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2015 – O Ano do Fim
Capítulo
O Inferno

“O fim do mundo começou…” (Avô do Osvandir)
O ano de 2015 estava chegando, um grande planeta aproximava-se da terra. Isto fora previsto há uns 30 anos atrás, mas ninguém deu ouvidos para o fato. Não tomaram medidas para alterar o curso do astro.

A lua saiu da sua rota,sinais no céu e na terra, o cataclismo alterou os polos da terra. O polo Norte estava em outro lugar; grande choque na crosta terrestre. As calotas polares derreteram-se e aumentaram o nível das águas do mar. As cidades litorâneas desapareceram. Minas Gerais virou mar, lindas praias apareceram por todo lado, crianças inocentes brincando na praia, alheias aos acontecimentos.

Vários eventos acontecendo: bolas de fogo caindo por toda parte, sol soltando labaredas de milhares de quilômetros, clima insuportável.

Ninguém saberia dizer se faria sol ou chuva. Chuva de granizo por todos os cantos da terra.

Os vulcões, gêiseres, maremotos e terremotos agitavam os continentes.

Até vulcão extinto voltou a soltar fumaça de quilômetros e lava correndo para o mar.

Na China, Japão e em toda Ásia não passava um dia sem um terremoto. A população em polvorosa, um desastre difícil de narrar. Ondas gigantes destruindo cidades inteiras, milhares de mortos por todos os lados.

A crise financeira mundial viu bancos quebrando, empresas falindo, comércio retraindo e empregos sumindo. O Dólar e o Euro sofriam desvalorização diária. Os países ricos, de repente se tornaram pobres. Por incrível que pareça o Real continuava como a única moeda estável. O emprego moderno desapareceu, muitos voltaram para a zona rural, praticando aqueles trabalhos de seus avós.

O Presidente que daria solução para o mundo, não estava aguentando tantos problemas.

As doenças chegaram a todos os países, cada vez mais fortes. Gripes Suína, a influenza A (H1n1) e a Gripe Canina (Ch1n4) com origem na China e outras desconhecidas, sarampo, meningite, febre, alergia, AIDS, vaca louca, um vírus novo, criado na internet, atacava quem ficava muito tempo no teclado e uma série de males para atormentar o povo, já quase sem esperança.

A mudança climática já se fazia notar em toda parte. Bactérias causando temporais de chuva ácida espalhando o terror pelo planeta.

Na África grandes incêndios queimando milhares de quilômetros quadrados, deixando para trás um calor arrasador e um chão completamente limpo, sem nenhuma vegetação, só cinzas. Centenas de  pessoas desaparecidas e animais completamente torrados.

Na América do Sul grande perda com a produção agropecuária ameaçada pela seca mais grave dos últimos 50 anos, cujo prejuízo  chegou a bilhões de dólares, causando conflito entre produtores e Governo. O que sobrou, veio a chuva e levou.

Intensa onda de calor que atingiu a Ásia e a Austrália, provocando caos total,  deixando sem eletricidade milhões de  pessoas, afetando a circulação dos trens e o trânsito em geral.

Grande parte do mundo já sentia as consequências da falta de água doce. A Amazônia já estava suprindo o resto do mundo. Navios de vários países  vinham aqui buscar água.
Capítulo II
O Olho que tudo vê


A internet virou um mundo à parte. Os spans enchiam as caixas dos internautas e ninguém sabia de onde vinham, aquilo virara um inferno, tudo cruzando na tela do computador. Os atuais foram engolidos por outros softs maiores e melhores, dos próprios governos. Cada qual queria alcançar o internauta primeiro. A era do “olho que tudo vê” havia chegado a tal ponto que tudo girava em torno do computador. Todos recebiam uma senha implantada na testa ou mão direita e começava pelo número 666.

A guerra agora era praticada na rede. Não precisavam de exército, tanques, soldados e nem canhão. Os hackers mandavam foguetes para onde queriam, uma espécie de Guerra do Golfo, ampliada, alcançando o mundo inteiro. Era um Apocalipse Total!

As grandes agências mundiais de espionagem não precisavam mais viajar, pesquisar, estava tudo na internet para quem quisesse ver.

Um brasileiro de 14 anos, inventou um simples programinha que engoliu os grandes softwares  financeiros. Ele tinha a capacidade de retirar de cada banco e cada conta bancária um valor predeterminado e transferir para outras contas indicadas. O menino ficou bilionário e nem foi preso.

As grandes profecias dos Maias, Nostradamus e dos Profetas Bíblicos se cumpriram. A terra estava um verdadeiro inferno, um Juízo Final!

No meio de tanta desgraça, Osvandir resolveu consultar um Profeta do Cerrado de Mato Grosso. Pegou o carro elétrico, pois não existia mais gasolina como combustível, seguiu para uma pequena cidade do interior e lá estava o Profeta falando para o povo.

Aguardou até que ele terminasse o discurso e foi perguntar-lhe o que seria do mundo.

–Quando teremos uma pausa de tanto sofrimento pelo mundo?                               
–Haverá uma reunião para a Nova Ordem Mundial entre os grandes líderes e aí aparecerá o Grande Irmão (Big Brother), um fato novo será anunciado e todos os povos terão paz.

–Mas quem é este Grande Irmão?

–Ele não é deste mundo. Ele virá para trazer a tranquilidade para o povo.

Osvandir saiu dali pensando: seria o Grande Irmão um ET? Foi consultar no computador mais próximo. Clicou no buscador e lá saiu: O “Grande Irmão” (ou “Irmão Mais Velho”, em inglês: “Big Brother”) é um personagem fictício no romance 1984, de George Orwell.

Não satisfeito pesquisou em vários sites e chegou a conclusão que o Grande Irmão era o Facebook, que tem os dados de todas as pessoas do mundo e sabe o que todos querem comprar ou vender, namorar, casar ou enrolar. Sabe de tudo da vida de cada cidadão.

De repente, quando estava chegando a esta conclusão conclusiva, sentiu uma coisa pesada cair em sua testa. Assustou-se. Acordou.

Estava debaixo de um pé de jaca, próximo de uma igreja, no interior de Minas, onde pesquisava o aparecimento de um estranho Disco Voador em formato retangular, que aparecera em um canavial.

Por via das dúvidas levantou-se, entrou na igreja e foi rezar.


Manoel Amaral

(site de minha netinha de 11 anos e já escritora)

O DESAPARECIMENTO DO JOVENS

OSVANDIR E O DESAPARECIMENTO DOS JOVENS
Imagem Google
Naquela cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, num bairro distante, de repente os jovens começaram a desaparecer.
Muitas teorias foram aventadas: abdução por ETs, trabalho escravo, sequestro para retirada de órgãos, aliciamento para prostituição.
Osvandir esteve estudando as possibilidades de cada uma:
ABDUÇÃO
Abdução Alienígena é o nome que se dá ao sequestro e as vezes abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço exterior.”
O mais conhecido caso de abdução no Brasil é o do Antônio Villas-Boas. Diz ele ter entrado em contato com uma nave espacial que o levou até um aposento onde manteve relações com uma jovem ET.
Depois encontramos o longo caso de Ermínio e Bianca onde o casal mineiro mantiveram vários encontros com extraterrestres, que lhes passaram vários ensinamentos de cunho ocultista.
O Caso Barney e Betty Hill, nos EUA, só revelaram mais detalhes através de várias sessões de hipnotismo.
O Caso Elias Seixas, Rio de Janeiro, este é um interessantíssimo contato com Irmãos do Cosmos que afirmaram a ele terem vindo da estrela Ursa Menor.
O filme “Fogo no Céu” focaliza um interessantíssimo caso de abdução de um americano: O Travis Walton.
TRABALHO ESCRAVO
O mais comum neste caso são os trabalhadores contratados no Nordeste para trabalharem em lavouras em São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
O golpe é aplicado da seguinte maneira: Um “gato” (aliciador) contrata os trabalhadores, eles vêm de ônibus ou caminhões em longas viagens, correndo todos os riscos. Veículos velhos, pneus carecas, sem freios e sem nenhuma fiscalização.
Vivem em condições degradantes, em alojamento sem a mínima condição de higiene, alimentação muito ruim e sem transporte para o trabalho.
O que é pior, quando vão acertar o que sobra dos descontos recebem uma espécie de Vale, que só serve para comprar na mercearia do Patrão.
Eles ficam em péssima situação financeira não conseguindo retornar ao seu lar. Cada dia que passa estão devendo mais aos patrões.
SEQUESTRO PARA RETIRADA DE ÓRGÃOS
Muitas histórias são conhecidas sobre este assunto, tem até na internet.
Algumas são falsas, outras são verdadeiras, basta fazer uma pesquisa
que, encontrará várias.
ALICIAMENTO PARA PROSTITUIÇÃO
Todos os dias vemos nos jornais casos de menores aliciados para prostituição. Sem contar que muitas garotas de 12 a 15 anos, estão na estrada por contra própria, vendendo o seu corpo.
A Polícia Federal está atenta, já conseguiu retorno de várias mulheres para nosso pais, vindas da Europa e EUA.
Mas este é um assunto complicado, às vezes têm que resolver caso a caso.
CONCLUSÃO
Os jovens podem desaparecer mesmo de várias maneiras. Alguns simplesmente fogem de casa onde estão sendo espancados. Outros em companhia de amigos e nunca mais são vistos. Vão morar nos grandes centros e podem até cair nas drogas. Uns retornam sem nada, poucos são os que têm sucesso!
Os pais não podem e nem devem fazer da vida dos jovens uma prisão. Quando eles quiserem ir, que o seu caminho esteja bem preparado
Confiram abaixo alguns dos casos de abduções citados:
Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com

OSVANDIR E ABDUÇÃO NA FAZENDA

“Nesta fuga para o nada, numa terra onde só
existe o presente, sem passado e nem futuro.”
(O sábio Avô do Osvandir)

Ali na fazenda do senhor William aparecia luzes de madrugada. Os vizinhos andavam assustados. Algumas vacas haviam desaparecido.
Ninguém sabia o que estava acontecendo.

Uma vaca foi encontrada sem os olhos, sem língua e sem sangue. Alguns órgãos internos foram retirados como se o trabalho fosse feito por um experiente cirurgião.

Convidaram Osvandir para investigar o fenômeno. Ele não fez de rogado, partiu para o local “de mala e cuia”. Planejou ficar por lá uns dez dias. Levou todo seu material investigativo. Desta vez fez questão de colocar na maleta de mão, o seu possante binóculo, para fins noturnos e a câmara digital que já vinha acoplada ao mesmo.

Voou num monomotor Cirrus SR 22, de propriedade do fazendeiro. Não foi muito fácil o pouso, a pista era muito ruim. Sacudiu muito, mas como Osvandir já está acostumado com estas coisas de tanto ir e vir, isto foi o de menos.

Na primeira noite de investigação, aguardou a luzes, nada apareceu.

Na segunda noite um alvoroço. Alguns peões diziam que próximo da mata estava aparecendo uma luz, mas um deles deu um tiro para o alto e o objeto desapareceu.

Um peão informou:
__ Era uma luz clara, muito forte, queimava os olhos da gente.

Tudo estava muito estranho, se no outro caso levaram os órgãos internos; neste deixaram, num descampado, apenas as patas, os chifres e o estômago, mais conhecido como “bucho de vaca”. Um saco de aniagem também estava ali perto do que restou do animal.

Osvandir fotografou a primeira vaca e o que restou da segunda, comparando os casos notou que no primeiro era muito bem calculado os cortes, como se tivessem usando raio laser. Já no segundo não havia tanto cuidado e o sangue estava esparramado pelo chão, bem como vários pedacinhos de carne.

Outros casos começaram aparecer nas fazendas vizinhas, que vinham logo relatar ao Senhor William.

Numa delas além do chifre, patas e bucho, ficaram também as costelas e alguns ossos. Desossaram o animal ali mesmo, no meio do pasto. Isto significava que estavam interessados somente na carne.

Paralelamente, nas cidades vizinhas, Osvandir tomou conhecimento que havia gente vendendo carne para açougueiros, bem mais barato que o preço cotado por arroba.

Foi investigar de perto e numa delegacia local encontrou cinco ladrões de gado que mais tarde confessaram que estavam roubando vaca, utilizando uma camionete, aproveitando o alvoroço das luzes que aparecerem no primeiro caso.

O Senhor William montou uma emboscada e aguardou por duas noites e finalmente pegou quatro ladrões tentando matar uma de suas vacas. Foram pegos e entregues a delegacia para que tomassem as devidas providências.

Quando pensaram que estava tudo resolvido, numa outra fazenda apareceu um bezerro com a língua cortada, olhos arrancados e todos os órgãos internos retirados. Várias luzes apareceram no céu, sem contar que um rapaz viu um aparelho no ar, antes de escurecer.

Foi assim que ele descreveu o objeto voador:
__ Parecia duas bacias grandes, uma debaixo da outra, tipo oval. Refletia a luz do sol no seu metal, não fazia qualquer barulho, nem soltava qualquer tipo de fumaça, voava em todas as direções. Fiquei com muito medo e corri para dentro de casa.

Cada um descreve um objeto desconhecido de acordo com o ambiente onde vive.

Osvandir arquivou o primeiro e o último caso na sua pasta de assuntos ufológicos para futuros estudos.

Ao chegar em casa, abrindo o seu jornal eletrônico preferido, leu a seguinte manchete:

MAIS DUAS VACAS MUTILADAS FORAM
ENCONTRADAS NO COLORADO – EUA

MANOEL AMARAL

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo VII
OS PERIGOS DA FLORESTA

“O que ele mais teme é o próprio medo”.
Dumbledore – O Prisioneiro de Azkaban

Seria bem mais fácil usar o método dos bruxos da Escola da Magia para o transporte, como em O Cálice de Fogo; Harry e seus amigos estavam no alto do morro e quando colocaram as mãos naquela bota gigante (que também é conhecida comO Chave de Portal) e foram parar onde estavam realizando-se o Torneio de Quadribol, mas estamos no Brasil e os poderes de nosso herói não funcionam por aqui. Então temos que usar o avião, apesar das chuvas e dos perigos de um pouso forçado.

Os dois entraram naquele moderno avião, onde cada passageiro podia ver um filme, ouvir músicas ou simplesmente dormir, se conseguisse.

O destino seria Belém, no Estado do Pará, mas… Sempre existe um mas, o tempo fechou novamente. Não havia condições de pouso depois de longas horas de voo.

Tudo escureceu, o avião balançando, as máscaras de oxigênio foram acionadas. As aeromoças dizendo que estava tudo bem, quando não estava nada bem.

Um voo rasante sobre a floresta Amazônica, muito devastação lá em baixo. Criação de gado acabando com tudo! Índios da nação Raposa do Sol ficaram preocupados. O avião ia cair… Uma fumaça preta começou a aparecer na asa direita. Alguma coisa estava funcionando mal.

Um das turbinas despencou no meio da floresta, o avião inclinou, rodou, parafusou, o piloto fez de tudo para fazer um bom pouso, queria ser herói como aquele americano, mas ali não havia campo de aviação, só mato e água existente não oferecia condições para um pouso sem perigo para os tripulantes.

Gritaria geral. Parecia que estavam num campo de futebol em dia de decisão de campeonato. Choro por todo lado. Tudo despencando. Quando tudo parecia que ia pousar bem, o avião partiu ao meio (nada haver com Lost, aquele seriado onde ninguém entende nada) e arrastou-se por mais de cinqüenta metros.

A sorte foi que naquele voo existiam poucas pessoas, algumas cancelaram a passagem com medo da Gripe Suína (Gripe A).

Verificando os destroços, os números dos passageiros e outros detalhes, chegaram à conclusão que não havia nenhum morto. Apenas alguns com ferimentos mais grave, que foram atendidos por um médico chamado Dr. Jack.

Eram apenas 16 pessoas, incluindo o piloto e as aeromoças, todos perdidos no meio da floresta.
O Exército levou a cabo a maior operação de busca de todos os tempos, (frase linda essa) sem no entanto ter conseguido encontrar qualquer vestígio do avião.

Os passageiros e tripulação da Cinaeco 518-BR foram oficialmente declarados mortos, de acordo com as notícias da mídia oficial.

Esta afirmação parece ir contra aquilo que alguns blogs noticiavam dizendo que o avião tinha sido encontrado mas não existiam sobreviventes. No entanto, é possível que os acontecimentos tenham sido deturpados para desviar foco de outras notícias, como escândalos no Congresso, descoberta de grandes carregamentos de drogas, etc.

Outros afirmam que foram encontrados os sobreviventes e não os destroços do avião.
Existiam ainda os que diziam que eles tinham sido seqüestrados por uma tribo de índios desconhecida e que os destroços do avião foram habilmente camuflados por uma ramagem.
E diziam mais que pertences dos passageiros foram todos recolhidos e levados por tal tribo que chegaram como formiguinhas, carregando tudo para um local desconhecido.

Talvez existisse mesmo uma conspiração por parte dos poderosos, no sentido de falsear os acontecimentos com a intenção de desviar o foco das notícias.

Estaria aquele avião transportando alguma carga secreta? Ou tudo não passaria de obra de traficantes ricos, que não moram na favela e dirigem o tráfico em todo país?

No meio do mato os fatos eram totalmente diferentes. Os prisioneiros levados para uma ilha entre dois rios, onde os poderes de Harry, incrivelmente, começaram a funcionar. Ele sentia muita dor naquela cicatriz, em forma de raio, na testa.

Osvandir, que tem, também, três cicatrizes atrás da orelha esquerda, começou a passar mal. Os seus três pontinhos estavam entrando em ação como se fossem três chips mandando alguma informação para algum lugar. Ele sentia isso pela primeira vez, desde aquela abdução numa estrada que ia para São Paulo, quando viu um Disco Voador.

Aquela ilha era meio estranha, em sua praia dava para ver vários destroços de aviões, automóveis, caminhões, navios, lanças, canoas.Alguns destes objetos estavam bem velhos e outros muito recentes. Existia lá um pedaço de avião onde se lia as seguintes palavras: Tam, Tam, Tam! Não deu para Osvandir entender nada.

MANOEL AMARAL

OSVANDIR E O SEGREDO DE UFOLOGIA

“Existem vários caminhos, várias direções.
Cada um deve escolher o seu.
Alguns caminhos se cruzam, outros não.
O importante mesmo é caminhar.”
Cláudia Banegas

Osvandir, em uma de suas viagens ao Pará, desta vez a passeio, fazia compras no mercado mais antigo e popular do Brasil, o mercado Ver-o-Peso, em Belém.

Neste mercado podia-se comprar de tudo que fosse comestível e fosse produzido no Brasil.
Osvandir estava impressionado com tantas variedades de alimentos, alguns que ele jamais pudesse imaginar que servisse para alimentar pessoas. Talvez ele até duvidasse que fosse realmente alimento.

O interesse pela variedade de alimentos foi interrompido quando Osvandir ouviu um feirante oferecendo ervas milagrosas vindas do espaço. Osvandir, curioso como é, quis logo saber que ervas eram aquelas.

O feirante falou das ervas e do possível local, sagrado, que ficava bem distante, da cidade e onde ninguém ousava ir, porque quem se aventuva em ir lá nunca mais voltava, se transformava em árvores gigantes. Segundo o feirante, todas as árvores gigantes da floresta, seriam pessoas que tentaram ir naquele local sagrado.

Osvandir não perdeu tempo, quis logo saber como chegaria até aquele local. Mas o feirante insistiu para que ele desistisse, porque segundo os antigos, ninguém tentava ir lá há anos, e por isto não se via novas árvores gigantes.

Mas com tanta insistência de Osvandir, o feirante acabou dizendo que caminho deveria seguir, para ir até o local sagrado, mas garantiu que ele não conseguiria chegar lá e voltar.

Osvandir então perguntou como ele conseguia aquelas ervas para vender. Claro que o feirante não disse, mas Osvandir percebeu que o feirante mentia sobre a origem das ervas.

Intrigado com a história, Osvandir, aventureiro por natureza, pensou algumas vezes, mas depois decidiu arriscar em tentar encontrar o local sagrado.

Partindo, na manhã seguinte, na direção indicada pelo feirante e outros com quem conversou, onde seria o caminho deste local misterioso. Osvandir caminhou a manhã toda. Parou a beira de um riacho de águas límpidas, para saciar a sede e comer um sanduíche, de vários que ele tinha levado.

Depois de um bom descanso, Osvandir seguiu viagem. Mas o que ele via era só mato, algumas árvores bem altas e uma imensa planície. Depois de caminhar um pouco, decidiu segui o pequeno riacho, pois quem quer que viva por lá, precisaria de água. Depois de duas horas caminhando, teve que se afastar do riacho, devido ao difícil acesso, foi caminhando pela mata, até que viu uma pequena floresta, bem fechada.

Já estava anoitecendo, quando entrou na floresta e caminhando com dificuldades, viu um aglomerado de grandes árvores, troncos imensos, que formavam uma copa densa, da qual não se podia ver de cima, o que havia em baixo delas.

Neste momento se lembrou do que disse o feirante, de que pessoas que se aventurassem em busca deste local, se transformariam em árvores gigantes.

Osvandir, disposto a arriscar, aproximou e viu que havia 12 árvores, plantadas de tal maneira, que formavam um círculo quase perfeito. No interior deste, não havia nada plantado, apenas terra batida, vermelha. Em baixo de cada uma daquelas árvores, tinha uma cabana de índios. Uma para cada uma daquelas imensas árvores que formavam o círculo.

Osvandir encheu o peito de coragem e seguiu adiante, entrando no círculo.

Os índios que moravam ali se assustaram com Osvandir e até ficaram com medo, mais que Osvandir deles. Mas se armaram de lanças rudimentares, amarradas com cipó, ficando na posição de ataque. Osvandir rapidamente disse que procurava pela erva milagrosa, que não tinha a intenção de invadir o território deles. Os índios olharam um pouco, depois baixaram as lanças e apenas um veio em direção de Osvandir. Segurou pela mão e o conduziu sem dizer nenhuma palavra, até uma das 12 cabanas.

Deixando-o na porta desta cabana, o índio se retirou. Osvandir, embora com medo do que podia haver ali, mas cheio de curiosidades, não temeu e entrou.

Ao entrar, Osvandir reparou que a cabana tinha muitos objetos estranhos, brilhantes e das mais variadas formas. Enquanto entrava e olhava tudo, deparou com um homem, de aproximadamente uns 25 anos, cabelos loiros, olhos azuis, barba feita, mas que estava vestido como índio.

O tal homem olhou para Osvandir, abriu um pequeno sorriso e perguntou:
__ Porque demorou tanto?
Osvandir, ainda assustado com a imagem do homem, e com tudo que havia ali, ficou boquiaberto e quase gaguejando disse:
__Demorei?
__Sim, estava esperando você. Que não veio por acaso. Eu sabia que viria e até já o esperava.
__Sabia? Como poderia saber? Vim aqui por curiosidade.
__Sua vinda até ao Pará, o feirante falando com você da erva milagrosa e até as pessoas com quem você conversou. Nada foi por acaso.
__Então eu estava sendo vigiado?
__Não. Seus passos, eu já sabia quais seriam. Deixe eu te contar algo. A lenda de que estes índios falam, refere-se a 12 chefes, de 12 tribos indígenas, que saíram pela mata, em busca de um novo local para se estabelecerem. Devem ter encontrado este local. Quando a tribo saiu em busca de seus chefes, chegaram aqui e vieram 12 árvores, disseram que os 12 chefes haviam preparado o local, deixando o terreno limpo, se transformando em árvores, para proteção de toda a aldeia.

__O terreno é limpo, porque a copa das 12 árvores não deixa a luz do sol tocar o solo. Exclamou Osvandir.
__Não. Na verdade, eles encontraram com alienígenas, que desceram aqui, neste mesmo círculo, onde ficou marcado para que voltem. Eles levaram os 12 chefes e deixaram aqui, em troca, 12 grandes árvores. Como você pode ver. As árvores protegem o local onde deverão retornar.
__Então você está dizendo que aqui é um campo de pouso de alienígenas. Que retornarão?
__Sim.
__Mas como você sabe tudo isto? Onde eu entro nesta história?
__Quantas vezes você já olhou para o céu e quis estar muito além das estrelas? Quantas vezes já se perguntou por que tanto gosto pela aventura? Quantas vezes quis desvendar todos os mistérios da vida? Quantas vezes se perguntou de onde veio e não teve resposta? Quando os visitantes do universo partiram, levando os 12 chefes indígenas, deixaram dois membros da equipe aqui, para explorar o local. Um ficou aqui, protegendo as 12 árvores enquanto espera a volta da equipe que partiu para casa. O outro desistiu de esperar e saiu rumo ao desconhecido.
__Está querendo me dizer que é você que eles deixaram aqui? E que eu sou quem partiu para o mundo?
__Isto. Somos irmãos de origem. Eu fiz você vir até aqui. Nosso povo está para chegar. Você precisava estar aqui para irmos embora.
__Então sou de outro planeta! E de qual planeta somos então?
__UFOLOGIA. Chegou a hora de voltarmos pra casa.
__E você lembra como é nossa terra e quem temos lá, como vivemos?
__Não. Viver aqui todo este tempo, fez apagar a memória do que temos lá. Só conseguimos lembrar coisa deste planeta.
__Então como sabe de toda esta história?
__O que foi me foi contado aqui, não esqueço.
__Mas eu não sei se quero voltar. Talvez eu queira ficar por aqui. Este já é meu mundo. Se não posso lembrar o outro, como saber se tudo isto é verdade?
__Não pode saber. Terá que acreditar. Eu continuarei esperando e voltarei para minha terra. Mas você poderá fazer sua escolha.
__Minha escolha, já foi feita.

Thymonthy

PREVISÕES PARA 2009

OSVANDIR E AS PREVISÕES PARA 2009


Osvandir pesquisou, anotou, perguntou, entrevistou e vejam só o que ele pode apurar para o ano de 2009. As fontes são secretas, como sempre, um mago do Amazonas, um astrônomo e um físico de São Paulo, uma Mãe de um terreiro da Bahia, um escritor do Rio, um índio do Mato Grosso e vários outros estudiosos do assunto.
PARTE I
UFOLOGIA E ASTRONOMIA
1 – Um planeta está aproximando-se da terra, seu nome Nepiru.
2 – Vai aparecer outro Sol, ou outra Lua, quem sabe?
3 – Os astrônomos vão descobrir novos planetas e galáxias.
4 – Uma nave espacial vai pousar num canavial.
5 – Vários sinais aparecerão nos arrozais, trigais, canaviais e até em capinzais.
6 – Um livro chamado “As Aventuras do Osvandir”, vai chamar a atenção de todos interessados na ufologia. Será o e-book mais comentado na internet durante 2009.
7 – Meteoros, meteoritos e outras pedras, despencarão dos céus.
8 – Este será o ano do “Contato”.
9 – Um disco voador será fabricado na terra.
10 – Bolas de fogo e periféricos (sondas) serão vistas em toda parte, para o deleite dos ufólogos.
11 – Queda de um disco voador no Brasil, não sabemos onde.
12 – “Jornada nas Estrelas” será realidade.
13 – Estação Espacial vai despencar do espaço, caindo no oceano.
14 – Será criada a base secreta americana denominada “Área 52”.
15 – Estrelas mortas ressuscitarão e planetas habitados surgirão.

(Continua…)

OSVANDIR NO CEARÁ VIII

Capítulo VIII

DISCO VOADOR

— Adeus Osvandir! Até na próxima, disse o Moura,
olhando para um avião que voava no céu azul de Fortaleza.

Continuou na estrada de pedras que a seguir foram rareando e a estrada foi se tornando cheia de lombadas íngremes, com descidas e subidas, curvas em seqüências para ambos os lados da estrada. Osvandir viajou os quilômetros restantes, a baixa velocidade com a marcha 4L, reduzida engatada, o que permitia maior aderência no terreno.

A baixa velocidade o permitira fazer curvas fechadas e inesperadas. Aquela pista fora feita para acabar com carros ou com os motoristas. Atingindo o ponto final, que era uma clareira no mato, com um alpendre espaçoso, viu uma oficina mecânica e alguns jipes, bikes e MotoCross, bem arrumados, enfileirados lado a lado. Um dos ajudantes avisou à estação de partida, que Osvandir tinha chegado, por um HT, ( Habd -Talk” – transceptor portátil, em FM) e que não havia ruído de outros carros atrás dele. Osvandir informou que os outros três estavam atolados na pista.

Osvandir sentiu-se pouco satisfeito, porque não houve disputa com campeões, mas adorou fazer o que gostava.Entraram no hotel e viram algumas das moças, colegas de excursão. Cuidaram da higiene pessoal e sentaram-se à mesa para o almoço. Trocaram informações a respeitos dos lugares visitados pelos três grupos.

Osvandir aproveitou seu tempo escrevendo o seu diário no notebook.A tarde a guardiã loura, avisou que todos iriam visitar a Serra do Estevão, onde poderiam ver os principais pontos turísticos.

Depois de mais ou menos uma hora, chegaram ao município de Dom Maurício. As pessoas se dividiram e foram visitar os locais indicados pela guardiã.

Osvandir resolveu ir até ao Pico da Torre que estava a uns 760 m de altitude, para ver melhor a panorâmica de Quixadá e a Pedra da Galinha Choca. Pedalou sua bike por uns 5 km subindo lentamente uns 300 metros a ladeira. De longe avistou as torres de repetição equipadas com pequenas antenas parabólicas apontando para várias direções.

Ele estava com sua mochila conduzindo o que era necessário, como máquina fotográfica digital, binóculos, faca de mato etc. Sua pistola estava nas costas entre a calça e o lombo.

Seus olhos não saiam da figura da Galinha Choca, que era admirada pelas formas perfeitas. De repente, vindo do sul, viu um objeto com o perfil de um prato virado contra o outro, cor de alumínio, brilhando no sol. Atravessou lentamente o Complexo Rochoso, por trás da Galinha Choca. Muito nervoso e apressado retirou imediatamente sua câmera digital da mochila, que estava sobre suas pernas e já estando preparado para foco infinito, ligou, apontou e clicou por várias vezes. O objeto veio para mais perto e mergulhou de vértice por trás da Pedra da Galinha Choca, ocasião em que viu que o objeto era discóide.

O aparelho desapareceu no mergulho sobre a montanha de pedra.Tudo foi fotografado, não conseguiu acreditar que um objeto voador entrasse em uma serra de pedra, sem haver abertura. Conferiu as fotos de sua câmera e novamente viu o aparelho mergulhar na rocha, sem abertura alguma.
— Ganhei na Loteria e agora posso voltar para Fortaleza, disse Osvandir em voz baixa, só para ele.

Os visitantes foram chegando aos poucos e guardando suas bicicletas no alpendre, onde um empregado as examinava rapidamente.

Todos chegaram, subiram na van e esta desceu a serra em direção ao hotel em Quixadá.
— Srta. Elizabete, lamento informar, que apesar de estar gostando do passeio e do bom trato, tenho que voltar urgente para Minas, disse Osvandir.
— Nós lamentamos muito sua ausência, mas como há urgência, não há outro jeito.– Obrigado pela compreensão. Poderia me dar o endereço da estação rodoviária?- Sim, depois do almoço chamarei um táxi para levá-lo até lá.

Osvandir levantou-se e despediu-se de cada componente da excursão, bem como da guardiã. Voltou para seu quarto, onde apanhou as duas malas e o notebook.

Já no hotel, em Fortaleza, antes de deitar-se completou seu diário no notebook, ressaltando seu avistamento incrível. Transferiu as fotos da máquina para seu notebook.

Agendou um encontro com seu amigo para aquele mesmo dia:
— Moura, passei aqui para despedir-me e mostrar-lhe o que consegui em Quixadá, veja a seqüência de fotos na minha câmera!

Moura manejou a máquina fotográfica para ver as fotos. Na primeira ele logo reconheceu o perfil de um disco voador, muito distante sobre umas montanhas. No final chegou a foto em que o aparelho mergulha para dentro da rocha por trás da Galinha Choca.
— Osvandir, acredito porque estou vendo a foto e não houve tempo para você praticar qualquer truque. Vem a pergunta. Eles vêm do céu ou do centro da Terra?
— Acho que ninguém sabe. Ufologia é um terreno cheio de ilusões para nossos sentidos. Só nos baseamos neles, pois são os detectores das nossas realidades. O que pode ser realidade para uma pessoa, pode não ser para outra. Passou daí, só há conjecturas, lendas que são acreditadas, na falta e outras realidades. De qualquer forma estou muito satisfeito com o que consegui, respondeu Osvandir.

Final
Moura – Fortaleza – CE – 6 / 9 / 2008