O CURIOSO RETORNO

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Enquanto Osvandir se safava do urso polar, ouviu três tiros vindos do Portal do Tempo. Era Sawyer que ainda não tinha desaparecido pelo plasma para a viagem. Um dos tiros pegou de raspão na cabeça de nosso herói, que sangrava muito. Os outros dois atingiram certeiramente aquela fera louca e deslocada de seu habitat, fato que acontecia sempre naquela ilha perdida do Pacífico.

Não sabemos se pelos tiros, ou qualquer outro problema, o Portal não aceitou o intrépido Sawyer e o cuspiu violentamente contra algumas rochas do paredão.

Assim que abriu os olhos tratou de acudir seu companheiro que jazia estirado no chão, desmaiado. Amarrou um trapo na sua cabeça, onde o tiro havia deixado um pequeno corte, logo acima da orelha.

Do outro lado daquele Portal, em pleno espaço, sem saber onde estavam e em que viajavam, seguiam Dr. Mendonça, Alvimar, Manoel, Ildebrando; Joaquim, o  fotógrafo, estes Argonautas que não tiveram medo de enfrentar o espaço/tempo, a realidade e a fição. De repente sentiram um baque surdo, acabavam de penetrar numa máquina voadora.

Alguma coisa não ia bem naquela nave, um dos pilotos parecia falar russo. Numa linguagem irreconhecível pedia Vodca…

Depois de girar no espaço, enfrentar mundos e fundos, os nossos viajantes do tempo aterrizaram próximo de um canavial. Eles, os pilotos, estavam muito surpresos, como aqueles cinco foram parar em sua nave espacial. Seria sabotagem ou alguma nova experiência da CIA?

Ao saírem da cápsula Soyuz notaram qualquer coisa estranha, pois foram recebidos por pessoal não técnico, numa região rural, “Eles estavam muito surpresos e não podiam acreditar em seus próprios olhos. Um deles perguntou se a cápsula era um barco. Outro disse que nós poderíamos ter pulado de um avião”. O piloto russo então contou a eles que eram astronautas, “Eles acenaram com a cabeça, mas então perguntaram de novo de onde tínhamos vindo. Eles não podiam acreditar que tivéssemos estado no espaço. Eles só acreditaram em nós quando viram nossas roupas espaciais”, disse.

Dr. Mendonça e seus amigos cuidaram de escapar o quanto antes, dos fotógrafos, repórteres e dos Americanos que já estavam chegando naqueles helicópteros gigantes e pretos, parecidos com gafanhotos.

Desceram pelo canavial e avistaram alguns foguetes, Manoel achou que estavam chegando a casa de Dr. Mendonça, em São Paulo, puro engano!

__ As cápsulas russas nunca foram projetadas para descer no mar. Desde os tempos de Gagarin, este é o modus operandi dessas naves: descem de pára-quedas e nos últimos segundos, são disparados alguns foguetes que ajudam a aliviar o “impacto”. Elas devem (ou deveriam) ter sim um sítio apropriado para essas aterrissagens, em geral, áreas sem risco para outros. Comentava Dr. Mendonça com Ildefonso.

__ Acho que nossa entrada na nave deve ter alterado a sua rota, completou Alvimar Cruz.
__ Pode ser aqueles tiros do Sawyer no Portal do Tempo que tenha desviado a gente da rota, falou Manoel.

Seguindo a caminhada os cinco Argonautas brasileiros avistaram lá embaixo o Cabo Canaveral.
Todos ficaram muito surpresos, não estavam na Rússia, em São Paulo ou qualquer outro lugar conhecido. Dr. Mendonça tranqüilizou-os e disse que já conhecia a região quando de uma visita que fizera ao local. Foi ele mesmo quem explicou para todos o seguinte:

__ Cabo Canaveral (Cabo Canavial), é uma faixa de terra dos Estados Unidos de uma região denominada Brevard, situada na parte costeira oriental, no estado da Flórida. A maioria das naves espaciais dos Estados Unidos rumo ao espaço, são de lá lançadas.

__ Cabo Canaveral foi escolhido como local para o lançamento de foguetes a fim de se situar mais próximo possível do equador e desta forma conseguir lançar um foguete com a menor energia possível, aproveitando-se o movimento de rotação da Terra. Desta forma os foguetes sempre são lançados para o leste sobre o oceano, distante de centros populacionais, completou o Joaquim, o fotógrafo.
__ Vários lançamentos-testes foram realizados entre 1949 até 1957. Lançamentos de destaque incluem o lançamento do primeiro satélite artificial americano em 1958, o primeiro voo espacial com um tripulante a bordo em 1961, e o primeiro voo espacial levando astronautas à lua, na famosa missão Apollo XI, em 1969, concluiu Ildebrando.

Retornando a Ilha de Bost, lá estavam Osvandir e Sawyer seguindo para o acampamento quando notaram no céu mais de mil balões coloridos puxando alguma coisa com se fosse um barco de borracha.

(CONTINUA…)

Manoel Amaral
Obervação: FANFIC DE LOST. “Fanfic são histórias criadas por fãs baseado em animes, bandas, celebridades, séries, mangás, músicos, livros, filmes,”

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