OSVANDIR NO CEARÁ III

Capítulo I
O ENCONTRO COM MOURA
“Chamam isso aqui de Terra da Luz” Moura

Osvandir ao seguir para casa do Moura, encontrou novamente com alguns assaltantes num beco escuro e sem saída. Um deles portando arma em punho, queria tudo: dinheiro, jóias, relógios, celular e até o tênis de marca.
– Calma, calma, disse Osvandir. Vocês podem levar tudo o que quiserem. Segure meu celular, o anel de ouro e o relógio. Leia a marca. É um Rolex, de ouro, custou 800 pratas.

Quando o assaltante do 38, pegou com a mão esquerda, o celular, o anel e foi ler a marca do relógio, Osvandir retirou rapidamente de trás da sua cintura, no lombo, uma pistola CZ, calibre 7,65, que já estava engatilhada e atirou na coxa direita do assaltante. O bandido soltou tudo o que tinha nas mãos e segurou a coxa, que estava sangrando.

Havia um grandalhão encostado em um táxi branco estacionado e gritou para o Osvandir. Entra logo aqui, jovem!
— Você está bem? Que pergunta besta. Também já fui assaltado!

Osvandir ainda estava com a pistola na mão e antes de sentar ao lado do motorista a enfiou entre a calças e o lombo na altura da cintura
— Você tem porte de arma? Perguntou o motorista.
— Tenho sim, disse Osvandir, com a testa franzida, demonstrando muita preocupação. Consegui um porte com um amigo meu da PF. Meu nome é Osvandir. Venho de Minas.
— Meu nome é Salvador. Não se preocupe. Vi você saindo do Othon. Assisti ao assalto. Você tem algum outro lugar par ir?
— Tenho aqui o endereço de uma amigo meu. Podemos ir pra lá. Tirou um pedaço de papel de sua carteira e o entregou ao motorista. Sabe onde fica?
— Não se preocupe. Dá pra achar.

O táxi tomou a direção do sertão, pelos lados do bairro Montese. O motorista fez o percurso contando histórias de assaltos em Fortaleza. Ouvindo as histórias ficou pensativo e preocupado. Veio para um lugar perigoso, conforme informações do Manoel.

O táxi parou em uma casa com muro de pedra. Osvandir pagou a corrida e recebeu um cartão do motorista, com o número do telefone.
— Obrigado pelo que você fez por mim, lhe devo muito. Boa sorte pra você!
— Obrigado. Pra você também. Boa viagem.

Osvandir desceu e apertou a tecla da campainha da casa. O portão foi aberto por um velhinho de cabeça branca.
— Aqui é a residência do Moura?
— Sim, sou eu.
— Sou o Osvandir, amigo do Manoel, que deve ter comunicado minha vinda a Fortaleza e Quixadá.

Um sorriso mais largo se abriu no rosto do Moura, que estendeu a sua mão direita e apertou a mão do Osvandir.
— É um prazer conhecê-lo e o tê-lo aqui em casa.

A entrada distava uns 15 metros para o alpendre da casa, que tinha um jardim ocupando toda a área.

Moura puxou umas cadeiras de jardim, brancas e as colocou uma de frente para a outra e disse:
— Por favor, sente aqui Osvandir. Acho que temos assunto a tratar.

Do alpendre Moura chamou sua esposa, Da. Conceição e fez a apresentação de ambos.
— Conceição, este é o Osvandir, um ufólogo recomendado pelo meu amigo Amaral. Ele está de passagem por Fortaleza para visitar Quixadá. Eu o convidei para almoçar conosco.
A dona da casa disse que informaria quando o almoço estivesse pronto.

— Onde você está hospedado? Perguntou o Moura.
-– Estou no Othon Palace Hotel, perto da praia.
-– É um excelente hotel.
— Vim visitar Quixadá, mas não sei nem por onde começar. Vi alguma coisa pela Internet pelo meu notbook.
– Talvez você tenha lido sobre a agência de turismo, Sertão & Pedras. Vou ligar pra lá, agora mesmo. Já tenho anotado aqui todos os dados.

Iniciou a conversa com a referida Agência, pedia informações e Osvandir ia anotando tudo.

Moura disse:
– Tudo acertado, Osvandir. Você almoça aqui. A comida não é tão chique quanto no Othon, mas dá pra comer.

Moura continua a conversa:
— Como você foi tratado até agora?
— Fui assaltado na saída do hotel, quando pretendia ver a praia, que em Minas não tem.

Osvandir contou sobre o assalto sofrido e a ajuda do taxista Salvador.
— Não é nenhuma novidade. Você agiu como um Agente da Cia, disse o moura que continuou falando:
— Você fez muito bem. Aliás, como Amaral já o alertou; bandidos também assaltam até ônibus intermunicipais, nas paradas, ou já viajam neles desde o terminal de ônibus.
— Caro Moura, já fui assaltado também em um avião de turismo da Oceanic, pode verificar como foi na minha história no blog.

Moura continuou falando:
— Na Av. Beira Mar, já foram assaltados este ano, o Presidente do STF e o nosso ex-vice Governador, Lúcio Alcântara.

Osvandir, mudou de assunto e disse: – O Manoel indicou você porque sabe que é um dos poucos que acreditam em OVNIS. Sabe alguma coisa do assunto, acontecido em Quixadá?

(Continua…)

(Moura e Manoel)

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