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2015 – O Ano do Fim
Capítulo
O Inferno

“O fim do mundo começou…” (Avô do Osvandir)
O ano de 2015 estava chegando, um grande planeta aproximava-se da terra. Isto fora previsto há uns 30 anos atrás, mas ninguém deu ouvidos para o fato. Não tomaram medidas para alterar o curso do astro.

A lua saiu da sua rota,sinais no céu e na terra, o cataclismo alterou os polos da terra. O polo Norte estava em outro lugar; grande choque na crosta terrestre. As calotas polares derreteram-se e aumentaram o nível das águas do mar. As cidades litorâneas desapareceram. Minas Gerais virou mar, lindas praias apareceram por todo lado, crianças inocentes brincando na praia, alheias aos acontecimentos.

Vários eventos acontecendo: bolas de fogo caindo por toda parte, sol soltando labaredas de milhares de quilômetros, clima insuportável.

Ninguém saberia dizer se faria sol ou chuva. Chuva de granizo por todos os cantos da terra.

Os vulcões, gêiseres, maremotos e terremotos agitavam os continentes.

Até vulcão extinto voltou a soltar fumaça de quilômetros e lava correndo para o mar.

Na China, Japão e em toda Ásia não passava um dia sem um terremoto. A população em polvorosa, um desastre difícil de narrar. Ondas gigantes destruindo cidades inteiras, milhares de mortos por todos os lados.

A crise financeira mundial viu bancos quebrando, empresas falindo, comércio retraindo e empregos sumindo. O Dólar e o Euro sofriam desvalorização diária. Os países ricos, de repente se tornaram pobres. Por incrível que pareça o Real continuava como a única moeda estável. O emprego moderno desapareceu, muitos voltaram para a zona rural, praticando aqueles trabalhos de seus avós.

O Presidente que daria solução para o mundo, não estava aguentando tantos problemas.

As doenças chegaram a todos os países, cada vez mais fortes. Gripes Suína, a influenza A (H1n1) e a Gripe Canina (Ch1n4) com origem na China e outras desconhecidas, sarampo, meningite, febre, alergia, AIDS, vaca louca, um vírus novo, criado na internet, atacava quem ficava muito tempo no teclado e uma série de males para atormentar o povo, já quase sem esperança.

A mudança climática já se fazia notar em toda parte. Bactérias causando temporais de chuva ácida espalhando o terror pelo planeta.

Na África grandes incêndios queimando milhares de quilômetros quadrados, deixando para trás um calor arrasador e um chão completamente limpo, sem nenhuma vegetação, só cinzas. Centenas de  pessoas desaparecidas e animais completamente torrados.

Na América do Sul grande perda com a produção agropecuária ameaçada pela seca mais grave dos últimos 50 anos, cujo prejuízo  chegou a bilhões de dólares, causando conflito entre produtores e Governo. O que sobrou, veio a chuva e levou.

Intensa onda de calor que atingiu a Ásia e a Austrália, provocando caos total,  deixando sem eletricidade milhões de  pessoas, afetando a circulação dos trens e o trânsito em geral.

Grande parte do mundo já sentia as consequências da falta de água doce. A Amazônia já estava suprindo o resto do mundo. Navios de vários países  vinham aqui buscar água.
Capítulo II
O Olho que tudo vê


A internet virou um mundo à parte. Os spans enchiam as caixas dos internautas e ninguém sabia de onde vinham, aquilo virara um inferno, tudo cruzando na tela do computador. Os atuais foram engolidos por outros softs maiores e melhores, dos próprios governos. Cada qual queria alcançar o internauta primeiro. A era do “olho que tudo vê” havia chegado a tal ponto que tudo girava em torno do computador. Todos recebiam uma senha implantada na testa ou mão direita e começava pelo número 666.

A guerra agora era praticada na rede. Não precisavam de exército, tanques, soldados e nem canhão. Os hackers mandavam foguetes para onde queriam, uma espécie de Guerra do Golfo, ampliada, alcançando o mundo inteiro. Era um Apocalipse Total!

As grandes agências mundiais de espionagem não precisavam mais viajar, pesquisar, estava tudo na internet para quem quisesse ver.

Um brasileiro de 14 anos, inventou um simples programinha que engoliu os grandes softwares  financeiros. Ele tinha a capacidade de retirar de cada banco e cada conta bancária um valor predeterminado e transferir para outras contas indicadas. O menino ficou bilionário e nem foi preso.

As grandes profecias dos Maias, Nostradamus e dos Profetas Bíblicos se cumpriram. A terra estava um verdadeiro inferno, um Juízo Final!

No meio de tanta desgraça, Osvandir resolveu consultar um Profeta do Cerrado de Mato Grosso. Pegou o carro elétrico, pois não existia mais gasolina como combustível, seguiu para uma pequena cidade do interior e lá estava o Profeta falando para o povo.

Aguardou até que ele terminasse o discurso e foi perguntar-lhe o que seria do mundo.

–Quando teremos uma pausa de tanto sofrimento pelo mundo?                               
–Haverá uma reunião para a Nova Ordem Mundial entre os grandes líderes e aí aparecerá o Grande Irmão (Big Brother), um fato novo será anunciado e todos os povos terão paz.

–Mas quem é este Grande Irmão?

–Ele não é deste mundo. Ele virá para trazer a tranquilidade para o povo.

Osvandir saiu dali pensando: seria o Grande Irmão um ET? Foi consultar no computador mais próximo. Clicou no buscador e lá saiu: O “Grande Irmão” (ou “Irmão Mais Velho”, em inglês: “Big Brother”) é um personagem fictício no romance 1984, de George Orwell.

Não satisfeito pesquisou em vários sites e chegou a conclusão que o Grande Irmão era o Facebook, que tem os dados de todas as pessoas do mundo e sabe o que todos querem comprar ou vender, namorar, casar ou enrolar. Sabe de tudo da vida de cada cidadão.

De repente, quando estava chegando a esta conclusão conclusiva, sentiu uma coisa pesada cair em sua testa. Assustou-se. Acordou.

Estava debaixo de um pé de jaca, próximo de uma igreja, no interior de Minas, onde pesquisava o aparecimento de um estranho Disco Voador em formato retangular, que aparecera em um canavial.

Por via das dúvidas levantou-se, entrou na igreja e foi rezar.


Manoel Amaral

(site de minha netinha de 11 anos e já escritora)

A MORTE VEIO DO ESPAÇO

A MORTE VEIO DO ESPAÇO

CAPÍTULO III

O ASTEROIDE

É a primeira vez, há mais de trinta anos, que um objeto tão grande passaria tão perto da terra. Vieram astrônomos do mundo inteiro para observá-lo, diretamente das terras do Tio Sam.

Oportunidade melhor não poderia surgir do que essa. Com seus possantes telescópios dirigidos para aquela região tentando não perder nada.

Foi aí que um deles percebeu que uma pequena explosão surgiu na parte inferior do asteroide. E mais outra, cujos clarões eram perfeitamente percebidos da terra.

Ampliando a imagem notou que poderia ser foguetes. E acertou, eram mesmo os foguetes da NASA que estava tentando alterar a rota daquele asteroide que virou manchete nos jornais do mundo inteiro.

O satélite descontrolado estava recebendo mensagens e não as processava. Continuava atirando por todos os lados.

Tudo estava indo como planejado pelos cientistas. O encontro era eminente. Canais de TV, jornais, internet, já haviam descoberto o truque da NASA. Manchetes pipocavam por todos os lados:

ASTEROIDE VAI EXPLODIR SATÉLITE MILITAR”

Houve uma explosão, um choque, metais derretidos, pedaços caindo por todos os lados e o asteroide seguiu como se não tivesse sofrido nenhum arranhão.

O satélite avariado continuou atirando, desta vez para lua, até que a NASA, pudesse dar um fim nesta engenhoca infernal.

E a nossa lua sob constante ataque de raios lasers, de uma arma terrestre.

Até quando ela irá suportar?

Manoel Amaral

A MORTE VEIO DO ESPAÇO

A MORTE VEIO DO ESPAÇO
CAPÍTULO I
O SATÉLITE LOUCO
Aquele satélite militar sob o número 12.12.12 fora lançado há alguns anos, numa daquelas operações sigilosas da NASA, muito dinheiro investido no projeto, vindo das polpudas verbas secretas recebidas do orçamento da união.
Trabalhou muitos anos a serviço da CIA, do FBI, e muitos outros órgãos federais de segurança.
No começo deste ano, uma informação estranha chegou aos mesmos órgãos indicando que qualquer coisa não ia bem com o caríssimo satélite.
Um zumbido desconhecido que fazia todo mundo ficar meio doido. Saiu da rota original. Muitas tentativas foram feitas para recuperar os milhões de dólares gastos no empreendimento.
Em caso de guerra eletrônica, ele seria o primeiro a desencadeá-la, com os inúmeros dispositivos que possuía.
E isso já estava acontecendo. O satélite primeiramente atingiu com o seu possante raio laser um vulcão inativo, que passou imediatamente a entrar em atividade.
Um terremoto foi localizado num setor, também obra do poderoso equipamento militar, que girava no espaço.
Alterações na temperatura, chuvas fora de época. Furacões, tornados. Frio excessivo em locais onde outrora fazia o máximo de calor.
A camada de gelo das calotas polares estava derretendo enquanto nas regiões tropicais o frio estava prejudicando vários países.
Colheitas perdendo por chuvas, outras torrando por causa do sol.
O litoral brasileiro, com sol quase o ano inteiro, agora estava constantemente sob chuva, granizo, queda de barreiras, estradas intransitáveis.
Os órgãos de segurança dos EUA estavam preocupados com outras coisas que o satélite poderia fazer.
E a preocupação aumentou quando a primeira grande cidade dos EUA foi atacada em vários lugares. Grandes edifícios, aeroportos, templos, monumentos, viraram entulho.
O Pentágono, de barbas de molho, pelo pequenino ataque da época do WTC, em 2001, (avião ou foguete?) a gora estava diante de algo criado por eles mesmos. Uma arma poderosíssima, que poderia lançar sobre a terra vários raios ao mesmo tempo.
Manoel Amaral


OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo III
A REVOLTA

Era um tiroteio no próximo de onde ia pousar, uma explosão chegou a abalar o Aero-car.
De manhã quando abriu o Jornal do Setor 9, O Amanhecer, noticiou:

Adolescente morre em troca de tiros

“Um adolescente de 16 anos suspeito de roubar um veículo Aero-car acompanhado da namorada, grávida de três meses, morreu em uma troca de tiros com os “fardas vermelhas” (SS), na noite de ontem na região do Setor 9, zona Norte. Pouco antes do tiroteio, ele tentou atingir policiais que cumpriam a sua dolorosa missão. O jovem “di menor” estava armado com uma pistola de uso exclusivo da Polícia de Repressão” – dizia o jornal.

Osvandir comentou:
__ Até aqui! Estamos perdidos! Em São Paulo, no meu país, isso era corriqueiro, mas por aqui pensei que não existisse isso…
__ Hiii, meu filho, você não viu nada, isto aqui virou uma verdadeira panela de pressão, está prestes a explodir! Falou o Chefe do Setor.
__ Cruz credo! – Exclamou Osvandir.
__ Eles andam, na maior velocidade em seus quadriciclos, fabricados na China, exclusivamente para trafegar no solo marciano. As rodas são monstruosas, da altura de um homem e de grande velocidade. Destroem tudo pela frente, ainda foram adaptadas com armas que podem atingir a mais de um quilômetro de distância. São uma praga.
– Continuou explicando o Senhor Alfredo para uma roda de novatos.

De acordo com a corporação policial os “menores” assaltam, matam sem dó nem piedade, principalmente agora que o tempo deles está terminando, porque no mês que vem uma nova lei vai entrar em vigor rebaixando para 15 anos a idade de responsabilidade civil.

Osvandir tinha muita coisa para aprender. Lia relatórios e mais relatórios.

Descobriu ele, uma Escola Especial, a “Espaço Sideral” que ensinava coisas do futuro, colocava os alunos em dia com as atualidades espaciais. Trazia, anualmente, diferentes gincanas, de todos setores, para competição entre as turmas de alunos. Tinham vários nomes de equipes: Preta-black, Azul-blue, Vermelha-red, Verde-green, Branca-white. Nomes tão criativos, que competiam o ano inteiro, dava mais trabalho para os pais que para os alunos.

Continua…
Manoel Amaral

OSVANDIR NO PLANETA MARTE

Capítulo I
SETOR 9


“A vida de rico é um romance,
da classe média é novela e o
pobre é um conto.”
(Osvandir)

Osvandir seguia numa missão Terra-Marte, com a empresa ASAN de interesse em mineração.

Muito tempo no espaço, as pernas dos viajantes espaciais já estavam ficando pesadas, a cabeça sem referência do real, completamente desorientada.

Os passageiros da agonia nem mais conversavam uns com os outros. Eram na maioria latino-americanos. Parecendo bois que iam para o corte, o abate.

A nave apresentava alguns defeitos, fumaça aqui, gazes fortes acolá, mangueiras caindo do teto, metais despregando-se pela alta velocidade.

Os que não estavam acostumados a essas viagens interplanetárias, ficavam como se fossem morto-vivos, andando de um setor para outro, como abelhas que tivesse tomado um pouco de whiskey nas pétalas das flores.

Mesmo separando por países, havia certa confusão. Os brasileiros detestavam os Norte-Americanos. Estes abominavam todo o resto da América Latina.

Chamavam os brasileiros de burros, preguiçosos e outros itens pejorativos. Naquela nave, com mais de 1.000 passageiros por país, não reinava a harmonia.

É verdade que na hora de escolher quem viajaria, o Governo brasileiro separou muita gente boa, mas até os traficantes queriam ir, para ver se conseguiam mais poder com isso.

Naquela época, a droga mais potente e consumida, era uma tal de Luza, um líquido completamente azul, com alto poder sobre o corpo humano, uma vez ingerida circulava pelo sangue até chegar ao cérebro, mais rápido que o crack, mais violento que a cocaína. Dominava o pensamento, a ação e a alimentação do viciado. Fornecia uma coragem para aqueles seres já descrentes da vida.

Dizem que os EUA usaram esta droga, como arma de guerra, nos combates no Paquistão e Iraque, nos 2.000 a 2.006.

No meio daquele marasmo, muitos usavam a criatividade para driblar o tempo, inventavam jogos, compunham músicas. Os brasileiros criaram um carnaval espacial.

O nome Setor 9, da nave, o brasileiro, cujo nome foi inspirado num filme de ficção científica de 2009, que fez muito sucesso nos cinemas dos shoppings do planeta terra. Muita gente abominou o filme, diziam que era racista.

__ Foi sem duvida dos piores filmes (senão mesmo o pior) que vi na minha vida. Disse um trabalhador braçal, com pouca cultura.

Outros já gostaram muito do filme:
__ O filme pode parecer estranho a algumas pessoas… Mas a grande verdade é que é simplesmente genial. Tem conteúdo e está muito bem feito. Afirmou um inteletual.
Mas a nave, super-dimensionada, para carregar muita carga e passageiros, já estava chegando ao destino final: Marte!

Mais uma volta em torno do planeta e já estava pronta para pousar no meio daquelas planícies empoeiradas e calor insuportável.

O local de pouso escolhido pela missão era próximo a uma cratera onde apresentava uma incidência maior do minério de urânio.

Acontece que por lá já estavam os chineses e os indianos, aglomerados em verdadeiras cidades e vários setores.

A chegada de mais 10.000 habitantes, não era nada agradável para eles.
__ Os branquelos chegaram, disse um indiano, de pele, torrada pela temperatura e a areia vermelha do planeta.

A conotação das palavras do indiano não agradou nada ao Osvandir, foi como se tivesse muita raiva de todos os que chegaram.

Assim que puseram os pés no planeta uma nuvem de poeira surgiu de repente e todos tiveram que esconder-se da melhor maneira.

Manoel Amaral
Continua…