SURPRESAS NO NATAL

SURPRESA NO NATAL

Imagem Google

Todo ano naquela casa era uma festança só no Natal. Champanhe importada, vinhos de vários países. Uvas passas e frutas de dar água na boca. Sem contar o pernil de porco, bem assadinho.


Mas os visitantes não mudavam nada, eram sempre os mesmos. Levavam um presentinho e queriam receber um presentão. Enchiam a pança e iam embora, deixando para trás copos, talheres e vasilhas sujas.

Senhor Lorenzo, o dono da casa daquele Povo de Jerimum, queria fazer a coisa bem diferente neste Natal. Estudou bem a situação e disse para todos que naquele ano haveria uma grande surpresa.

Estava preparando tudo direitinho. Encomendou os presentes, separando os das crianças. Levou o pernil mais cedo para assar.

As horas iam passando lentamente e todos já pensando no gostinho da carne.

As mulheres da casa receberam comunicação de que não precisariam fazer nada. Tudo viria prontinho, já estava encomendado.

Todos apreensivos, o velho relógio da capela já havia tocado onze batidas.

Nada de chegar os comestíveis. Até a dona da casa começou a ficar vermelha e com o coração batendo forte.

De repente uma camionete chegou e três jovens foram descendo com as caixas,  colocaram sobre mesa e pediram para abrirem só a meia-noite.

Várias caixas foram deixadas na sala, eram os presentes.

Como de costume, foram colocados ao pé da Árvore de Natal, só que não tinha nome de ninguém nas etiquetas. As caixas eram bem maiores que do ano anterior.

No outro lado da cidade, Senhor Lorenzo, passou na casa de Dona Maricota e pegou o suculento pernil de porco. Não se esqueceu de levar os presentes das crianças e nem as caixas de bombons e uma grande variedade de doces, não faltando o doce-de-leite e o queijo Minas.

Parou no Centro Comunitário e mandou deixar tudo ali, depois de conversar com o Presidente da entidade.

Foi uma festa muito alegre. Todo mundo provou o pernil que o Senhor Lorenzo levou e fez questão de cortar os pedaços para o povo. Depois distribuiu os bombons para criançada.

O Presidente do Centro Comunitário agradeceu a oferta do Senhor Lorenzo e disse que deveria voltar sempre.

Lá no centro do Povoado, na casa grande onde tudo estava preparado, quando bateu meia-noite, todos avançaram sobre ás caixas de alimentos com os pratos e talheres nas mãos.

Um velhinho perguntou:
— Onde está o pernil? Quero tirar um naco!

Aí veio a primeira surpresa: não tinha pernil, nem frutas, nem champanhe importada, nem doces e muito menos queijo.

Das caixas saíram umas marmitas, com uma comidinha baseada em arroz, feijão e carne moída.

Alguns mais orgulhosos, nem quiseram abrir a sua, deixando-as sobre a mesa.

— E onde estão os bombons? – alguém perguntou.

Ninguém respondeu. Nada apareceu nos restos das caixas.

Como todos estavam desapontados, a dona da casa mandou trazer os presentes.

Duas crianças colocaram tudo nos sacos e saíram distribuindo caixa azul para homem e vermelha para mulher, conforme recomendação do dono da casa.

Foi outra surpresa: dentro das caixas só tinha cuecas e calcinhas baratas. Daquelas que duram apenas uma semana e o elástico estraga.

Sobrou uma caixa de cor diferente e maior que as outras, mais pesada.

A menina entregou para um senhor que nem era convidado.

Todos queriam saber o que continha ali, na caixa amarela.

Esta era a terceira surpresa: uma enxada novinha, marca “Duas Caras”. E havia uma frase. Como o presenteado era analfabeto, apareceu logo um jovem para decifrar a mensagem.

Lá estava escrito: “Vá trabalhar vagabundo!”

A frase foi parar na internet e virou febre, até ontem já tinha um milhão de curtidas.

Manoel Amaral

OSVANDIR E O VENDEDOR DE LINGUIÇA

“Em tempos de gripe Suína ninguém quer saber de lingüiça de porco”.
( O velhinho vendedor)

Osvandir descia a rua principal de seu bairro, com intenção de dirigir-se ao conturbado centro de sua cidade, para pagar algumas contas, nos Bancos, que estão em greve.

Sua atenção foi despertada por um vendedor de lingüiça, que anunciava o produto.

Um velhinho, barba e cabelos brancos e um bonito chapéu a lhe cobrir a cabeça, estava com seu velho Scort branco, de priscas eras, com pneus carecas, pára-choque quebrado, parabrisa trincado, lanternas queimadas, assentos furados, pintura queimada pelo abrasante sol, significando que não tinha garagem para guardá-lo.

Aqui é assim: no centro não existem mais garagem, no lugar foram instaladas qualquer comércio pequeno. Pela cidade afora pipocam sorveterias, lanchonetes, bares e lojas de confecções, sem contar uma infinidade de Odontólogos, Advogados, Engenheiros, Clínicas de Saúde, Salões de Beleza é uma cidade comercial, prestadora de serviços.

Mas voltemos ao tema principal: o velhinho da linguiça. Ele gritava que ela era de puro lobo ou pernil de porco.

Osvandir resolveu parar seu carro e ir ver o produto. Aí ele muito solícito, deu-lhe um pedacinho para experimentar. Trazia já frito de casa, numa pequena vasilha de plástico, muito asseada.

A lingüiça era até mesmo muito boa, com um gosto especial. Perguntado sobre o assunto, informou que a carne dormia no tempero forte e só de manhã era colocada nas tripas.

Mas Osvandir ficou desconfiado de alguma coisa. Pediu endereço para futura encomenda e ele deu-lhe um cartãozinho, feito em computador, pelo neto, com alguns erros de português.

Seguindo para o centro da cidade, tentou estacionar o veículo, foi abalroado por uma Senhora, até bonita, que saia do estacionamento. Não houve discussão, não compensava, apenas um risco a mais na lataria.

Tentou entrar no banco e dois grevista lá estavam para barrar todo mundo. Se existe uma coisa que Osvandir detesta é o direito de ir e vir que lhe garante a Constituição. Discutiu com os grevistas, ensinou-lhes novas maneiras de fazer greve sem prejudicar a população. Lembrou até daquele caso que aconteceu em Belo Horizonte, quando trocadores e motoristas, em greve, liberaram as catracas para todo mundo viajar de graça. No outro dia receberam polpudo aumento de salário.

Tentou pagar as contas via equipamento eletrônico, mas seu cartão estava sendo recusado. Mudou de máquina e conseguiu pagar os que tinham condições, os demais pagou na loja de loterias.

Ao voltar, ficou pensando em visitar o velhinho para ver as lingüiças. Desceu a rua principal e dirigiu-se para o bairro. Lá no fim da rua, na beira do rio, estava a casa anunciada no cartão. Um barracãozinho nos fundos era a fábrica da dita cuja.

Chamou, ninguém atendeu. Não tinha campainha no portão. Como estava aberto, Osvandir entrou. O cheiro forte que notara ao comer o pedacinho na rua, veio-lhe as narinas. Alguns ossos e couros peludos, marrons, chamou-lhe atenção. A caveira era de porco, mas o couro estava estranho. Pesquisou por ali e encontrou uma grande quantidade de carne para fazer a lingüiça. Era um pouco escura, estava com muito tempero. Cheiro muito forte, para o fraco estômago do Osvandir.

Já estava saindo, quando o velhinho chegou apressado e entabulou uma conversa meio enganatória:

__ Temos uma criação de porcos especiais, muito bons, carne de primeira, veja aí no cercado.

No tempo de criança, Osvandir via muita criação de porcos, em locais que chamavam de manga ou chiqueiro. A manga era cercada totalmente por barrancos, e os animais ficavam lá dentro, a espera de qualquer alimentação.

Desistindo da compra, resolveu ir para casa, despediu-se do velho e prometeu-lhe voltar qualquer dia.

Ao passar pela ponte do rio, viu às margens, uma manada de capivaras pastando e nadando no local.

Manoel Amaral
http://osvandir.blogspot.com
Visite nosso site comercial: www.casadosmunicipios.com.br/blog

OSVANDIR & O DIA EM QUE A INTERNET ACABOU III

Capitulo III

A TOMADA DE JERICO

“Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas;
ouvindo o povo o sonido da trombeta, deu um grande brado,
e o muro caiu rente com o chão, e o povo subiu à cidade,
cada qual para o lugar que lhe ficava defronte,
e tomaram a cidade” Js 6:20
.

Os estranhos eram selvagens, atacavam em grupo e tudo destruía. Tocaram umas cornetas feitas de chifres de carneiro, como nos tempos do Primeiro Testamento.

Não sabemos se por milagre ou por dinamite (TNT), a verdade é que ao tocarem aqueles instrumentos, os muros e o portal de entrada da comunidade desabaram.

Aqueles bárbaros foram invadindo tudo e tomando conta dos alimentos.

Barulho se combate com barulho. Sem demonstrar nenhum medo, dois habitantes de Jerico seguiram para o meio do grupo e puseram a tocar, em som altíssimo, seus instrumentos (um piston e um saxofone). Atraídos pelo som que não conheciam, eles foram para a rua principal. Um saiu tocando por um lado e o outro por outra rua, assim aqueles bárbaros foram logo divididos em dois grupos.

Com muito custo, com a ajuda das ideias de Jeq e da astúcia de Osvandir, aquele povo foi dominado e enviado de volta para sua região.

Após a partida deles, o muro foi reconstruído, bem como o portal. Tomaram a precaução de agora em diante, ficarem de sobreaviso para caso de invasão.

Jerico estava num lugar privilegiado, entre montanhas, não tinha campo de aviação. Não recebeu quase nenhuma visita de estrangeiros. Estava muito longe dos grandes centros. Por esta razão evitaram a contaminação pela gripe A. Os raros casos que aconteceram foram com pessoas que por ali passaram e seguiram em frente, levando aquele vírus maligno.

Noutras comunidades a Gripe Suína chegava e se instalava aproveitando a debilidade da população.

Porém após o Raio Azul, as coisas complicaram muito e outras doenças apareceram: varíola, catapora, gripe comum, piolhos, sarna e por aí. O pequeno Posto de Saúde estava cheio de pessoas com uma infinidade de sintomas. Cada grupo que chegava trazia um tipo de doença, que era debelado com muito custo.

Com a chegada de Osvandir, alguma coisa foi melhorada. A população foi devidamente informada sobre este novo vírus da Gripe. Os funcionários do Posto de Saúde queriam saber mais e foram orientados de acordo com vários prospectos que trazia na mochila.

Ali naquela comunidade de pouco mais de 10.000 habitantes as necessidades eram bem menos que outros grandes centros.

Produção de alimentos até que existiam por todo lado, porque as terras não foram afetadas, mas o difícil era o transporte. Para uma viagem de 50 km gastava-se dois dias com o carro-de-bois. Às vezes as verduras e legumes estragavam com a viagem, sendo uma tremenda perda de tempo.

Por esta razão os comerciantes preferiam transportar a carne, os grãos e o sal.

Como Jerico já tinha resolvido muito sobre como moer os grãos (milho para o fubá), triturar o sal e tirar a casca de arroz e café, o seu comércio era muito grande com outras comunidades. Passaram até a fabricar linguiça, queijos, carne seca, gordura de porco, farinha, fubá, pó de café, óleo de mamona (combustível para veículos e lamparinas de iluminação) para remessa a outras localidades mais distantes.

Os problemas maiores eram os custos da segurança para remessa dos produtos. Os assaltos sempre constantes nas estradas impediam viagens sem planejamento.

Quando Osvandir e o seu grupo preparavam-se para partir uma estranha luz apareceu no céu, bem próxima dos moinhos de vento. Ficou girando, como se fosse um torvelinho. O povo ficou olhando aquele espetáculo raro.

De repente um telefone de orelhão começou a tocar e uma luz acendeu num poste…

Continua…

Manoel Amaral

Leia mais Osvandir em: http://www.textolivre.com.br/component/comprofiler/userprofile/Manoel

OSVANDIR, A FACA E O PORCO

“Porco gordo e sogra rica só dão lucro quando morrem.”
(Jesuir, Avô do Osvandir)

Naqueles tempos não era como hoje, que é só a gente ir ao açougue e comprar o que quiser: linguiça, filé, lombo, picanha, alcatra, patinho traseiro e dianteiro, ou qualquer carne de segunda, bem moidinha, para fazer bolinhas ou para colocar nos pastéis.

Tinha que suar o dia inteiro, almoçar ali mesmo no mato, bem cedo, cerca de dez horas da manhã e ao chegar em casa já tinha jantar pronto.

A noite um sono direto, depois pegar no serviço bem cedinho para cortar cana, jogar espiga de milho para os porcos e sal para os bois, plantar milho, feijão ou arroz. Era a lida diária daquela fazenda.

Em época de colheita a movimentação na fazenda era maior: tinha a moagem da cana para fabricação de rapadura. Arrancar os pés de feijão, por para secar. Cortar molhos de arroz, juntando os feixes maiores para depois bater no jirau. Bater vara no feijão dava uma dor terrível nas costas. Capinar cana nova cortava os braços e com o suor, aquilo ardia muito.

Dona Maria avisou:
__ Osmair, a carne acabou.
__ Pode deixar Maria, amanhã a gente mata um leitão.

Levantaram cinco horas para matar o porco. O tio do Osvandir usava uma faca própria, cumprida e fina.

Correram, correram, sujaram de barro, pularam cercas, caíram em buracos, sofreram com espinhos, galhos, mas finalmente pegaram o bicho.

Era um porco novo, magro, bom para tirar mais carne, mas muito esperto.

O tio pegou o porco, segurou suas pernas da frente, mandou o Osvandir segurar as traseiras. Levantou uma de suas patas e cravou a faca por baixo. O sangue jorrou, a faca ficou lá.

Deixaram o animal imóvel no curral e foram buscar os bagaços de cana, palhas de milho e as folhas de bananeira para queimar os pelos do porco.

Qual não foi a nossa surpresa quando chegaram ao local, cadê o porco? Nada. Nadinha de nada havia ali. O porco escafedeu-se, Osvandir até pensou que o dito, havia ressuscitado como diz na bíblia.

O pior que ele sumiu com a preciosa faca do tio Osmair.

No dia seguinte ele apareceu, sem a faca, comendo no cocho junto com os outros, como se nada tivesse acontecido.

MANOEL AMARAL

Você pode ler outros textos do Osvandir em:

http://www.textolivre.com.br/contos

OSVANDIR E A GRIPE A

OSVANDIR E A GRIPE “A” NO MÉXICO

Capitulo IV
A MUTAÇÃO
Hoje, vamos apresentar somente vídeos para vocês conhecerem mais sobre a Gripe “A”. Em especial um completo trabalho do site de Ana Luisa Cid, onde encontrarão depoimentos das primeiras pessoas atacadas pela gripe. Tem o vídeo, mas se clicar no canto inferior direito, verá o texto da mesma matéria, em espanhol.

OSVANDIR E A GRIPE ”A” NO MÉXICO

Capítulo III
PANDEMÔNIO

Pandemônio significa “confusão total”.
São aquelas situações em que cada um diz uma coisa,
todo mundo discute e parece que ninguém se entende.
O silêncio dos que desistem e se calam é
o grito de vitória de todos os demônios.
Max Gehringer

Osvandir estava já de partida do México, mas resolveu verificar se havia no noticiário alguma aparição de Discos Voadores mais recentes, naquelas regiões do País.

Numa rápida pesquisa na internet encontrou vária aparições de ufos no México nos meses de janeiro a abril de 2009, com algumas imagens bem interessantes. Vale a pena ver os vídeos a seguir:
http://colunistas.ig.com.br/area51/tag/disco-voador/

http://www.realufos.net/2009/02/ufo-mexico-feb-2009.html

http://usuariovirtual.blogspot.com/2009/02/misterio-no-mexico-ovni-com-forma.html

http://www.youtube.com/watch?v=6WeDpjYNLkQ

OSVANDIR E A GRIPE SUINA (A)

Capítulo II
O PÂNICO

“Mesmo depois de tudo que os cientistas aprenderam sobre a gripe,

desde a catastrófica pandemia ocorrida entre 1917 e 1919,
uma coisa continua a mesma: a natureza previsivelmente
imprevisível dos vírus responsáveis por ela.”

Já dizia o avô do Osvandir que o medo é o nosso pior inimigo. Mas a boataria sobre o México continua em todos os jornais do mundo, sem dó nem piedade.
Muitos desejam mesmo é o pânico, com objetivos financeiros, é claro!

O povo simples, com a D. Maria, no seu dia-a-dia, não encontra mais no mercadinho os produtos que deseja.

A internet já está explorando os incautos internautas, vendendo remédio contra a Gripe A, em sites clandestinos.

“O que se vê são pessoas assustadas lotando postos de saúde, buscando vacinas e estocando máscaras e remédios.”

“O pânico assume dimensões preocupantes e se configura uma urgência psicológica.”
“A grande maioria das pessoas, cerca de 70%, fica como que letárgica, sem reação, sem orientação.”

“O imaginário popular se contamina muito rapidamente. As pessoas acabam desenvolvendo um comportamento coletivo neurótico que não ajuda em nada”, “Comportamento exagerado de pânico e de fantasias mais catastróficas como a da humanidade ser dizimada” conforme alerta Juliana Borges.

Osvandir segue seu destino para “uma comunidade da região montanhosa do centro do México, no estado de Veracruz, é suspeita de ter gerado o surto do vírus da gripe suína que afeta todo o país, como denunciam seus habitantes e rejeitam as autoridades locais.”

E ele leu mais na internet: “O ministro da Saúde mexicano, José Ángel Córdova, considerou que não seria correto querer culpar por esses casos a comunidade de La Gloria, onde existe uma grande exploração de porcos.””No entanto, foi descoberto que outro menor contraiu o vírus da gripe suína e sobreviveu, no que seria o primeiro caso da doença no país.Segundo a empresa de consultoria americana Veratect Consulting, que realizou estudos sobre esses casos, um deles correspondia à influenza suína: o de uma criança de quatro anos chamada Edgar Hernández.” (Bol Notícias)

Vide o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=_zKJUO9XCms&feature=related

A comunidade procurada por Osvandir fica localizada no Estado de Veracruz é La Gloria. Possui apenas uns 3.000 habitantes, localizada entre montanhas.

O foco principal da doença, a própria população sabe, são algumas fazendas de criação de porcos que existem na região.

O fedor se espalha por dezenas de metros da região. Deve estar tudo contaminado, o ar, a terra, os porcos, o milho, a ração, a água…

No início de março algumas crianças começaram a sentir alguns sintomas parecidos com os da gripes, é o que diz alguns moradores da região, quando foram entrevistados por Osvandir.

Algumas delas sofriam de problemas respiratórios que foram agravados com outros sintomas da gripe.

João Manuel, um dos moradores daquelas redondezas diz o seguinte:
__ Há anos somos incomodados por terríveis cheiros vindos da fazenda.

Os donos da fazenda dizem que os animais estão todos vacinados e seguem todas as regras sanitárias do município e as leis federais. Afirmam que os fiscais sanitários não encontraram nada de anormal na sua criação de porcos na sua última visita.

Até Barack Obama, o presidente dos EUA, já disse:
“it’s not a case for alarm, but it’s a case for concern”: (“não há razão para alarmes, há razão para preocupação”).

Mas o povo do mundo inteiro está alarmado e muito preocupado.

A preocupação é tanta que um Prof. João Vasconcelos Costa, Doutor e agregado em Medicina (Microbiologia), de Portugal disse que: “Os vírus hoje viajam de avião, trata-se de um tipo de vírus contra o qual há dezenas de anos que não há qualquer resistência imune, nem há vacinas rapidamente disponíveis.”

Osvandir ficou sabendo mais ainda quando leu o blog do cientista:
“Já imagino o que vai haver por aí de pânico em relação ao consumo decarne de porco! Mesmo que a gripe fosse suína, não era pela carne que se transmitiria. Mas, como chamei a atenção, “suína” é neste caso umareferência enganosa, tem a ver só com a origem. Quem a vai ter são oshumanos, não os pobres suínos.”

O site do Professor tem vários artigos sobre a gripe e num deles diz:
“Todas as grandes pandemias de gripe tiveram origem no porco, como esta (em alguns casos, como agora se esperava, na Ásia, com passagem prévia das aves para o porco): a espanhola, a asiática, a de Hong Kong.”

“O que aparece é um novo vírus humano – insisto, humano, transmissível de homem a homem – com origem no porco mas no outro lado do globo, no México. Também não é um H5N1 e por isto, como eu e muitos escrevemos na altura, era tolice investir em vacinas contra um vírus que ninguém sabia o que viria a ser – mas sim um H1N1, desaparecido da história da virologia há quase um século. Foi o tipo de vírus que causou a terrível pandemia de 1918, a espanhola, que matou mais gente na Europa do que a guerra mundial que tinha terminado pouco antes.”

É melhor todos irem direto para a página do citado Professor:
http://jvcosta.planetaclix.pt/moleskine.html#10

E bom fim de semana!

MANOEL AMARAL

FONTE DE PESQUISAS

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/
http://www.jornalotempo.com.br/
http://www.uol.com.br/
http://volperine.multiply.com/
http://www.carlosbracho.com/
The Guardian e da AP
João Vasconcelos Costa ( Portugal). Peste Suína
http://jvcosta.planetaclix.pt/moleskine.html#10
Atila Lamarino, Doutorado em evolução de HIV-1.
Eliana Márcia Martins Fittipaldi TORGA, www.defesacivil.mg.gov.br
Jared Diamond – Livro: Armas, Germes e Aço – Os Destinos das Sociedades Humanas (Veja outros livros deste autor)
Reinaldo José Lopes – Globo – Pestes Animais
Arsénio de Pina – www.asemana.cv/ – Gripe A
http://realidadeoculta-novo.blogspot.com/
portal.Saude.gov.br – Muita Informação para viajanteshttp://www.vaicomtudo.com/2009/04/gripe-suina-sintomas.html -Sintomas Gripe

OSVANDIR E A GRIPE SUINA (A)

Cap. I
A PANDEMIA
Pandemia é o nome que damos para
uma epidemia generalizada
.

Osvandir foi rápido até o aeroporto de Belo Horizonte e seguiu para São Paulo, Aeroporto de Congonhas onde seguiu para o México, City, as 13,00 horas, pela American Aierlines.

Reservou passagem de volta para o dia 15 de maio, totalizando a ida e volta o valor de R$3.335,00, parcelados suavemente.

Osvandir ficou pensando na farra das passagens aéreas, aquele “festival de pilantragens que deputados e senadores vêm promovendo com o nosso dinheiro”, nas palavras de Revista Veja de 29/04/2009.

Vários deputados viajando com filhas, esposas, netas, bisnetas, avós, primos e todos os parentes mais próximos, para paises longínquos, fazendo turismo com o dinheiro do povo. Ou então pagando contas de celulares de filhos e parentes e empregados domésticos de gabinete.

Estão confundindo o público com o privado, paises como os EUA só pagam as passagens de ida e volta a suas origens, nada mais.

E o Congresso não aprova nada de importante, por isto estão no fundo do poço, brigando ao invés de legislar.

Osvandir tirou aqueles pensamentos nefastos da cabeça, já que ele mesmo teria que arcar com o pagamento das despesas de viagem e estadia nos dias que passaria no México.

Avião vasio, quase nenhum passageiro, todas as aeromoças muito solicitas, atendendo a todos a qualquer momento. Dotado de muita modernidade, que Osvandir ainda não conhecia. Vários aparelhos de TV ligados, à disposição dos passageiros. Impossível dormir na viagem. Muitos filmes, reportagens e nada sobre a Gripe Suína, agora chamada de Gripe “A”.

Aeropuerto Internacional de la Ciudad del México, Benito Juárez, já estava a vista.
Uma longa pista de pouso refletia suas luzes e sinais. Muitos aviões cruzando o espaço aéreo.

Osvandir, de repente lembrou de um avião que teve um pouso forçado em Guadalajara, com 108 passageiros, no dia 28 de abril passado, ficou preocupado.

Mas a American Aierlines, tem um bom passado, poucos acidentes e muito bem cuidada na área de revisão dos aviões, tudo parece novo.

Apenas um pássaro passou de raspão nas turbinas, mas não teve nenhuma conseqüência maior. O pouso foi tranqüilo, sem nenhum problema para os passageiros.

Na entrada dos portões, cada um recebeu uma máscara azul para se proteger contra a temida gripe e um boletim com informações.

Osvandir seguiu para a fileira de táxis, perguntou sobre hotéis, mais próximo do aeroporto.

Mostraram-lhe um guia com vários hotéis no centro da cidade. Osvandir optou por um com linhas mais modernas, porém com preços bem baixos.

O taxista foi direto para o endereço escolhido, fez um preço especial, sem nem mesmo ser solicitado. Deve ser pela falta de passageiros.

Ao descer do veículo recebeu um cartão pessoal de Manuel, o prestimoso motorista, agradeceu-lhe as gentilezas e disse que ligaria se precisasse.

Dois carregadores de malas já estavam na porta do hotel prontos para capturar mais um turista, em tempo de vacas magras.

O número do apartamento foi meio surpreendente 313. É um número que quase ninguém gosta. No entanto já nos dizia Monica Buonfiglio que “o 13 representa o recomeço, já que é o número do sistema organizado e do término. Este número é o símbolo do determinado e particular, associado à finalização (benéfica).”
E continuava:
“O número 13 está associado a Morte e é considerada uma das mais intrigantes cartas do Tarot. O número 13 é negativo e fatalista para alguns; para outros, é um número de sorte. Sugere transformação, renovação e transmutação. Esta carta não significa necessariamente uma mudança negativa. Pode estar ligada a fatos agradáveis: casamento, nascimento, viagem para outro país.”

Mas como estava num país desconhecido e devido às circunstâncias, resolveu se precaver. Nada de extravagâncias, alimentação balanceada, muita salada, menos carnes. Muito suco e água.

Nas ruas, Mexicanos da capital ,estão todos assustados com a gripe suína. O clima da Cidade afetada pela epidemia, é desolador. Muitas escolas não têm aulas, jogos de futebol e outros esportes foram cancelados. Até cinema está proibido. Nos restaurantes não se vê viva alma, tudo abandonado. Diminuíram até os beijos.

Osvandir resolveu viajar para o interior no epicentro onde gerou a primeira morte pela gripe.

E no Jornal Diário do México uma constatação da OMS:

No exportamos influenza: OMS
Ginebra.- La Organización Mundial de la Salud (OMS) reconoció ho
que no todos los casos de influenza humana que se están reportando
son “importados” de México, pues la gente viaja por todo el mundo y se
verán casos relacionados con diferentes países. ‘No creo que
todos los casos relacionados con iajes (e influenza) provengan de México,
al menos el día de hoy nos hemos enterado de un caso relacionado con viajes a
Estados Unidos’, respondió a Notimex este martes el director adjunto de la OMS,
Keiji Fukuda. Diário do México – 06/005/2009

MANOEL AMARAL
Leia os outros capítulos:

FONTE DE PESQUISAS

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/
www.jornalotempo.com.br
www.uol.com.br
http://volperine.multiply.com/
João Vasconcelos Costa ( Portugal). Peste Suina
Atila Lamarino, Doutorado em evolução de HIV-1.
Eliana Márcia Martins Fittipaldi TORGA, www.defesacivil.mg.gov.br
Jared Diamond – Livro: Armas, Germes e Aço – Os Destinos das Sociedades Humanas

(Vejam outros livros deste autor)
Reinaldo José Lopes – Globo – Pestes Animais
Arsénio de Pina – www.asemana.cv/ – Gripe A