OSVANDIR & HORRY POTTER NO BRASIL

Capítulo IX
A DESPEDIDA
Todos temos luz e trevas dentro de nós.
O que nos define é o lado com o qual escolhemos agir.
Harry Potter e a Ordem da Fênix

Com a mala na mão, de novo perdidos no meio do mato, procuraram uma estrada, naquele local que tinha muita água. Deram sorte, avistaram uma rodovia asfaltada.

O primeiro carro que apareceu Osvandir pediu carona. Era uma linda mulher, que parou o carro no mesmo instante. Desconfiada, pensando ser assaltante, ela arrancou da cintura um 38, apontou para Harry e foi logo perguntando:
__ O que vocês querem?
__ Estamos procurando uma cidade qualquer, ficamos perdidos aqui no meio desta floresta, disse Osvandir.
__ Entrem, mas se tentarem qualquer coisa, podem se dar mal. Sou Delegada de uma cidadezinha aqui por perto e estou indo para Belém.
__ Está bem Doutora Delegada, não vamos tentar nada, só queremos chegar até onde você vai e tudo bem.

Osvandir deu graças à Deus de ter encontrado aquela mulher ali numa estrada de tão pouco movimento.

Acomodados num hotel em Belém, Harry e Osvandir procuraram descansar. Depois de um bom tempo, tomaram banho e desceram para almoçar.

A sugestão do dia era Tacacá, uma comida regional muito diferente, preparada com o tucupi (caldo da mandioca, previamente fervido com alho e chicória), goma (mingau feito com uma massa fina e branca, resultado da lavagem da mandioca ralada) e jambu (planta considerada afrodisíaca). É um prato originário dos índios.

Tinha arroz, feijão de vários tipos, bife a cavalo (com um ovo frito em cima), batata frita, frango ao molho pardo, peixe frito e ao molho. Uma infinidade de comida diferente da que estavam acostumados no dia a dia.

Osvandir preferiu ficar com o tradicional mesmo, comeu alguma salada, depois um pouco de feijão, arroz e peixe frito.

Já Harry, experimentou alguma coisa diferente do que conhecia e até gostou do Tacacá.
Depois do almoço, uma breve passada pelo “Ver-o-Peso” para algumas compras de pequenos presentes, a seguir, uma caminhada pelo centro, a tarde preferiram andar de barco.

No outro dia Harry resolveu não ir para o Pantanal, depois que ficou sabendo por algumas pessoas que lá também tinha muita água.

Arrumou as suas malas e resolveu partir. Ir para sua terra. Como se daria isso não sabiam.
O sinal na sua testa de HP começou a sangrar e o implante atrás da orelha esquerda de Osvandir também começou a incomodar. Um magnetismo forte começou a pairar no ar.
Harry testou a vassoura e não obteve nenhum resultado.

Osvandir procurou pelo Gerente do hotel e perguntou sobre os esportes radicais nas proximidades de Belém e ele informou que um pessoal trabalhava com balões.

Ligaram e marcaram um encontro para um voo livre sobre um determinado local.

Osvandir explicou para Harry o que pretendia fazer: levá-lo até uma certa altura de balão, onde ele poderia desfrutar por alguns minutos da paisagem, depois pela sua vassoura mágica tentaria decolar, levando alguma de sua compras. Se tudo desse certo, ele poderia voltar para casa e Osvandir poderia sentir a emoção de voar e ainda olhar a linda paisagem do local.

Entraram logo no balão e seguiram para o mais alto possível. Parece que o tempo estava ajudando, uns raios fortes estavam descendo sem no entanto atingir o balão. Um rodamoinho começou a formar-se, Osvandir disse:
__ É agora ou nunca!
E ele saiu voando em sua vassoura penetrou nas nuvens escuras e sumiu.

O chefe da equipe do balão ficou impressionado, engoliu um seco ar das alturas e disse:
__ Mas como ele fez isso?
__ Ele é um bruxo, tem poderes mágicos.
__ Só vi isso no cinema! Se contar para meus amigos nunca vão acreditar.

Osvandir desceu do balão voltou para o hotel e de lá foi para o Aeroporto Internacional de Belém, de onde partiu para sua casa.

Passado alguns dias uma linda coruja branca pousou no quintal da casa do Osvandir com alguma coisa nas patinhas.

Era uma mensagem que dizia em código:
“3´ PO551V3L 3NCONTR4R 4 F3L1C1D4D3 M35MO N45 HOR45 M415 SOMBR145, 53 L3MBR4R D3 4C3ND3R 4 LUZ.”H4RRY POTT3R

MANOEL AMARAL

OSVANDIR & HARRY POTTER NO BRASIL

Capítulo V
UMA NOITE DE AMOR

“As conseqüências dos nossos atos são sempre tão complexas,
tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil”
Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban.

Para quem não conhece, Salvador é a terra da música, da comida picante, belas mulatas, praias lindas, teatro, cultura. Um povo acolhedor, trata muito bem os turistas, principalmente nas cidades litorâneas.

Foi nesta terra, que Cabral primeiramente aportou em 22 de abril de 1500. O Monte Pascoal, o primeiro avistado, depois aquela praia linda de Santa Cruz de Cabrália que fica acima de Porto Seguro e foi onde os portugueses realizaram a primeira missa no Brasil.

Mas eles estão em Salvador e a sua orla marítima é uma das mais extensas do país. Divididas entre cidade alta e cidade baixa, são cerca de 50km de praias. São muito boas para mergulho, pesca submarina, natação e esporte à vela, além da prática do surfe. Tem ainda alguns locais com piscinas naturais com os tradicionais coqueiros, muito abundante na região.

Osvandir e Harry, foram direto para a praia do Cristo que fica localizada entre a praia da Barra e a praia de Ondina. Lá no alto do morro tem uma estátua do Cristo, razão pela qual ela é assim chamada.

Muita gente frequenta esta praia, mas mesmo assim é bastante tranquila. Muito bonita e serve para ver o por do sol que fica muito lindo entre os coqueiros.

É o melhor local para deliciar-se com uma boa água de coco e comer um acarajé servido na hora, bem quentinho.

Muita gente andando pela praia, o que aguçou a visão de HP, nunca viu em sua vida tantas moças lindas, com pouca roupa, num só local, sem fazer nada, despreocupadas da vida.

Voltando da praia, resolveram ir para o Centro Histórico de Salvador e o guia explicava que “ele é um dos principais pontos turísticos do Brasil, com o maior acervo barroco fora da Europa. Está dividido em três áreas principais: da Praça Municipal ao Largo de São Francisco, Pelourinho e Largo do Carmo, finalizando com o Largo de Santo Antônio Além do Carmo”.

Na hora do almoço, foi procurado um restaurante ali por perto. Com a recomendação de que prestasse atenção a comida que geralmente é muito apimentada. Mas HP não seguiu a orientação de Osvandir e colocou no prato tudo de vermelho que encontrou na mesa.

Quando terminaram a refeição um delicioso sorvete de frutas foi servido de sobremesa. Outras frutas estavam expostas sobre uma longa mesa, com uma visão paradisíaca. Vários animais e pássaros estavam representados naquela fileira de abacaxis, melancias, cajus e outras frutas caraterísticas da região.

Muitas frutas foram provadas por HP e abandonadas. Algumas muito azedas ele não gostou. Os sucos ele tomou os de cores mais fortes, como o de laranja, mamão e um de acerola com leite.
Satisfeitos, seguiram para o hotel onde constaram que haviam trocado de quarto, para um melhor, com visão para o mar. Mais caro, é claro!

Quando o Gerente do Hotel descobriu que os dois tinham dinheiro para gastar e soube por terceiros de suas preferências, chamou logo duas lindas mulheres para servirem de guias, despachando o guia anterior.

Harry ficou muito feliz com aquelas mulheres a seus pés, atendendo a tudo que ele solicitava, com tradução do Osvandir, porque elas que falavam fluentemente o inglês, não conseguiram entender quase nada do que aquele jovem falava. A sorte é que o Net Book estava ali para salvar a ambos de qualquer embaraço. Para piorar a situação tinha ainda as gírias da Bahia e aquele linguajar arrastado que só o povo de lá entende.

Para “olá amigo”, vejam só a quantidade de variantes que eles usam: ‘Colé, meu bródi!’ – ‘Colé, misera!’ – ‘Colé, meu peixe!’ – ‘Colé, men!’ – ‘Diga aê, disgraça!’ – ‘Digái, negão!’ (independente da cor do amigo) – ‘E aí, viado!’ (independente da opção sexual do amigo) – ‘E aê, meu rei!? ‘Ô, véi!’

Assim meu ‘bródi’, fica difícil explicar para alguém, mesmo morando aqui no Brasil, imaginem para um jovem que veio de outro país, não é fácil não.

Mas as meninas aprenderam rápido e ele também, ao final da tarde já estavam até conversando direto.

O pior (ou o melhor?) é que uma delas tinha uma leve aparência com a sua amiga do passado, a Hermione. Tudo complicou, ela muito solícita, pensando nas gordas gorjetas, estava sempre ao lado dele.

À noite, nuns vestidos pretos, colantes, compridos, sensuais, elas os convidaram para uma noitada num clube local, com a caraterística música baiana, o axé. Um importante conjunto da região ia tocar a noite inteira.

Foram e HP gostou tanto que no final da noite já estava dançando perfeitamente como qualquer outro cidadão turista.

Chegou a hora de ir embora, mas num piscar de olhos, já estavam os dois bem agarradinhos na porta do quarto, pronto para entrar. Osvandir atrasou-se propositadamente para deixar os dois a sós. Inventou que teria de ir ao bar do hotel para tomar um vinho antes de dormir. Ficou por lá por quase uma hora. Quando chegou ao quarto o HP já tinha despachado a garota e estava lá com aquele ar de felicidade total.

Muitas histórias ele teria para contar para seus amiguinhos, sobre tudo que viu nesta terra brasileira, nosso povo, nossos costumes, nossa língua.

Mas nem tudo são flores e o roteiro precisava ser seguido, se queria conhecer parte do país, teriam que seguir para outro estado.

As malas estavam prontas e seguiram novamente para tentar chegar até Belém, se as chuvas deixassem.

MANOEL AMARAL