PALAVRAS ASSASSINAS

O PODER DA PALAVRA ESCRITA
 Imagem Google
O jogo não dera certo, de repente a seleção contrária disparou a fazer gols e ninguém a segurava.
Foi uma decepção, veio o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e assim até o nono.
Ninguém sabia o que tinha acontecido. O goleiro estava pasmo, nem ele acreditava.
Aquele campeonato tinha ido por água abaixo e muito rápido.
Nada adiantou os treinos, as massagens, as corridas, as palestras de ânimos e a fala da psicóloga, sem contar os médicos de plantão.
O capitão não sabia onde enfiar a cara, o treinador apresentou a sua demissão.
A torcida, da euforia passou a histeria, queria estrangular qualquer um para cristo.
Foi aí que começaram a surgir boatos na internet, mais especificamente no Twitter e no Facebook.
Alguém tinha adentrado no estádio antes do jogo e colocado qualquer coisa na água dos jogadores, um comprimido calmante.
Então era isso, quem tomou daquela água antes, durante e após o jogo foi ficando com o corpo mole, pedindo cama.
Estava estabelecida a época da caça, sem mais nem menos apareceu no Facebook um cara suspeito.
As câmeras espalhadas pela entrada do estádio e internamente não registraram coisa nenhuma de anormal. Mas espera aí, ali estava o suspeito, roupa preta, era um ninja.
Logo apareceu o seu primeiro retrato falado. E todos foram “à caça das bruxas.” Voltamos à Idade Média!
Com um pedaço de pau numa mão e na outra aquela foto borrada, que poderia ser qualquer pessoa.
Começaram no entorno do estádio, olharam num bar, entraram no comércio local e nada!
Estava escurecendo. O estádio quase fechando as portas. Eureca! Ali estava o homem. Era o Zelador, o seu nome? Ninguém sabia.
Começaram a espancá-lo e o caso virou manchete de todos os jornais da região, do país e até do exterior.
Foi encontrado por um passante, ensanguentado, quase morto internado num posto de saúde municipal, daqueles que não tem nada, nem esparadrapo, muito menos médico de plantão.
O povo ficou na dúvida: seria aquele mesmo o homem culpado?
Também nada ficou comprovado sobre o calmante na água.
Ninguém perguntou pela família do pobre homem que faleceu ali naquelas macas sujas de sangue seco, velho, de outros pacientes.
Tudo começou com umas palavras assassinas jogadas maldosamente nas mídias sociais e absorvidas avidamente pelo povão que gosta de ver o sangue correr.
Manoel Amaral

COMO PUBLICAR O SEU PRIMEIRO LIVRO

COMO PUBLICAR O SEU PRIMEIRO LIVRO


“O primeiro livro a gente nunca esquece”
Osamir, avô do Osvandir
Você ficou um ano escrevendo o seu primeiro livro, foi muito difícil. Levantava às 6h da manhã e se dedicava uma hora por dia só para escrita. Duzentas páginas de puro suor. Na sua maneira de entender, o melhor romance do mundo. O público alvo de 8 a 80 anos. Histórias verídicas que aconteceram com sua família nos últimos 50 anos.
Agora e como fazer para publicá-lo?
Cuidar da Revisão por profissional competente, não envie original para alguém da família que é professor de português. Isto é assunto para quem entende.
Ainda tem a formatação do livro, o registro dos direitos autorais, a obtenção do ISBN, capa, impressão até a divulgação e comercialização. 
Decidir sobre a capa que pode ser uma foto antiga da família ou da cidade. Pode-se contratar um desenhista ou um que já faça este serviço na área digital, não estes que fazem simples montagens de imagens. Têm editoras que desenham a capa de graça.
Este tipo de  livro será lido só pela família do escritor. Não se iluda é a mais pura verdade. Nem espere ser contratado por uma grande editora porque isto não vai acontecer. Nem precisa enviar os originais, pura perda de tempo. O tipo de seu livro não se enquadra em nenhuma delas.
Não inunde o seu livro com fotos, isto encarece a produção.
Solicite orçamento em várias gráficas ou editoras de sua cidade. Se preferir use a internet, mas tome cuidado com editoras picaretas.
Encomende inicialmente uns cinquenta exemplares, para teste. Eles vão querer te vender mil exemplares, com argumento que fica mais barato a unidade. Não caia nesta a  não ser que tenha garagem para estocar livros não vendidos.
Venda e receba antecipadamente cotas para cada um dos parentes interessados.
Se seu livro é de poesias deve tomar conhecimento que “poesia vende muito pouco no Brasil, uns 10% do total das vendas”. Um exemplo de quem vende bem nesta área: Adélia Prado.
Contos é mais ou menos o mesmo percentual. O que vende melhor é mesmo o romance.
Uma área promissora é a infanto-juvenil, mas que merece certo conhecimento do escritor. Não é só contar uma historinha e pronto.
Impresso a cores fica caríssimo. Muitas fotos ou desenhos. Poucas  páginas.
Conheço bons escritores, com livros nas melhores editoras, porém pobres. Dez por cento que pagam do direito autoral, não traz riqueza para ninguém.
Aqui só ganha dinheiro quem é conhecido no mercado: Paulo Coelho, por exemplo, que tem editora própria e batalhou muito para isso. Nada veio de graça e nem caiu do céu.
O pior de tudo que a maioria dos escritores são maus vendedores. Bom era Monteiro Lobato. Onde não existia livrarias ele colocava os livros nas farmácias e mercearias.
Todo escritor novato precisa de um empurrão: tem que ser alguém já conhecido do povo. A TV também ajuda muito: tente o Jô Soares. Vai esperar muitos anos, mas quem sabe um dia chega lá.
Pela internet, com os e-books tudo é mais fácil. Monte uma página, um site ou blog e vá colocando pequenos pensamentos no Twitter,  no Facebook ou no já velho Orkut com o seu endereço eletrônico que pode dar ótimos resultados. Envie e-mails para os amigos. Ganhar muito dinheiro pode esquecer. Dá para as despesas, o que já é ótimo.
Se conseguir destaque na internet, fatalmente será chamado pelos maiores programas e aí é só: “fazer a fama e deitar na cama”, eu disse cama e não lama. O Faustão divulga livros, mas tem muito dinheiro por trás disso, só grandes editoras.
Aqueles livros bonitos, com títulos chamativos, em destaque, que você vê nas livrarias, não duvide, eles pagam por aqueles espaços.
Participar de Antologias, Concursos Literários ou sites que aceitam textos para publicação, tudo isso é bom para divulgar o nome. Evite os que cobram taxas. Nem entre naqueles que são para profissionais. Não perca o seu tempo. Prêmio Jabuti é para escritor, não para aprendiz.
Agora meu amigo, se você já fez tudo isso e não colheu nenhum resultado, ou o livro é muito ruim ou falhou nalguma parte.
Conselho final: Crie um blog e vá publicando as suas poesias, crônicas ou contos. Pode até contar uma piadinha de vez em quando. Depois junte tudo e transforme num e-book e passe a vender aí mesmo no seu blog. Fácil não?
Se quiser visitar o meu blog:
http://osvandir.blogspot.com.br – (há seis anos na internet.)
Imagem: Banco Google