OSVANDIR NA ABIN

“A verdade está lá fora.”
(Arquivo X – Chris Carter)
Osvandir recebeu, na sua caixa postal secreta, um inusitado convite para investigar os investigadores.
Tudo estava acertado que ele apareceria no dia tal, mas havia uma semana que ele já trabalhava no caso, depois  de ver vários filmes sobre espionagens e estudar a matéria em livros, revistas e jornais.
Até o filme “O inimigo mora ao lado”, ele assistiu pela internet. Juntou muito material de James Bond e aprendeu como investigar a  Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
Em conversa com um dos maiorais da investigação brasileira, da Polícia Federal, ficou sabendo que deveria se antecipar aos fatos.
Foi o que fez, se instalou no meio da ABIN, se dizendo novo funcionário concursado. Apresentou as credenciais e documentos falsificados, ao Departamento de Pessoal. Não ouve suspeição de nada.
Ouve uma conversa aqui, pega um documento acolá. Faz uma escuta telefônica. Usa a caneta espiã de gravar, filmar e fotografar.
Preparou o seu relatório. Quando a imprensa descobriu o fato, o espião dos espiões já estava preso. E o trabalho de Osvandir foi essencial para esta captura. Sem ele tudo iria por água abaixo.
Se tais fatos fossem revelados para a imprensa seria uma desgaste muito grande para o órgão de segurança da presidência. Muitas informações importantes e secretas seriam vazadas para grandes revistas. E olha que há tempo que elas trabalham para isso. Ou seja, fazem o seu trabalho para conseguir uma boa notícia semanal.
Chega de mensalão. Esta história já cansou a população. Agora seria novos escândalos. Novas cachoeiras deveriam surgir e mais lama sobre os políticos corruptos.
Aqui é assim: quando querem desviar a atenção (o foco) de algum assunto, revelam um muito pior. Seria só por aqui, ou no mundo inteiro, esta técnica é usada pelos grandes mandatários?
Como já dizia Joseph Goebbells: “Nós não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito.”
E a sua frase mais importantes de todas: “Uma Mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade.”  Muito utilizada no meio político.
“Uma foto vale mais que mil palavras.” Não viram a história da nudez real? Correu mundo e o serviço secreto inglês correu atrás do prejuízo.
Osvandir estava tentando evitar a punição para o espião. E o conselho dele foi que este  esperto jovem fosse deslocado para posições mais estratégicas.
Se ele, com pouco trabalho descobriu senhas secretas, deveria receber  elogios e não punições. Quem sabe trabalhar deve ser promovido. E além do mais o “véu da noiva não pode ser descerrado,” senão dá um azar danado.
Um segredo desses, indo parar na mão de estranhos, mal intencionados e todo um organismo de segurança seria esfacelado.
Será que existe alguém interessado por trás disso tudo?
No caso da explosão de foguetes na base maranhense de Alcântara havia muita gente interessada que o Brasil não lançasse o seu satélite. Tudo foi pelos ares.
No acidente aéreo com cientistas brasileiros,  pairou uma dúvida muito grande, se aquilo seria uma sabotagem…
Sem falar nas pastas James Bond com os notebooks e documentos altamente secretos da Petrobrás.
É melhor até parar por aqui, a lista é enorme.
O jovem espião dos espiões já foi solto, pagou a fiança. Caso encerrado nesta pasta do Arquivo Y.
Manoel Amaral

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O GRAMPO DOS ARAPONGAS

“Meu nome é Vieira, Osvandir Vieira.”.
“My name is Vieira… Osvandir Vieira”
Do Livro “As Histórias do Osvandir
”.

Não é que os Arapongas resolveram mostrar as caras, enfrentando nada menos que a Polícia Federal e grampeando até o do Presidente da República.

Dizem que a antiga ABIN, nunca foi desativada conforme acreditavam os políticos. Na época do Collor o SNI (Serviço Nacional de Inteligência) foi desativado, mas vários Servidores continuaram em outros Departamentos, outros Setores. Quando foi criada a ABIN, eles voltaram.

Outro dia passei em frente à casa de um político e notei um tênis novo dependurado num dos fios de telefone pelo cadarço. Dizem que eles fazem isso para ter maior poder de escuta.

Hoje você pode sentir que o seu telefone não vai bem quando está chiando muito. Aliás, nos Estados Unidos dizem que quem matou JK foram as telefônicas. Aqui é a mesma coisa. Todos grampeiam todo mundo.

Tancredo Neves, aquele sábio político, quando tinham que transmitir uma ordem mais secreta jamais usava telefone ou falava dentro de seu gabinete. Dizia que estava tudo grampeado. Chamava o cidadão para um passeio na rua e transmitia as mensagens. Isso já não é mais seguro.

Hoje ficou tudo pior, nem na rua estamos a salvos de sermos gravados. Existem pequenas antenas, tipo parabólica, usadas em carros, que capturam vozes e outros sons a uma distância muito grande.

Candidatos, também pessoas importantes, todas estão sujeitas a gravações de telefones e conversas de rua, portanto tome cuidado. Sempre existe alguém espionando atrás de um muro, uma árvore ou mesmo na outra ponta da linha.

Até estes inocentes MP4, gravam com muita perfeição. Ainda temos minicâmeras que filmam com muita nitidez. Não fale bobagem pelo telefone.

Um inocente pau de fósforo ou palito, podem estar ocultando uns microfones, minicâmeras ou uma antena de transmissão à curta distância.

Osvandir estava fazendo pesquisas para um trabalho na Universidade, quando de repente notou na sua mesa um pequeno fio debaixo de alguns papéis. Foi puxando, puxando e foi dar numa câmara instalada dentro de um suporte para lâmpadas.

Mandou fazer uma varredura total em seu escritório. Várias vezes já recebeu telefonemas ameaçadores dizendo que iriam publicar algumas fotos suas e uma mulher. Não deu crédito, quando na manhã seguinte recebeu algumas fotos pelo correio onde fizeram montagens muito boas, mas comprometedoras.

É assim que muitos agem na política, nos negócios. E por falar nisso, os grandes negócios realizados de uns tempos para cá, todos os participantes estavam grampeados. Os grupos interessados já sabiam dos resultados muito antes de serem realizados.

Nas licitações de grandes obras os grampos voam nas Prefeituras e Câmaras. Sem contar violação de envelopes e outros documentos para favorecer a terceiros. Estamos no Brasil, onde tudo pode acontecer.

Na sua vinda do Ceará para Minas Osvandir ouviu algumas história bem cabeludas sobre grampos telefônicos. Algumas de políticos e outras de grandes industriais.

Osvandir acha que estava livre de grampos uma vez que usa mais o Celular, ledo engano é justamente este aparelho que está mais sujeito a grampos e não é nem um pouco seguro.

As tais de varreduras ambientais não resolvem nada, de fora do prédio podem monitorar as ligações. Além do mais eles têm muita gente infiltrada nas companhias telefônicas.

Temos quase certeza que esta comissão da CPI do Grampo deve estar totalmente grampeada bem como os seus representes máximos.

As tais maletas da ABIN fazem muito mais do que estão anunciando. Osvandir sabe muito bem disso, já estudou o assunto a fundo.

Quando houve aquele roubo dos Notebooks da Petrobrás eles já estavam sabendo há muito tempo. Todas as descobertas de petróleo eles ficam sabendo muito antes que todo mundo.

Estão lembrados da história do Mensalão? Tudo começou com uma gravação clandestina onde um cidadão dos correios recebia uma propina e aí o Jefferson liga o caso ao Mensalão, onde os Deputados recebiam do Banco Rural propinas para votarem em projetos do Governo.
A confusão foi geral e apareceu aquele tal de Marcos Valério. Dizem que ele tem outros casos interessantes que deveriam ser investigados. Lacerda suspeita de conexão com Satiagraha,(“caminho da verdade”) exatamente este esquema que deu origem aos tão falados grampos da CPI. Outros até acham que existe conexão internacional,(Portugal Telecon) é só abrir o jornal e tudo está lá.

Osvandir como é curioso, pergunta?
— A quem interessa isso tudo?

Quando acabou de fazer esta pergunta viu cair do céu um objeto estranho, quadrangular, um ufo, em alta velocidade. As luzes se apagaram? Não! O objeto caiu na cabeça de Osvandir e ele desmaiou.
Era uma maleta preta, tipo James Bond, bem fechada…

Manoel