesmos órgãos indicando que qualquer coisa não ia bem com o caríssimo satélite.
Um zumbido desconhecido que fazia todo mundo ficar meio doido. Saiu da rota original. Muitas tentativas foram feitas para recuperar os milhões de dólares gastos no empreendimento.
Em caso de guerra eletrônica, ele seria o primeiro a desencadeá-la, com os inúmeros dispositivos que possuía.
E isso já estava acontecendo. O satélite primeiramente atingiu com o seu possante raio laser um vulcão inativo, que passou imediatamente a entrar em atividade.
Um terremoto foi localizado num setor, também obra do poderoso equipamento militar, que girava no espaço.
Alterações na temperatura, chuvas fora de época. Furacões, tornados. Frio excessivo em locais onde outrora fazia o máximo de calor.
A camada de gelo das calotas polares estava derretendo enquanto nas regiões tropicais o frio estava prejudicando vários países.
Colheitas perdendo por chuvas, outras torrando por causa do sol.
O litoral brasileiro, com sol quase o ano inteiro, agora estava constantemente sob chuva, granizo, queda de barreiras, estradas intransitáveis.
Os órgãos de segurança dos EUA estavam preocupados com outras coisas que o satélite poderia fazer.
E a preocupação aumentou quando a primeira grande cidade dos EUA foi atacada em vários lugares. Grandes edifícios, aeroportos, templos, monumentos, viraram entulho.
O Pentágono, de barbas de molho, pelo pequenino ataque da época do WTC, em 2001, (avião ou foguete?) a gora estava diante de algo criado por eles mesmos. Uma arma poderosíssima, que poderia lançar sobre a terra vários raios ao mesmo tempo.
Manoel Amaral
A MORTE VEIO DO ESPAÇO
CAPÍTULO II
PENTÁGONO VIRA CINZAS
Imagem Google
E não durou muito a preocupação, na manhã seguinte o poderoso edifício fortemente guardado por muitos anos, num segundo, foi torrado por um dos maiores raios do satélite. Não sobrou nem escombros, tudo ficou derretido e um enorme buraco. Nem os andares mais profundos ficaram para contar a história.
Passado alguns dias e a arma atacando o mundo inteiro, um simples cidadão resolveu ver o buraco do Pentágono e cavaca daqui, cavaca dali, encontrou umas pepitas de ouro. O enorme buraco transformou-se na maior mina de ouro, em céu aberto, do planeta. Maior que a Serra Pelada, do Brasil.
Num dos filmes do ano 87, “O Milagre veio do Espaço”, de Steven Spielberg, pequeninas naves espaciais vinham à noite recuperar tudo que fora destruído durante o dia, naquele prédio destinado a demolição, pois o proprietário do terreno ergueria ali um conjunto de edifícios moderníssimos, de vários andares. Os pequenos discos-voadores ajudavam os velhinhos, moradores do local, a organizar o que os vândalos contratados por um testa-de-ferro destruíam.
Agora a morte estava vindo dos céus, através de um satélite militar enlouquecido.
Sete grandes vulcões já estavam em erupção, os gases já apresentavam um grande perigo para as pessoas, animais, agricultura e propriedades. Erupções vulcânicas podem produzir quantidades letais de gases tóxicos, como o Dióxido de Enxofre, Dióxido de Carbono e Ácido Fluorídrico.
Maremotos causavam tsunamis em todo planeta. O clima estava todo alterado.
O jornal de hoje, 8 de novembro, anunciava:
“Um asteroide número 2005 YU55, de 400 metros de comprimento, passará perto da Terra na terça-feira (8/11), em uma aproximação rara que não representa risco de impacto para o planeta. Quando eles se aproximar, às 21h28 (horário de Brasília) desta terça-feira (8) ele estará a apenas 324.600 quilômetros da superfície da Terra – mais próximo que a Lua.”
Estava armado o esquema de que a NASA precisava, sigilosamente ela enviou alguns foguetes contra o asteroide, para que este entrasse em rota de colisão contra o satélite que causava tantos problemas.
Manoel Amaral
A MORTE VEIO DO ESPAÇO
CAPÍTULO III
O ASTEROIDE
Imagem Google
É a primeira vez, há mais de trinta anos, que um objeto tão grande passaria tão perto da terra. Vieram astrônomos do mundo inteiro para observá-lo, diretamente das terras do Tio Sam.
Oportunidade melhor não poderia surgir do que essa. Com seus possantes telescópios dirigidos para aquela região tentando não perder nada.
Foi aí que um deles percebeu que uma pequena explosão surgiu na parte inferior do asteroide. E mais outra, cujos clarões eram perfeitamente percebidos da terra.
Ampliando a imagem notou que poderia ser foguetes. E acertou, eram mesmo os foguetes da NASA que estava tentando alterar a rota daquele asteroide que virou manchete nos jornais do mundo inteiro.
O satélite descontrolado estava recebendo mensagens e não as processava. Continuava atirando por todos os lados.
Tudo estava indo como planejado pelos cientistas. O encontro era eminente. Canais de TV, jornais, internet, já haviam descoberto o truque da NASA. Manchetes pipocavam por todos os lados:
ASTEROIDE VAI EXPLODIR SATÉLITE MILITAR”
Houve uma explosão, um choque, metais derretidos, pedaços caindo por todos os lados e o asteroide seguiu como se não tivesse sofrido nenhum arranhão.
O satélite avariado continuou atirando, desta vez para lua, até que a NASA, pudesse dar um fim naquela engenhoca infernal.
E a nossa lua sob constante ataque de raios lasers, de uma arma terrestre.
Até quando ela irá suportar?
Manoel Amaral

A MORTE VEIO DO ESPAÇO

A MORTE VEIO DO ESPAÇO
CAPÍTULO I
O SATÉLITE LOUCO
Aquele satélite militar sob o número 12.12.12 fora lançado há alguns anos, numa daquelas operações sigilosas da NASA, muito dinheiro investido no projeto, vindo das polpudas verbas secretas recebidas do orçamento da união.
Trabalhou muitos anos a serviço da CIA, do FBI, e muitos outros órgãos federais de segurança.
No começo deste ano, uma informação estranha chegou aos mesmos órgãos indicando que qualquer coisa não ia bem com o caríssimo satélite.
Um zumbido desconhecido que fazia todo mundo ficar meio doido. Saiu da rota original. Muitas tentativas foram feitas para recuperar os milhões de dólares gastos no empreendimento.
Em caso de guerra eletrônica, ele seria o primeiro a desencadeá-la, com os inúmeros dispositivos que possuía.
E isso já estava acontecendo. O satélite primeiramente atingiu com o seu possante raio laser um vulcão inativo, que passou imediatamente a entrar em atividade.
Um terremoto foi localizado num setor, também obra do poderoso equipamento militar, que girava no espaço.
Alterações na temperatura, chuvas fora de época. Furacões, tornados. Frio excessivo em locais onde outrora fazia o máximo de calor.
A camada de gelo das calotas polares estava derretendo enquanto nas regiões tropicais o frio estava prejudicando vários países.
Colheitas perdendo por chuvas, outras torrando por causa do sol.
O litoral brasileiro, com sol quase o ano inteiro, agora estava constantemente sob chuva, granizo, queda de barreiras, estradas intransitáveis.
Os órgãos de segurança dos EUA estavam preocupados com outras coisas que o satélite poderia fazer.
E a preocupação aumentou quando a primeira grande cidade dos EUA foi atacada em vários lugares. Grandes edifícios, aeroportos, templos, monumentos, viraram entulho.
O Pentágono, de barbas de molho, pelo pequenino ataque da época do WTC, em 2001, (avião ou foguete?) a gora estava diante de algo criado por eles mesmos. Uma arma poderosíssima, que poderia lançar sobre a terra vários raios ao mesmo tempo.
Manoel Amaral


O VELHO TIO SERAPHIM – I

O VELHO TIO SERAPHIM
Capítulo I
Afinal uma cabeça pensante

Seraphim, assim com ph, parecia antiquado, mas a sua verdadeira história iria demonstrar que o que ele fez, pouca gente faria.

Ele vinha de uma cidade do nordeste, bem no meio do sertão, onde só crescia a caatinga.
Resolveu estabelecer-se naquela terrinha das fofocas, das mentiras, dos papos furados, onde quase ninguém trabalhava, na maioria aposentados.

Jilópolis era assim mesmo, terra da amargura, até no nome.

Não muito acolhedora, sem hotéis, sem restaurantes, sem posto de combustível, sem nada. Até o Prefeito fora cassado por causa de desvio de verbas. Mas não adiantou muito, o que entrou no seu lugar continuava a roubar mais que o anterior.

E Seraphim fora parar numa terra dessas, sem dono, sem lei, perdida num interior pior que o pior interior.

Ali ele não conseguiu arranjar amigos, já velho, ranzinza, cabeça branca, boina de intelectual, nariz adunco. Figura meio difícil de engolir. Ainda mais que não dava bola para ninguém.
Gostava de mulher só bem mais nova que ele, no mínimo 40 anos. Ele acabava de completar 70 anos e ainda considerava-se um jovem.

Bebia, somente vinho italiano. Fumava, somente charuto Cohiba Robusto, importados diretamente de Cuba.

Tinha um notebook novo e outro usado. No segundo ninguém punha as mãos. Coisas secretas do velho, enigmas e mais enigmas. Arquivos protegidos por senhas. Milhões de informações sobre todos os assuntos possíveis, até os mais simples como charadas.

O notebook novo era só para surfar na net. Às vezes permitia que algumas visitas escolhidas usassem o teclado, por pouco tempo.

Escrevia todos os dias. Levantava de madrugada com uma ideia na cabeça e passava logo a digitá-la. Quando chegava da rua, do boteco, da praça, ia logo para o computador.

Fazia ponto no “Recanto dos Velhos”, lá naquela terrinha não tinha nada destas frescuras de idosos, eram velhos mesmo. Os de cor escura eram chamados de pretos, eles não conheciam essas bobagens inventadas por intelectuais: afrodescendentes. Índio era índio, indiano era nascido na Índia. E político era honesto, do contrário: rua!

Quem olhava assim, na primeira chegada, não acreditava, mas Jilópolis era bem velhinha. Já estavam preparando a festa para os seus trezentos anos. Fora fundada por António Jiló, cidadão vindo de Algarve, no sul de Portugal. Quanto ao nome Jiló dizem que ele tinha uma plantação desta fruta, considerada erroneamente como leguminosa.

Quando foram escolher o nome alguns letrados queriam colocar Bitterlândia, mas prevaleceu o bom censo, nada de inglês, o primeiro coincidia com o nome do fundador.

Um velhinho até refutou:
– Bitterlândia é coisa de fresco!

E assim a história de Jilópolis nasceu com discussão até no nome. Era fácil, nem precisava dizer nada, era só unir o dedo indicador ao polegar e manter os demais abaixados. Estava criado o símbolo que representava o nome da cidade.

Quando perguntavam:
– De onde você é?
O cara levantava o braço com o sinal convencional. Muito fácil assim… facim.
Tudo era motivo de discussão, até caixa de fósforos, quando compravam, contavam o número dos pauzinhos, se faltava um, pra quê! Era aquele fuzuê. Cada cidadão por ali vivia aquela vidinha miserável até a chegada de Seraphim.

Ele foi o divisor de águas: antes e depois.

Viveu sem se envolver por cinco anos, depois não aguentou. Filiou-se a um partido, queria ser Vereador. Não deixaram, queriam que ele fosse candidato a Prefeito.

Veio, viu e venceu… a eleição. Não deixou nenhum candidato de pé. Derrubou todos, não ficou pedra sobre pedra. Caíram mais rápidos do que as torres gêmeas do WTC. Foi a maior votação que Jilópolis já teve, 90% dos eleitores votaram nele. O slogan era o seguinte: “Seraphim será o começo!”

(Continua)

Manoel Amaral

http://osvandir.blogspot.com