Os Palavrões

OS PALAVRÕES
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Chove aos borbotões lá fora e eu aqui escrevendo sobre palavrões.

Há alguns anos os palavrões não poderiam de espécie alguma ser pronunciados em recinto familiar ou em grupos.

Lá em casa quem quebrava a regra era denominado de “Boca Suja” e apanhava muito.

Mulheres não podiam, de jeito nenhum, pronunciar palavrão.

Agora abro a página do Facebook e vejo palavrão de cima até o final e até nos comentários, e que é pior: várias mulheres falando aqueles cabeludos (como falávamos antigamente).

Lembro-me de um escritor “boca suja”, que só vendia palavrões.

O Dicionário do Palavrão de Mario de Souto Maior traz um excelente estudo e listagem dos palavrões, publicado na década de 80. Editora: Guararapes Ltda. com 166 páginas.
Se viver dizendo palavrões, depois nunca mais adquirirás a seriedade.
Na TV Dercy Gonçalves foi o exemplo de mulher palavrão.
Existem vários vídeos e filmes dela na internet.
E vocês que imaginavam que a Dercy falava bobagem, veja este vídeo do Costinha:
E olha só as indecências de Ari Toledo:
E os Mamonas Assassinas liberaram a molecada para o palavrão:
O palavrão na Campanha eleitoral:
(Algumas páginas estão cobertas por estarmos fora do período eleitoral.)
Na charge então, vem desde o jornal “O Pasquim”:
Procure pelo título: O Jornal o Pasquim Antologia I
PQP não sabia que tinha tanta coisa sobre o palavrão.
Manoel Amaral
P.S.: Palavrão até na Rede Globo:

PALAVRAS ASSASSINAS

O PODER DA PALAVRA ESCRITA
 Imagem Google
O jogo não dera certo, de repente a seleção contrária disparou a fazer gols e ninguém a segurava.
Foi uma decepção, veio o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e assim até o nono.
Ninguém sabia o que tinha acontecido. O goleiro estava pasmo, nem ele acreditava.
Aquele campeonato tinha ido por água abaixo e muito rápido.
Nada adiantou os treinos, as massagens, as corridas, as palestras de ânimos e a fala da psicóloga, sem contar os médicos de plantão.
O capitão não sabia onde enfiar a cara, o treinador apresentou a sua demissão.
A torcida, da euforia passou a histeria, queria estrangular qualquer um para cristo.
Foi aí que começaram a surgir boatos na internet, mais especificamente no Twitter e no Facebook.
Alguém tinha adentrado no estádio antes do jogo e colocado qualquer coisa na água dos jogadores, um comprimido calmante.
Então era isso, quem tomou daquela água antes, durante e após o jogo foi ficando com o corpo mole, pedindo cama.
Estava estabelecida a época da caça, sem mais nem menos apareceu no Facebook um cara suspeito.
As câmeras espalhadas pela entrada do estádio e internamente não registraram coisa nenhuma de anormal. Mas espera aí, ali estava o suspeito, roupa preta, era um ninja.
Logo apareceu o seu primeiro retrato falado. E todos foram “à caça das bruxas.” Voltamos à Idade Média!
Com um pedaço de pau numa mão e na outra aquela foto borrada, que poderia ser qualquer pessoa.
Começaram no entorno do estádio, olharam num bar, entraram no comércio local e nada!
Estava escurecendo. O estádio quase fechando as portas. Eureca! Ali estava o homem. Era o Zelador, o seu nome? Ninguém sabia.
Começaram a espancá-lo e o caso virou manchete de todos os jornais da região, do país e até do exterior.
Foi encontrado por um passante, ensanguentado, quase morto internado num posto de saúde municipal, daqueles que não tem nada, nem esparadrapo, muito menos médico de plantão.
O povo ficou na dúvida: seria aquele mesmo o homem culpado?
Também nada ficou comprovado sobre o calmante na água.
Ninguém perguntou pela família do pobre homem que faleceu ali naquelas macas sujas de sangue seco, velho, de outros pacientes.
Tudo começou com umas palavras assassinas jogadas maldosamente nas mídias sociais e absorvidas avidamente pelo povão que gosta de ver o sangue correr.
Manoel Amaral