VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS

VEREADORES EMBOLSARAM AS VERBAS INDENIZATÓRIAS
Imagem Google

Não se sabe o porquê do espanto. Só no Norte de Minas? Não! No Brasil inteiro. Desde que criaram as tais verbas indenizatórias, há alguns anos, em quase todos os municípios brasileiros há este tipo de fraude.

Foi investigado só agora, por que estava atingindo a Receita Estadual por sonegação fiscal, do contrário estariam lá a cada mês pegando o seu dinheirinho.

Desde que as Câmaras começaram a criar as tais verbas indenizatórias, tomando de exemplo as Assembleias Legislativas, que de tudo foram aparecendo: Nota Fria, Nota Quente, Nota Branca, Notinha, Notão, Gasolina, Supermercado, Mercearia, Farmácia, Cultura (nada!).

Contabilizado a quantidade de gasolina de um mês daria para os carros das Câmaras rodarem um ano, já fizeram estas contas. Num município, que não vou dizer o nome, as notas estavam tão altas que dava para ir a lua e voltar umas três vezes.

Como os Senhores Vereadores e Contadores estavam viajando, rodavam dia e noite, noite e dia. Era nota de tudo, menos bebidas, que era proibido, mas mesmo assim enchiam o carrinho de cervejas, os mais puros vinhos do Chile e até cachaças de Salinas, produzidas ali mesmo no Norte de Minas, mas na notas saia outra coisa, tudo bem secretinho, para ninguém descobrir a fraude.

Está tudo esclarecido em vários processos, que acabam dando em nada, eles fingem que devolvem e fica por isso mesmo e continuam dilapidando o erário público, todos sabem disso.

Sem contar os Executivos que desviam até da merenda escolar, da saúde, educação, em tudo. Está nos jornais, todo dia.

O povo doente, sem remédios e Prefeituras enterrando caixas cheias de medicamentos vencidos. Por quê? Compras em excesso em licitações fraudulentas.

Eles conseguem fazer de tudo para entregar  aos seus capachos os resultados de uma licitação fraudada, marcada, sei lá mais o que. Levam uns trocados (também os Servidores) e fica por isso mesmo.

Estava indo tudo bem até que apareceu a “Operação Caximanha” (que nome mais estranho)  e alguns Vereadores de Bocaiúva, não percebendo a “manha”, naquela manhã, foram todos pegos de surpresa.

O próprio nome da operação pode ter diversos significados: 1) Expressão “caxa” designa ou situação muito favorável ou benéfica; satisfação;  já “Manha” 1. Macete, técnica – 2. Malícia, esperteza e outro resultado que nem vou dizer, é melhor vocês mesmos verificarem no dicionário. “Caximanha” então deve ser Caixinha da Esperteza, mas neste caso a Polícia foi mais esperta.

Como disse no início, não se assustem desde que foram criadas as tais Verbas Indenizatórias que existe este tipo de coisa e não é só na área municipal, também na área estadual.

A nível estadual os Deputados usam mais a verba indenizatória para gastos com serviços de divulgação, serviços de gráfica, alimentação parlamentar (seja lá o que for isso), combustíveis, alugueis e principalmente consultorias, pesquisas e estudos técnicos. Dá mais dinheiro, são caras. Gostaria de ser um Consultor de Pesquisas e Estudos Técnicos, se fosse não estaria aqui ralando para escrever estas linhas.

A Assembleia (de Goiás) também não exige esses documentos dos parlamentares e efetua o pagamento da verba mediante uma simples folha de papel, onde se relacionam essas despesas de modo genérico.

“A verba indenizatória é considerada unanimemente, no Brasil, como uma excrescência, dentre as muitas que se multiplicam no interior dos Poderes Legislativos federal, estadual e municipal “, já dizia  Welliton Carlos, no Diário da Manhã, em 24;03;2013.

Uma tonelada de “caximanhas” para todos.

Amanhã o bicho vai pegar, vamos falar sobre as Fraudes nas ONGs. Aguardem. (Antes de escrever o artigo já estou recebendo ameaças). Podem ficar tranquilos, não vou citar nomes, só os municípios. Está bem, nem vou citar os municípios…
Manoel Amaral

www.casadosmunicipios.com.br


O CANDIDATO PERDEU A ELEIÇÃO

O CANDIDATO PERDEU A ELEIÇÃO


Candidato: palavra que vem do latim, “cândido,
ou seja, puro, sem pecado, desprovido de ganância e
maldade que visa o bem comum e não pessoal.”
Coitado do candidato que perdeu a eleição. Quase morreu de emoção!
Trabalhou tanto. Nem vamos falar nos cafés vencidos, biscoitos duros, conversas fiadas, pedidos dos eleitores, dinheiro gasto, campanha contra o tempo, outros concorrentes e tudo mais.
Vamos falar da decepção com os eleitores de duas caras, que mostram uma e depois aplicam a outra. Prometem votar em todo mundo e não votam em ninguém. Às vezes nem títulos têm, ou são analfabetos, votam errados em números que não existem.
Esse texto fala dos candidatos a vereador, porque candidato a prefeito todo mundo ajuda.
O vereador fica abandonado, jogado ao circo para ser devorado pelos famintos leões do eleitorado.
Em cidade pequena é ainda pior, poucos são os que votam e muitos os candidatos de todos os feitios.
Tem gente que entrou a primeira vez, achou que era só candidatar-se e estaria na Câmara, cama ou na fama. Ledo engano, a dificuldade é muito grande. Tem que ralar, gastar as havaianas, tênis ou sapato do bico chato, porque do bico fino ninguém aguenta. As mulheres, não acostumadas, sofreram várias cantadas e quebraram muitos saltos de sapatos. As rasteirinhas deram uma verdadeira rasteira nelas.
No início, os santinhos não chegavam, era aquela ansiedade, quando chegavam tinham muito erros. Eram distribuídos assim mesmo, não havia tempo para correção. As gráficas todas cheias de promessas não cumpridas.
Os prometidos patrocínios nunca chegaram, e os que vieram foram canalizados para a candidatura a prefeito.
Os apelidos não ajudaram em nada, pelo contrário, atrapalharam. Hoje as urnas eletrônicas não querem saber de nome, sobrenome ou apelido, só engolem números e vomitam resultados.
Muitos eleitores não sabiam em quem votar devido ao grande número de papéis na cidade. Partidos então, um montão. Nem sabemos para que tanto partido. Três ou quatro já seriam ótimos.
Os bons, os maus e os que não tinham a menor ideia de nada, estavam ali, sendo malhados pelo povo, como se palhaços fossem.
Santinhos, cartazes, eram todos massacrados, rabiscados, amarrotados e jogados no lixo. Sem contar os bigodinhos, óculos, dentes de vampiros, chapéus e outros nomes impublicáveis, eram acrescentados em tudo que era distribuído ao eleitor.
Todos queriam um candidato perfeito. Não existe candidato perfeito, todos têm os seus defeitos e qualidades.
Ninguém sabe por que a legislação eleitoral proibiu a distribuição de brindes e showmícios, aquilo não comprava voto de ninguém. Além do mais, passada as eleições, as camisas eram transformadas em pijamas macios e gostosos de vestir. A lixa de unha daria para comprar voto de alguém? Que coisa mais ridícula! E o showmício, como era bom assistir, de graça, muito artista famoso cantar as suas músicas de sucesso.
Era uma festa! Agora só papel, papel e mais papel. E nem serve para rascunho, está escrito dos dois lados.
Muitos candidatos inexperientes distribuíram páginas inteiras nas ruas. Não adianta, o povo não lê. Quanto menos texto melhor. O que vale são as imagens. Jornal tem que ter muitas fotos e um texto pequeno. No caso da internet, quanto menor melhor.
Ah, ia esquecendo. E os pobres candidatos que largaram a rua e enveredaram na internet. Ficaram só facebookando, tuitando, youtubando e internetando. Pura bobagem, em cidade pequena não surtiu efeito nenhum. Também curtir, sair seguindo alguém, vendo pequenos e horríveis vídeos caseiros ou pesquisando site e blog de candidatos não quer dizer voto garantido.
Passaram dias e noites clicando, teclando, digitando, escrevendo, falando, cansando… Gastaram um dicionário de palavras. Lavraram textos, fizeram discursos de três linhas no Twitter. Publicaram fotos no Face, usaram até o velho Orkut. Uns que nem conheciam nada de informática viviam falando em iogurte. Uma bobagem só.
O Face só dava Book. O Tu só White. Ora bolas, palavras novas, desconhecidas e o candidato velho, iletrado, cansado, sapato furado, não podia perder tempo. Pegou o sábio sobrinho de 14 anos e entrou no estranho mundo da teia, da net. Saiu decepcionado, o seu eleitorado minguado, em vez de ser usado, usou e abusou do candidato muito bem orientado pelo sabido sobrinho…
Muitos ficaram pelo meio do caminho: assassinados, enfartados, sequestrados, “acidentados”, tudo por paus-mandados.
E nem falamos nas várias contas que ficaram por acertar.
Manoel Amaral
osvandir.blogspot.com
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