OSVANDIR E A VIAGEM

Imagem Google

Uma história bem construída, é igual a um relógio, com uma porção de peças interligadas, todas as quais são necessárias para moverem umas às outras.
(AL… Zuckerman



Enquanto Osvandir gritava de dor, com um osso da costela, quebrado, aquele pequeno, lá perto do rim esquerdo e as costas toda arranhada pelas garras do urso polar, sem contar com o corte, acima da orelha esquerda, resultado de um tiro desferido pelo seu colega, que na realidade era para atingir o feroz animal; Fernando Sawyer ria muito da situação.
Arrancaram duas unhas do estranho animal, para guardar de recordação desta inesquecível aventura.
Em Cabo Canaveral a situação não estava boa para os cinco brasileiros. Sem documentos, foram conduzidos para interrogatório. Dr. Mendes solicitou a presença de algum representante da Embaixada do Brasil para acompanhar os depoimentos.
Ele já havia explicado aos policiais que estavam todos fazendo turismo, que foram assaltados e perderam malas, dinheiro e documentos. Porém esta história não estava convencendo os policiais. Com a chegada do representante de nossa embaixada, Dr. Mendes, em particular, contou-lhe apenas parte da aventura. Até porque ele não iria mesmo acreditar na verdade.
Resolvida a situação, todos foram embarcados no próximo avião para São Paulo. Dali cada um seguiu para sua casa: AL foi para sua adorada Bahia, Manoel e Fábio seguiram para Minas Gerais. ILDE resolveu permanecer alguns dias na casa de Dr. Mendes para discutirem sobre filmes de ficção, seriados LOST e JERICHO, Big Bang, física quântica, galáxias, viagens espaciais e outros assuntos de interesse dos dois. Nas horas vagas iriam montar as maquetes de foguetes e aviões acompanhado de muito vinho e licor.
Na Ilha de Bost, Osvandir e seu amigo retornaram para o acampamento da praia. Dr. Jack ao vê-los, foi logo ao encontro dos dois. Notando os ferimentos cuidou de lavá-los, colocando algumas plantas e cobrindo-os com pequenos tecidos. Deu-lhes de beber da água da fonte da cachoeirinha.
Fernando, mais disposto, contou toda a história do Portal do Tempo ao Doutor, que não queria acreditar. Ele achava que os “Outros” haviam capturados os cincos amigos do Osvandir.
À noite, foi um sacrifício enorme para nosso herói conseguir dormir. Ele ainda continuava a delirar, dizendo que via Discos Voadores, Mãe do Ouro, Sondas, Naves Espaciais e Estrelas Pulsantes. Dizia frases em aramaico, língua antiga, da época de Jesus.
De madrugada, um clarão muito forte surgiu sobre as barracas da praia. Todos assustados saíram gritando. Só Osvandir não saiu. Continuou dormindo. As aventuras do dia anterior tinham esgotado suas forças. As luzes acendiam alternadamente: azul, vermelho, verde.
Quando já estava amanhecendo as luzes se apagaram num piscar de olhos. Ninguém viu mais nada. Nem fumaça, som de motor, nada. O que seria aquilo? Helicóptero? Avião? Balão? Ninguém aventurava a dizer o que seria…
Como o espetáculo acabou, cada um seguiu o seu trabalho. O gordo Harley foi pescar. Dr. Jack saiu com Fernando para verificar o Portal do Tempo. David Felipe, seu filho Vincent e seu cão, foram caçar preás na mata. Até o Charlie Garrafinha resolveu tocar o seu violão. Kate Nat que há muito não aparecia, resolveu desfilar na praia. Alex Sayid e Papai Locke Macarroni foram consertar o aparelho de rádio que encontraram no avião.
Pedro Benjamin, mais conhecido por Bem, foi visto próximo do paredão dos Maias.
O dia estava terminando, todos estavam voltando para o acampamento. Foi Gyselle Shannon, que sempre acordava quando estava escurecendo, que notou um silêncio muito grande na barraca do Osvandir. Resolveu olhar e saiu gritando:
__ O Osvandir sumiu! Dr. Jack, Dr. Jack!
Locke chegou primeiro, analisou o local e achou tudo muito estranho. No teto da barraca havia um buraco de um metro de diâmetro, a lona estava chamuscada. A cama estava normal, mas as cobertas encontravam-se estendidas pelo chão. Sua conclusão foi a seguinte:
__ Parece que algo capturou o rapaz pelo teto. Vejam o buraco!
O que teria acontecido? Pergunta que todos queriam a resposta.
Com a chegada de Dr. Jack várias hipóteses foram aventadas. Locke falou que poderia ser aquele dinossauro T-Rex que engoliu o piloto na semana passada ou então aquela fumaça negra que anda na mata, assustando as pessoas.
Toda ilha foi vasculhada, até o paredão dos Maias foi visitado. Nada foi encontrado.
__ Ontem à noite, na hora das luzes, alguém viu alguma diferente coisa sobre a barraca? Perguntou Dr. Jack.
__ Eu vi um foco de luz branca, leitosa e muita fumaça, envolvendo a barraca do Osvandir, por volta das três horas da madrugada, disse Danielle Jaqueline, a francesa.
Todos não tiveram mais dúvidas sobre o destino do Osvandir:
__ Ele foi seqüestrado pelos “Outros” ou abduzido pelos ETs da Montanha Negra.
(Continua…) Manoel
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One thought to “OSVANDIR E A VIAGEM”

  1. Oi Manuel,
    estou passando rapidinho pra mandar um olá, volto depois pois já são quase meia noite e amanhã o dia corre solto!!
    Parabéns pelo blog,
    diOli

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