OSVANDIR E A ABDUÇÃO

Ainda chegará um tempo, onde a humanidade mais consciente poderá analisar e discernir o sonho da realidade.”
Pepe Chaves

Antes de sair da ilha Osvandir sentiu o corpo meio dormente, viu uma luz azul, muita fumaça branca, foi conduzido até a nave, flutuando, como se tivesse voando, através de um tubo transparente.

Encontrado na rua, por um policial, completamente desnorteado, pronunciando com dificuldade as palavras, foi levado à Delegacia da cidade, onde o rapaz escreveu num pedaço de papel o número de um telefone e um nome.

Telefone tocou!
__ Quem é? Um senhor aqui deseja falar-lhe.
Depois de um breve intervalo uma voz fraca continuou:
__ O…s …v…a…n…d…i…r…
__ Osvandir? Calma! Onde você está? Espere um momento aí, vou pegar uma caneta para anotações…

Pedi para chamar o policial novamente e completei os dados. No mesmo instante entrei em contato com Pepe Chaves, passei-lhe os dados e solicitei-lhe que fosse até aquele local e colocasse o Osvandir num táxi.

Meia hora depois recebi um telefonema de Pepe:
__ Acho melhor você vir buscá-lo, ele está muito abalado…
__ Está bem, irei. Qual o melhor local para encontrar-mos?
__ Vou pesquisar um hotel mais próximo de onde estamos, volto a ligar-lhe.

Muito preocupado, aguardei as instruções, enquanto procurava alguns documentos pessoais.

O telefone tocou, era um banco querendo ”empurrar” mais cartões de crédito, estão fornecendo até para pessoas desempregadas.

Fui ao banheiro, quando comecei a esvaziar a bexiga, tive que sair correndo, novo trim- trim chamou-me a atenção.
__Alô, é o Pepe?
__ Não! É o Antônio da Associação de Amigos dos Animais Abandonados (4A). Vamos passar aí para pegar a mensalidade.
__ Hoje não amigo, vou viajar, deixe para amanhã.

Enquanto estávamos conversando com Antônio, o aparelho deu sinal que tinha mais alguém na linha. Desta vez era o Pepe mesmo.
__ Manoel, encontrei um Hotel aqui na Rodovia para BH próximo do Carrefour, sabe onde?
__ Sei. Já estou seguindo, pode aguardar.

Após cinqüenta minutos chegamos ao local.
Osvandir, desorientado, suava muito, com febre alta. Achei melhor consultar um médico por ali mesmo.

O Pepe informou-me que ele havia vomitado umas três vezes.

No consultório, ao tirar-lhe a camisa, notei que os ferimentos, haviam desaparecido, inclusive o que sofreu em função do tiro que recebeu. Do sinal das garras do urso, apenas uns leves riscos na pele.

De um dia para outro os ferimentos desapareceram como que por encanto.

Até a minha chegada ao hotel, Pepe pode observar no Osvandir, muitos sintomas característicos de abdução.

__ As pessoas que passam por este tipo de experiência sentem muitos sintomas traumáticos, além da perda de memória, observou Pepe.

E o médico disse que estava tudo normal:
__ Foi só um susto, vou receitar-lhe uns comprimidos para dor de cabeça.

Já no hotel, Osvandir contou-nos que estava com dificuldade para dormir. Quando pegava no sono, continuava acordando de 15 em 15 minutos. Durante estes períodos sonhava em série, preto e branco, com uma cidade devastada, quase sem casas. Lá no fim da rua tinha um prédio amarelo que vendia tintas. Quando as pessoas entravam lá, tudo ficava colorido.

Manoel

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PARA CONHECER MAIS:
http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/ufovia/abducao.htm
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